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Parides agavus

Parides agavus

(Drury, 1782)
Agavo

Família: Papilionidae
Ordem: Lepidoptera
Classe: Insecta
Filo / Divisão: Arthropoda
Reino: Animalia

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Registros de Gobernador Virasoro


Descrição


Apresenta um padrão alar extremamente marcante e elegante, caracterizado por uma envergadura que varia entre 70 e 80 milímetros. A cor de fundo de suas asas é um preto aveludado profundo. Nas asas anteriores, destaca-se uma faixa oblíqua de manchas de tom branco-creme, enquanto as asas posteriores, de margens onduladas e sem caudas verdadeiras, exibem uma fileira conspícua de manchas marginais de cor vermelho-carmim ou rosa brilhante ao lado de uma mancha branca central. O dimorfismo sexual é sutil; as fêmeas costumam ser ligeiramente maiores, com asas de contornos mais arredondados e marcações brancas mais amplas ou difusas. As lagartas desta espécie mostram um corpo robusto de coloração escura, adornado com tubérculos carnosos que alertam sobre sua toxicidade.

Distribuição geográfica: Encontra-se distribuída principalmente na região oriental da América do Sul. Sua área de ocorrência abrange extensas regiões do Brasil, estendendo-se desde o estado da Bahia até o Rio Grande do Sul, avançando em direção ao leste do Paraguai e alcançando o extremo nordeste da Argentina, especialmente na província de Misiones. Sua presença está intimamente ligada à preservação dos ecossistemas florestais neotropicais da costa atlântica.

Ambiente: Habita principalmente o bioma da Mata Atlântica, mostrando uma preferência clara por ambientes úmidos de sub-bosque, bordas de trilhas florestais, matas de galeria e áreas de vegetação secundária bem preservadas. Também é possível observá-la em parques urbanos e jardins botânicos situados próximos a fragmentos florestais, desde que existam as plantas hospedeiras necessárias para o seu ciclo de vida e um dossel florestal que proporcione áreas de sombra e luz filtrada.

Alimentação: Em sua fase adulta, é um agente polinizador ativo que se alimenta principalmente do néctar de uma grande variedade de flores silvestres, demonstrando forte preferência por espécies das famílias Verbenaceae (como as do gênero Lantana), Rubiaceae e Asteraceae. Por outro lado, as lagartas possuem um regime alimentar estritamente fitófago e especialista, alimentando-se de forma exclusiva de plantas do gênero Aristolochia (conhecidas popularmente como papo-de-peru ou jarrinha), tais como Aristolochia triangularis e Aristolochia arcuata. Dessas plantas hospedeiras, as lagartas sequestram compostos químicos nocivos que utilizam como mecanismo de defesa passiva contra predadores.

Comportamento: Destaca-se por um voo pausado, ondulante e a baixa altura, realizado tipicamente em trilhas sombreadas e margens de cursos d´água. Os machos patrulham ativamente essas áreas durante as horas mais quentes do dia em busca de fêmeas receptivas. Esta espécie exibe um forte comportamento de aposematismo, utilizando o contraste de suas cores preta, branca e vermelha como um sinal de alerta para predadores visuais, especialmente aves, comunicando que possui um sabor extremamente desagradável e altos níveis de toxicidade sistêmica adquiridos durante a fase larval.

Reprodução: O processo reprodutivo inicia-se com uma corte aérea ritualizada, na qual o macho voa próximo à fêmea liberando feromônios estimulantes. Após a cópula, a fêmea deposita de forma individual pequenos ovos esféricos de cor amarelo-alaranjada na face inferior das folhas jovens ou gemas apicais das plantas hospedeiras do gênero Aristolochia. Ao eclodirem, as lagartas consomem vorazmente a folhagem e acumulam ácidos aristolóquicos, substâncias altamente tóxicas. Ao completar o desenvolvimento larval, a lagarta busca um local protegido para se transformar em uma crisálida de cor verde ou marrom, que possui uma forma críptica imitando uma folha seca ou um graveto, garantindo sua camuflagem durante a metamorfose até a emergência do novo adulto.

Categoria de conservação: Em nível global, esta espécie não se encontra catalogada sob ameaça iminente de extinção e costuma ser considerada comum em sua área de distribuição. No entanto, as populações locais sofrem pressão constante devido à fragmentação de seu habitat causada pela urbanização e pelo desmatamento da Mata Atlântica. Em listas vermelhas regionais do sul do Brasil, é classificada sob categorias de preocupação devido ao declínio das plantas de Aristolochia, das quais depende estritamente para garantir sua sobrevivência.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 15/09/2026




Distribuição geográfica


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ID RegistroDataHora exataPaísProvincia / DepartamentoLugarFilmadoFotografadoVocalização gravadaObservadoOidaFerido ou mortoIndivíduos quantidadeUsuário ou BibliografiaDetalhe
37717106/12/2015ArgentinaCorrientesEstancia Virocay, Gobernador VirasoroJorge La Grotteria
11425307/02/2014ArgentinaCorrientesGobernador VirasoroEdith Polverini
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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Parides agavus – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 19/09/2026.