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Paraphimophis rustica

Mucurana Marrom


Paraphimophis rustica

(Cope, 1878)
Culebra Marrón
Brown Culebra

Família: Colubridae
Ordem: Squamata
Classe: Reptilia
Filo / Divisão: Chordata
Reino: Animalia

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Sinônimos: Clelia rustica.





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Registros de Punta Indio


Descrição


Trata-se de um táxon de réptil escamado de médio a grande porte, caracterizado por um corpo robusto e cilíndrico que geralmente atinge entre 1,0 e 1,5 metros de comprimento total na fase adulta. A cabeça é ligeiramente distinta do pescoço, com olhos de tamanho moderado e pupilas arredondadas. Apresenta escamas dorsais lisas organizadas em 19 fileiras no meio do corpo. A coloração dos adultos é uniforme e sóbria, variando do marrom-escuro ao cinza-chumbo e preto-azulado, enquanto o ventre é mais claro, exibindo tons amarelados ou esbranquiçados. Em contrapartida, os juvenis apresentam um marcante dicromatismo ontogenético, caracterizado por um corpo de cor vermelho-viva ou alaranjada, cabeça preta e um colar nucal branco ou amarelado bastante evidente, padrão que desaparece gradualmente à medida que o indivíduo atinge a maturidade.

Distribuição geográfica: Distribui-se amplamente pelo cone sul da América do Sul, ocorrendo no centro e norte da Argentina (alcançando o limite sul em províncias patagônicas como Río Negro), em todo o território do Uruguai, no sul do Brasil (com registros consolidados nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná) e em áreas adjacentes do Paraguai. Essa distribuição demonstra uma considerável amplitude ecológica para ocupar diferentes gradientes latitudinais na bacia platina.

Ambiente: Ocorre predominantemente em biomas abertos e de transição, demonstrando forte associação com os Campos Sulinos (Pampa), as savanas estacionais do Chaco Seco e Úmido, além de dunas costeiras, afloramentos rochosos de baixa altitude e áreas agrícolas alteradas. Não é uma espécie florestal estrita, preferindo bordas de matas, pastagens densas e microhabitats com abundância de serrapilheira, rochas ou troncos caídos que oferecem abrigo térmico e proteção contra predadores.

Alimentação: Apresenta hábitos alimentares generalistas com uma marcada especialização em ofiofagia, predando ativamente outras serpentes, inclusive espécies peçonhentas dos gêneros Bothrops e Crotalus, devido à sua imunidade natural contra essas peçonhas. Sua dieta também inclui pequenos mamíferos, principalmente roedores cricetídeos, lagartos da família Teiidae e, ocasionalmente, anfíbios. Para subjugar suas presas, utiliza uma mordida forte com auxílio de sua dentição opistóglifa aliada a uma potente constrição corporal.

Comportamento: Demonstra atividade predominantemente crepuscular e noturna, embora possa ser observada ativa durante o dia em períodos nublados ou amenos da primavera. É um réptil essencialmente terrestre, que utiliza fendas naturais ou buracos de roedores no solo para termorregulação e refúgio durante as horas mais quentes do dia. Ao se deparar com humanos, exibe comportamento tímido e pouco agressivo, tentando fugir rapidamente; se encurralada, pode esconder a cabeça sob o corpo ou realizar movimentos bruscos com a cauda, raramente tentando morder a menos que seja manuseada de forma brusca.

Reprodução: É uma espécie ovípara cujo período reprodutivo está diretamente associado à sazonalidade das regiões temperadas onde ocorre. O cortejo e o acasalamento ocorrem durante o início da primavera, período em que os machos podem realizar combates rituais sem danos físicos para obter o direito de cópula com as fêmeas. As posturas ocorrem no início do verão em locais úmidos e protegidos, contendo de 8 a 18 ovos alongados e flexíveis. O período de incubação dura cerca de 60 a 75 dias, variando conforme a temperatura ambiente, ocorrendo o nascimento dos filhotes independentes no final da estação quente.

Categoria de conservação: Atualmente é classificada como de Pouco Preocupante (LC) ou Não Ameaçada na maioria das avaliações de risco regionais e nacionais devido à sua ampla distribuição geográfica e adaptabilidade. No entanto, as populações locais enfrentam ameaças crescentes decorrentes da mecanização agrícola intensiva, fragmentação de habitats, queimadas e perseguição direta impulsionada pelo medo infundado de que a espécie represente perigo para os seres humanos.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 09/08/2026




Distribuição geográfica


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Página 1
ID RegistroDataHora exataPaísProvincia / DepartamentoLugarFilmadoFotografadoVocalização gravadaObservadoOidaFerido ou mortoIndivíduos quantidadeUsuário ou BibliografiaDetalhe
131223114/11/2020ArgentinaBuenos AiresPunta Indio2Diego Oscar
91275718/04/2019ArgentinaBuenos AiresPunta IndioRomán Montero
96909922/12/2018ArgentinaBuenos AiresReserva Punta Indio, Punta IndioAnalía Gonzalez
50101023/10/2016ArgentinaBuenos AiresPunta IndioFacundo Quintela
40950326/02/2016ArgentinaBuenos AiresPunta IndioFacundo Quintela
10768701/02/2014ArgentinaBuenos AiresPunta IndioDiego Oscar
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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Mucurana Marrom (Paraphimophis rustica) – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 19/09/2026.