Não quer ver anúncios? Cadastre-se...




Paraclaravis geoffroyi

(Temminck, CJ, 1811)
Palomita Morada
Purple-winged Ground Dove

Família: Columbidae
Ordem: Columbiformes
Classe: Aves
Filo / Divisão: Chordata
Reino: Animalia

 Solicitar mudança

Sinônimos: Claravis geoffroyi, Claravis godefrida, , , Columba godefrida.





Filtros



Estado de conservação de acordo BirdLife International: Criticamente em Perigo


Descrição


Pararu-espelho (nome científico: Paraclaravis geoffroyi) é uma espécie de ave columbiforme da família dos columbídeos (Columbidae). Encontra-se em perigo crítico de extinção de acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN / IUCN).

Taxonomia: O gênero Claravis foi introduzido em 1899 pelo ornitólogo americano Harry C. Oberholser com o pararu-azul (Paraclaravis pretiosa) como espécie-tipo. O nome do gênero combina o latim clarus que significa "distinto" ou "claro" com avis que significa "pássaro". Claravis anteriormente incluía o pararu-espelho e o pararu-de-peito-escuro (Paraclaravis mondetoura), além do pararu-azul, mas as duas primeiras espécies foram reatribuídas ao gênero Paraclaravis devido à descoberta de que a Claravis tradicional não era monofilética. Um estudo realizado usando sequências de quatro genes mitocondriais e um gene nuclear, que incluiu representantes de 15 das 17 espécies do grupo, recuperou o pararu-azul como o clado com maior suporte.

Comportamento: É uma espécie nômade que acompanha a produção de frutas de certas espécies de bambu Guadua da Mata Atlântica, a saber, Guadua chacoensis e Guadua trinii; ela compartilha esse traço com seu parente mais próximo, o pararu-de-peito-escuro, que se especializa em bambu andino. Esse estilo de vida especializado pode ser o que levou a um declínio tão dramático na população da espécie, apesar de sua distribuição anterior relativamente grande, com o desmatamento em massa da Mata Atlântica no final do desencadeando um efeito Allee, semelhante ao ocorrido seu parente extinto, o pombo-passageiro (Ectopistes migratorius), que também dependia de eventos de árvores produtoras de nozes.

Situação: Não houve observações verificáveis da espécie desde a década de 1980 e pode muito bem estar extinta, embora vários registros não verificados tenham sido feitos desde então, sendo o mais recente um avistamento em 2017 de um indivíduo na Argentina em uma área com Guadua trinii. Os modelos de extinção são divididos quanto à existência ou não da espécie; quando apenas fotografias, espécimes e registros são considerados, prevê-se que a espécie tenha sido extinta durante os anos 2000, mas modelos que incorporam registros de visão confirmam que a espécie ainda existe.

A espécie pode ser facilmente confundida com o pararu-azul (Paraclaravis pretiosa) com a qual ocorre em simpatria, em más condições de observação, contribuindo à contestada legitimidade das observações mais recentes. A juriti-vermelha (Geotrygon violacea), outra espécie simpátrica com necessidades de habitat semelhantes, ainda é registrada na região desde a década de 1980, levantando ainda mais dúvidas sobre a sobrevivência do pararu-espelho; redes de neblina na área capturaram regularmente a juriti-vermelha, mas nenhum pararu-espelho. A natureza nômade do pararu-espelho adiciona mais dúvidas à perspectiva de sua sobrevivência, pois é improvável que uma espécie nômade persista em um único local ou viaje por uma grande área invisível. No entanto, a natureza restrita da espécie e a falta de gravações de chamadas até recentemente indicam que a espécie pode ter baixa detectabilidade naturalmente, especialmente fora dos eventos de produção de frutos de bambu.

Se ainda existir, a população total é estimada em 50 a 249 indivíduos. As áreas nas quais a espécie ainda pode persistir incluem a Serra do Mar do Brasil e a província de Misiones da Argentina, pois essas áreas são expansivas e pouco exploradas em comparação com o restante dos remanescentes da Mata Atlântica. A espécie foi registrada ao longo dos últimos anos em várias listas de conservação do Brasil: em 2005, foi classifica como criticamente em perigo na Lista de Espécies da Fauna Ameaçadas do Espírito Santo; em 2010, como criticamente em perigo na Lista de Espécies Ameaçadas de Extinção da Fauna do Estado de Minas Gerais de 2010; em 2014, como em perigo no Livro Vermelho da Fauna Ameaçada de Extinção no Estado de São Paulo e possivelmente extinta na Portaria MMA N.º 444 de 17 de dezembro de 2014; e em 2018, como possivelmente extinta no Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Em cativeiro: A espécie foi mantida e criada na comunidade avícola brasileira da década de 1970 até o final da década de 1980, chegando a mais de 150 aves em cativeiro. No entanto, novas regulamentações sobre a criação de aves impostas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) nas décadas de 1970 e 1980 levaram ao desmantelamento da maioria dos grupos, com indivíduos em cativeiro sendo enviados para criadores autorizados pelo IBAMA que tinham pouco conhecimento de como cuidar das aves, o que foi agravado pela falta de conhecimento do perigo de extinção da espécie na natureza na época. Acredita-se que os últimos indivíduos em cativeiro tenham morrido em meados da década de 1990 sem produzir qualquer descendência, marcando o fim de uma das melhores chances de salvar a espécie da extinção. Gravações de som da espécie foram adquiridas de antigos criadores de pombas e podem ser cruciais para detectar a espécie na natureza em pesquisas futuras.

Fonte: Wikipedia, artigo Paraclaravis geoffroyi. Conteúdo adaptado da Wikipedia, disponível sob a licença CC BY-SA 4.0. Acessado em 16/07/2026.





Distribuição geográfica


Carregando mapa...




Fotografias da espécie

Últimas fotografias publicadas



 Adicionar uma imagem desta espécie






Vocalizações da espécie

Últimas vocalizações publicadas



 Adicionar um áudio desta espécie





Vídeos da espécie

Últimas filmagens publicadas




 Adicionar um filme desta espécie





Relatórios da espécie



 Detalhe de lugares ordenada pelo número de registros






Registros da espécie

Quantidade: 2



Página 1 de 1
ID RegistroDataHora exataPaísProvincia / DepartamentoLugarFilmadoFotografadoVocalização gravadaObservadoOidaFerido ou mortoIndivíduos quantidadeUsuário ou BibliografiaDetalhe
66595519/01/1994BrasilMinas GeraisFazenda Amoras, Amparo da Serra1Wagner Florentino
57263618/10/1957ArgentinaMisionesArroyo Urugua-í km 30Artículo Navas, J. R. y N. A. Bó. 1986. Aves nuevas o poco conocidas de Misiones, Argentina. I. Neotrópica, 32: 43–44. 
Página 1 de 1

 Adicionar um registro desta espécie

📖
Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Paraclaravis geoffroyi – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 17/09/2026.