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Oxyrhopus rhombifer

Itirapina


Oxyrhopus rhombifer

(Duméril, Bibron & Duméril, 1854)
Coral Falsa
Amazon False Coral Snake

Família: Colubridae
Ordem: Squamata
Classe: Reptilia
Filo / Divisão: Chordata
Reino: Animalia

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Registros de Concordia


Descrição


É um réptil escamado de médio porte pertencente à família Dipsadidae, apresentando habitualmente comprimentos que variam entre 60 e 80 centímetros, embora indivíduos adultos excepcionais possam atingir cerca de 100 centímetros de comprimento total. Destaca-se por exibir um padrão de coloração aposemático altamente característico que funciona como mimetismo batesiano, assemelhando-se fortemente às corais-verdadeiras peçonhentas. O padrão dorsal consiste em uma série de bandas pretas em forma de losango ou garras, dispostas de forma alternada com faixas de tons vermelhos, alaranjados ou amarelados. Sua cabeça é pouco distinta do pescoço, com focinho arredondado e olhos de tamanho moderado providos de pupilas elípticas verticais, uma especialização evolutiva essencial para a visão noturna. As escamas dorsais são lisas e dispostas em fileiras longitudinais, conferindo ao animal uma textura brilhante e muito suave ao toque.

Distribuição geográfica: Esta espécie apresenta uma distribuição geográfica bastante ampla no Cone Sul da América do Sul. É amplamente distribuída por quase todo o território do Brasil, ocorrendo em biomas diversos do Nordeste ao Sul do país, bem como na totalidade do Paraguai e do Uruguai. Na Bolívia, sua ocorrência está registrada principalmente nas planícies orientais. Adicionalmente, seu limite sul de ocorrência estende-se até a Argentina, onde habita as províncias do norte e do centro do país, chegando até as províncias de Buenos Aires, La Pampa e Mendoza, o que atesta sua grande capacidade de adaptação espacial.

Ambiente: Ocupa prioritariamente ecossistemas abertos e semiabertos, caracterizados por savanas e planícies arbustivas. É frequentemente encontrada no bioma do Cerrado, nas formações arbustivas do Chaco seco e úmido, nos campos do Pampa, na Caatinga semiárida e em áreas de transição florestal da Mata Atlântica. Embora mostre preferência por áreas com vegetação herbácea densa e arbustos baixos, demonstra uma excelente tolerância a ambientes modificados pelo homem, colonizando lavouras agrícolas, pastagens, margens de rodovias e quintais suburbanos, onde busca abrigo sob troncos caídos, rochas e pilhas de detritos orgânicos.

Alimentação: Sua estratégia trófica é de caráter generalista, focando-se no consumo de pequenos vertebrados terrestres. A dieta é composta primariamente por lagartos de diferentes gêneros e pequenos roedores, os quais são dominados por meio de uma associação de constrição física e inoculação de peçonha leve, facilitada por sua dentição do tipo opistóglifa. Ocasionalmente, pode predar outros pequenos répteis, incluindo cobras jovens, além de anfíbios anuros em períodos de alta umidade, agindo como uma caçadora ativa que rastreia as pistas químicas deixadas por suas presas no substrato.

Comportamento: Trata-se de um animal de hábitos preferencialmente crepusculares e noturnos, um padrão que reduz o risco de predação por aves diurnas e otimiza a termorregulação em regiões quentes. Durante o dia, permanece oculta sob a serapilheira, em fendas no solo ou em buracos abandonados de pequenos mamíferos. Quando se sente ameaçada, adota comportamentos defensivos nítidos, como o achatamento dorsoventral ou lateral do corpo para parecer maior, movimentos bruscos com a cabeça e a vibração rápida da cauda contra folhas secas para imitar o som de uma cascavel, reservando o bote e a picada apenas como último recurso evasivo.

Reprodução: Apresenta um modo de reprodução estritamente ovíparo. O período reprodutivo, incluindo os rituais de acasalamento, ocorre predominantemente durante a primavera e o início do verão, sincronizado com a elevação das temperaturas e o início do período chuvoso. As fêmeas escolhem cuidadosamente microhabitats úmidos e protegidos, como cupinzeiros ou formigueiros desativados, troncos em decomposição ou fendas sob pedras, para realizar a postura de 4 a 12 ovos de casca flexível. A incubação dura entre 60 e 75 dias, variando conforme as oscilações térmicas do ambiente, resultando no nascimento de filhotes totalmente independentes que já exibem o padrão de cores contrastantes típico dos adultos.

Categoria de conservação: Atualmente, em nível global e na maioria das listas vermelhas nacionais, a espécie é classificada na categoria de Pouco Preocupante (LC). Esta classificação decorre de sua enorme área de distribuição geográfica, abundância populacional relativa em diferentes formações vegetais e alta capacidade de sobrevivência em áreas antropizadas. Contudo, as populações locais enfrentam ameaças contínuas devido à perda de habitat, uso intensivo de pesticidas agrícolas que elimina suas presas e à matança direta indiscriminada promovida por seres humanos, decorrente da confusão frequente com as corais-verdadeiras de importância médica.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 27/09/2026




Distribuição geográfica


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ID RegistroDataHora exataPaísProvincia / DepartamentoLugarFilmadoFotografadoVocalização gravadaObservadoOidaFerido ou mortoIndivíduos quantidadeUsuário ou BibliografiaDetalhe
14034328/04/2014ArgentinaEntre RíosEspejo y Remedios de Escalada, ConcordiaMaría Alejandra Sosa
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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Itirapina (Oxyrhopus rhombifer) – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 29/09/2026.