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Oxyagrion terminale

Oxyagrion terminale

Caballito del Diablo

Família: Coenagrionidae
Ordem: Odonata
Classe: Insecta
Filo / Divisão: Arthropoda
Reino: Animalia

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Registros de General Rodriguez


Descrição


Trata-se de um odonato de corpo esguio e porte pequeno a médio, caracterizado por um marcante dimorfismo sexual e coloração viva. Os machos adultos apresentam um abdômen predominantemente vermelho brilhante ou laranja intenso, que se destaca de forma particular nos segmentos terminais, dando origem ao seu epíteto específico. O tórax e a cabeça exibem tons avermelhados combinados com finas linhas pretas dorsais. Em contrapartida, as fêmeas mostram uma coloração muito mais críptica, com tons de marrom-oliváceo ou ocre, o que lhes permite camuflar-se eficazmente entre a vegetação ripária. As asas são transparentes, membranosas e possuem um pequeno pterostigma de cor avermelhada ou acastanhada na borda anterior externa. O comprimento corporal médio varia entre 30 e 35 milímetros, com uma envergadura alar proporcional que lhes confere um voo extremamente ágil e preciso.

Distribuição geográfica: Esta espécie é nativa da região centro-sul da América do Sul. Sua área de distribuição abrange amplamente o leste da Argentina (principalmente nas províncias de Buenos Aires, Entre Ríos, Corrientes e Misiones), o sul e sudeste do Brasil (estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo), bem como grande parte do território do Uruguai e o leste do Paraguai. Encontra-se bem representada nas bacias hidrográficas dos rios Paraná e Uruguai, aproveitando os corredores biológicos que estes sistemas fluviais oferecem.

Ambiente: Habita preferencialmente corpos d´água doce de correnteza lenta ou sistemas lóticos de baixa vazão, bem como ambientes lênticos que incluem lagoas permanentes, banhados, pântanos e brejos. É um táxon estreitamente associado à presença de abundante vegetação aquática emergente e flutuante, como juncos, aguapés e diversas macrófitas, que servem tanto de suporte para o repouso dos adultos quanto de refúgio e substrato de caça para as fases larvais aquáticas. Tolera níveis moderados de alteração antrópica, desde que a qualidade da água e a estrutura da vegetação marginal sejam preservadas.

Alimentação: Tanto em sua fase larval quanto na etapa adulta, apresenta hábitos estritamente predadores. Os adultos são caçadores visuais ativos que capturam em pleno voo ou mediante técnicas de emboscada pequenos insetos voadores, incluindo mosquitos, maruins, moscas e micro-himenópteros. Por sua vez, as ninfas ou náiades habitam o fundo dos corpos d´água e a vegetação submersa, onde utilizam seu lábio extensível (máscara) para capturar de forma voraz outros invertebrados aquáticos, tais como larvas de dípteros, pequenos crustáceos e microturbelários, desempenhando um papel crucial no controle biológico de populações de insetos vetores.

Comportamento: Apresenta uma atividade marcadamente diurna e heliófila, sendo mais ativa durante as horas de maior radiação solar. Os machos são territoriais e costumam pousar de forma conspícua nas pontas das folhas da vegetação emergente, realizando voos curtos e rápidos para afastar concorrentes ou interceptar fêmeas. Seu voo é baixo, mantendo-se geralmente a poucos centímetros da superfície da água ou do solo. Durante os dias nublados ou chuvosos, bem como durante a noite, buscam refúgio na folhagem densa e arbustos afastados da margem para se protegerem de predadores e das intempéries.

Reprodução: O ciclo reprodutivo inicia-se com uma complexa corte visual e o estabelecimento do acasalamento em tandem, onde o macho prende a fêmea pelo protórax utilizando seus apêndices anais, formando a característica roda copulatória. Após a fertilização, a fêmea realiza a ovoposição endofítica, perfurando os tecidos moles de plantas aquáticas vivas ou em decomposição para depositar seus ovos individuais sob a superfície da água. Durante este processo, o macho costuma permanecer unido em tandem ou realiza voos de vigilância próxima para evitar a interferência de outros machos. As larvas aquáticas passam por múltiplos estágios de desenvolvimento antes de emergirem da água, subirem por um caule firme e realizarem a metamorfose final para se transformarem em adultos voadores.

Categoria de conservação: Atualmente, esta espécie não está avaliada sob uma categoria de ameaça global crítica e é considerada geralmente como de Pouca preocupação (LC) na maior parte de sua área de distribuição. No entanto, as populações locais sofrem pressões devido à degradação dos banhados, à poluição por agroquímicos e à urbanização descontrolada, fatores que reduzem drasticamente a qualidade dos ambientes aquáticos essenciais para o seu desenvolvimento larval e sobrevivência a longo prazo.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 24/08/2026




Distribuição geográfica


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ID de Fotografia: 128998
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Buenos Aires
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13/12/2015
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37480013/12/2015ArgentinaBuenos AiresGeneral RodriguezSergio Gabriel Borrillo
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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Oxyagrion terminale – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 14/09/2026.