Opoptera aorsa é uma borboleta crepuscular e neotropical da família
Nymphalidae, subfamília
Satyrinae e tribo
Brassolini, encontrada na Colômbia, Equador, Peru e Brasil (regiões Centro-Oeste, Nordeste, Norte, Sudeste e Sul). Foi classificada por Godart, com a denominação de
Morpho aorsa, em 1824.
São borboletas com asas de coloração marrom escura, em vista superior, apresentando na metade das asas anteriores, em seu ápice, uma faixa dividida de coloração laranja e três pontuações brancas, acima. O verso é mais complexo em sua padronagem, onde se destacam três ocelos distintos um do outro, em cada lado: o primeiro, menor, na metade apical da asa anterior; o segundo, de coloração marrom avermelhada, na metade apical da asa posterior; o terceiro na metade basal da asa posterior, onde se localiza uma projeção pontuda, como uma cauda.
Hábitos: Esta espécie voa principalmente no crepúsculo, na floresta úmida primária e secundária, ocorrendo do nível do mar até 1.800 metros de altitude. Alimenta-se de esterco de herbívoros ou de frutos fermentados, caídos no solo ou na vegetação. Descansam geralmente na altura de 1 metro da superfície do chão.
Ciclo de vida: A alimentação das lagartas de
Opoptera aorsa constitui-se de plantas de
Chusquea ou de
Bambusa; mas ela também é encontrada em bananais. O seu ovo é globular e branco, sendo colocado em grupos de 2 a 5 sobre as folhas da planta-alimento. A lagarta é verde-pálida, com uma série de linhas finas marrons e amareladas ao longo da parte traseira e um par de apêndices caudais marrons. A cabeça é marrom pálida e tem um par de longos chifres negros e um curto e pálido chifre em cada lado de sua cabeça. A crisálida é longa e cilíndrica, bronzeada com numerosas estrias finas e escuras, tendo a aparência geral de um pedaço de caule de bambu.
Subespécies: O. aorsa possui quatro subespécies:
- Opoptera aorsa aorsa - Descrita por Godart em 1824, de exemplar proveniente do Brasil (Rio de Janeiro) / ( = Opoptera aorsa litura - Fruhstorfer, 1907).
- Opoptera aorsa hilaris - Descrita por Stichel em 1901, de exemplar proveniente do Equador.
- Opoptera aorsa fuscata - Descrita por Stichel em 1908, de exemplar proveniente do Brasil (Amazonas).
- Opoptera aorsa colombiana - Descrita por Rothschild em 1916, de exemplar proveniente da Colômbia.