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Ophrys apifera, comummente conhecida como
erva-abelha é uma espécie de orquídea perene, pertencente ao tipo fisionómico dos geófitos, que marca presença em Portugal.
Nomes comuns: Além de «erva-abelha», dá ainda pelos seguintes nomes comuns:
ófris (nome comum a todas as espécies do género
Ophrys),
abelha-flor, erva-aranha,
abelheira,
nigela (não confundir com as espécies
Nigella damascena e
Nigella hispanica, que consigo partilham este nome comum) e
alpivre.
Importa assinalar que a espécie
Ophrys speculum partilha todos os nomes comuns desta espécie, com a excepção de «alpivre».
Etimologia: Quanto ao nome científico desta espécie:
- O nome genérico, Ophrys, provém do grego clássico e significa "sobrolho», por alusão à penugem das flores deste género.
- O epíteto específico, apifĕra, provém do latim e significa «com forma de abelha».
Do que toca aos nomes comuns:
- «Ófris» entra na língua portuguesa por via erudita, em alusão ao género científico Ophrys.
- «Alpivre» provém do latim apifĕra, que entrou no português por via popular
- Os nomes «abelha-flor», «erva-abelha» e «abelheira», vêm por alusão às vistosas flores desta espécie, cujas sépalas ovais arroxeadas ou alvadias, acompanhadas por um labelo de cor mais escura, configuram um semblante semelhante ao de uma abelha.
Distribuição: É uma planta bastante comum na área mediterrânica, a leste do Mar Negro, na Inglaterra, na Alemanha e é nativa de Portugal Continental, onde, como todas as orquídeas naturais, tem o estatuto de espécie protegida.
Em Portugal Continental, esta espécie marca presença em quase todas as zonas, salvo as do Nordeste, o Noroeste montanhoso, a Terra Fria Transmontana, o Centro-Norte, o Sudoeste montanhoso e as Berlengas.
Ecologia: Medra em climas temperados, geralmente encontrada em turfa semi-seca, sobre rochas, dunas calcárias, em bosques abertos, pastagens e prados, clareiras de bosques e ermos sáfaros.
Priveligia solos relativamente húmidos, razoavelmente profundos, sendo indiferente se o substracto é ácido ou básico.
É uma orquídea vigorosa, que cresce até aos 30 cm. Vive em simbiose com a micorriza (um fungo presente na terra).
No outono, a erva-abelha desenvolve pequenas rosetas de folhas que continuam a crescer lentamente durante o inverno. As flores aparecem no ano seguinte. Todos os anos, entre junho e julho, produz uma a dez flores numa raque.
Nas plantas das zonas mais setentrionais, as flores são quase exclusivamente autopolinizadas; nas zonas mediterrânicas, a fecundação é feita pela abelha solitária
Eucera.
As folhas alternadas são elípticas e afiladas.
O apículo do ginostémio é flexuoso e mais ou menos comprido. O labelo é tão largo como comprido, apresentando uma coloração vermelha-escura e aveludada, com linhas glabras esverdeadas simétricas.