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Neoxolmis salinarum

Neoxolmis salinarum

(Nores, M; Yzurieta, D, 1979)
Monjita Salinera
Salinas Monjita

Família: Tyrannidae
Ordem: Passeriformes
Classe: Aves
Filo / Divisão: Chordata
Reino: Animalia

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Sinônimos: Xolmis salinarum.





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Estado de conservação de acordo BirdLife International: Preocupação menor


Descrição


É um passeriforme de tamanho médio altamente especializado, medindo aproximadamente entre 15 e 17 centímetros de comprimento total, adaptado de forma surpreendente à sobrevivência em ambientes áridos e de altíssima salinidade.

Apresenta uma coloração geral extremamente críptica e pálida. Suas partes superiores exibem um tom cinza-pardo-claro com estrias escuras sutis na região da coroa, enquanto as partes inferiores são visivelmente mais claras, de cor esbranquiçada ou cinza-clara muito pálida, com um estriado fino e difuso de tom cinza no peito. As asas são escuras, quase enegrecidas, mas destacam-se por apresentar margens brancas conspícuas nas penas coberturas e secundárias, gerando um forte contraste visual durante o voo. A cauda é longa, com as penas retrizes centrais de cor marrom-escura e as retrizes externas mostrando bordas brancas bem marcadas, um detalhe morfológico essencial para a sua correta identificação em campo. O bico é curto, reto e preto, perfeitamente adaptado para capturar presas terrestres ágeis.

Distribuição geográfica: É uma espécie estritamente endêmica de uma região altamente restrita do centro-norte da Argentina. Sua ocorrência geográfica está intimamente ligada aos complexos de salinas localizados nas províncias de Córdoba, Catamarca, La Rioja e Santiago del Estero, concentrando-se principalmente no vasto sistema das Salinas Grandes e em áreas adjacentes como as Salinas de Ambargasta. Esta distribuição ultraendêmica faz deste táxon um dos passeriformes com uma das áreas de ocorrência mais limitadas e específicas de toda a América do Sul.

Ambiente: Habita exclusivamente ecossistemas de estepes salinas, planícies aluviais secas e áreas de matagal halófilo de baixa estatura. Sua presença está diretamente associada à vegetação adaptada a solos com altíssima concentração de sal, especialmente os arbustais de jume (Allenrolfea vaginata) e outras espécies das famílias Amaranthaceae e Chenopodiaceae. Prefere áreas abertas com manchas de solo exposto e crostas de sal branco, onde sua plumagem proporciona uma camuflagem excepcional contra predadores aéreos e terrestres.

Alimentação: Sua dieta é estritamente insetívora, baseando-se principalmente no consumo de pequenos invertebrados terrestres que habitam o solo salino. Entre suas presas habituais estão besouros, formigas, percevejos, aranhas e diversas larvas de insetos que conseguem sobreviver nessas condições extremas de aridez e salinidade. Forrageia ativamente caminhando pelo solo salino ou realizando voos curtos a partir de poleiros baixos para capturar presas em movimento.

Comportamento: Caracteriza-se por ser uma ave extremamente ativa, porém arisca, que costuma ser avistada de forma solitária ou em casais dispersos. Passa a maior parte do tempo no chão, onde se desloca com rapidez por meio de corridas velozes, adotando uma postura ereta que lembra os caminhadores do gênero Geositta. Utiliza os ramos superiores dos arbustos de jume como poleiros de observação para monitorar seu território, buscar presas e detectar possíveis ameaças. Seu voo é baixo, direto e ligeiramente ondulado, pousando rapidamente no solo após percorrer curtas distâncias.

Nidificação: O período reprodutivo ocorre principalmente durante os meses de primavera e verão austral, coincidindo com a época de maior abundância de insetos na região. Constrói um ninho em formato de taça aberta e semiesférica, utilizando pequenos ramos secos, gramíneas e fibras vegetais coletadas no próprio ambiente salino, revestindo o interior com materiais mais macios, como plumas e pelos, para proteger a postura. O ninho geralmente é instalado a baixa altura, bem camuflado entre os galhos densos e espinhosos de arbustos de jume ou outras plantas halófitas. A postura típica varia de 2 a 3 ovos de coloração branca ou creme, salpicados de manchas marrom-avermelhadas e cinzas concentradas no polo maior.

Categoria de conservação: Atualmente é classificada como Quase Ameaçada (NT) em nível global pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). A principal ameaça à sua sobrevivência reside na extrema especialização de seu habitat, tornando a espécie altamente vulnerável a qualquer alteração ambiental. As atividades de mineração de lítio e sal, o avanço da fronteira agropecuária nas bordas das salinas e o sobrepastoreio por caprinos representam pressões severas sobre a integridade desse frágil ecossistema.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 26/09/2026

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ID RegistroDataHora exataPaísProvincia / DepartamentoLugarFilmadoFotografadoVocalização gravadaObservadoOidaFerido ou mortoIndivíduos quantidadeUsuário ou BibliografiaDetalhe
248496619/06/202609:10ArgentinaCórdobaRuta sin nombrarMarcelo Gavensky
247825003/01/2026ArgentinaCórdoba-30.080177,-64.7015721Pablo Richter
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Bibliografia relacionada


Artículo Martinez, F., F. Lucero, R. Calí, D. Valdéz, D. Ferrer y J. C. Chebez. 2009. Registros novedosos de aves para las provincias de Mendoza y San Juan. Nótulas Faunísticas N° 35. Fundación Félix de Azara.



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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Neoxolmis salinarum – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 26/09/2026.