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Micrurus pyrrhocryptus

Micrurus pyrrhocryptus

(Cope, 1862)
Serpiente De Coral Chaqueña

Família: Elapidae
Ordem: Squamata
Classe: Reptilia
Filo / Divisão: Chordata
Reino: Animalia

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Outros nomes comuns: Víbora De Coral, Serpiente De Coral.

Sinônimos: Micrurus frontalis.





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Registros de Departamento Confluencia

PERIGOSO


Descrição


É um réptil escamado pertencente à família Elapidae, caracterizado por seu porte imponente dentro de seu gênero, atingindo comprimentos habituais de 80 a 120 centímetros, com espécimes excepcionais ultrapassando os 140 centímetros. Seu corpo é cilíndrico, robusto e sem pescoço delimitado, terminando em uma cauda curta e cônica. O padrão de coloração é fortemente aposemático, organizado em tríades de anéis pretos (geralmente variando de 6 a 14 tríadas ao longo do corpo). Cada tríada é formada por três anéis pretos separados por dois anéis intermediários mais estreitos de cor branca ou amarelada, enquanto as tríadas completas são separadas entre si por amplos anéis de cor vermelho vivo. A cabeça possui o focinho coberto por uma grande mancha preta que se estende para trás, delimitada por uma faixa transversal clara sobre as escamas pré-frontais, seguida por uma área parietal predominantemente vermelha ou preta dependendo do indivíduo, conferindo-lhe uma máscara facial altamente diagnóstica.

Distribuição geográfica: Distribui-se principalmente pelas regiões centrais da América do Sul, abrangendo grande parte do norte e centro da Argentina (desde as províncias setentrionais até o norte da Patagônia, incluindo Mendoza, San Luis e La Pampa), o oeste do Paraguai, o sudeste da Bolívia e o extremo sudoeste do Brasil, com registros específicos no estado de Mato Grosso do Sul. Essa distribuição está intimamente ligada aos limites biogeográficos do Grande Chaco e da bacia do rio da Prata.

Ambiente: Habita predominantemente formações florestais áridas e semiáridas, savanas e matagais xerófilos associados à província biogeográfica do Chaco. Demonstra forte preferência por solos arenosos, argilosos ou de textura solta que facilitam sua atividade escavadora, além de áreas com densa serrapilheira, troncos em decomposição e fendas naturais nas rochas que servem como refúgio contra variações térmicas extremas e dessecação.

Alimentação: Apresenta hábitos alimentares estritamente ofiófagos, baseando sua dieta no consumo de outras serpentes de menor porte, incluindo colubrídeos e falsas-corais. Também depreda com frequência anfisbenas (conhecidas popularmente como cobras-de-duas-cabeças), lagartos ápodes, pequenos lagartos e, ocasionalmente, pequenos roedores ou invertebrados subterrâneos que localiza ativamente através do rastreamento químico de odores no solo.

Comportamento: Trata-se de uma espécie de hábitos fossoriais, crepusculares e noturnos, passando a maior parte do tempo oculta sob a terra, em túneis abandonados de roedores ou sob a vegetação caída. Embora possua uma peçonha extremamente ativa com ação neurotóxica que bloqueia a transmissão neuromuscular, exibe um temperamento pacífico e pouco agressivo, preferindo fugir ao invés de atacar. Quando encurralada, adota uma tática defensiva característica: esconde a cabeça sob as dobras do próprio corpo e ergue e enrola a cauda, simulando uma falsa cabeça para desviar a atenção de potenciais predadores de suas áreas vitais.

Reprodução: Apresenta uma estratégia reprodutiva do tipo ovípara, com o período de cópula ocorrendo durante os meses de primavera e verão, estimulado pelo aumento das temperaturas e das chuvas sazonais. As fêmeas realizam uma única postura anual contendo entre 4 e 12 ovos de casca flexível e alongada, depositados em locais úmidos como ninhos de formigas abandonados, sob troncos caídos ou cavidades no solo que garantem uma temperatura estável. O período de incubação dura de 60 a 75 dias, resultando no nascimento de filhotes totalmente desenvolvidos e já munidos de glândulas de peçonha funcionais.

Categoria de conservação: É classificada globalmente na categoria de Pouco Preocupante (LC) devido à sua considerável área de distribuição geográfica. Contudo, em escala local ao longo de várias províncias argentinas e setores da região chaqueña, suas populações enfrentam sérios declínios decorrentes da destruição de habitat, impulsionada pelo desmatamento acelerado para a expansão da monocultura de soja e pecuária extensiva, além do abate sistemático por parte de populações humanas devido ao medo associado à sua letalidade.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 01/09/2026

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ID RegistroDataHora exataPaísProvincia / DepartamentoLugarFilmadoFotografadoVocalização gravadaObservadoOidaFerido ou mortoIndivíduos quantidadeUsuário ou BibliografiaDetalhe
218018530/03/2021ArgentinaNeuquénLos Bastos, Departamento ConfluenciaTiziano Luka Pesci Rubilar
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Bibliografia relacionada


Artículo Da Silva, Nelson Jorge, and Jack W. Sites, Jr. 1999. Revision of the Micrurus frontalis Complex (Serpentes: Elapidae). Herpetological Monographs 13: 142-194.



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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Micrurus pyrrhocryptus – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 14/09/2026.