Micrurus ibiboboca é uma de espécie de cobra-coral, um elapídeo do gênero Micrurus. É uma coral tricolor de grande porte, nativa da Caatinga, normalmente medindo entre 75 e 85 cm, podendo chegar até 133 cm de comprimento. A fronte da cabeça é preta e branca, seguida por um anel preto e nuca de cor vermelha. Os anéis vermelhos são separados entre si por tríades de anéis pretos (entre 7 e 13 tríades) que são divididos entre si por dois anéis brancos.
Etimologia: Ibiboboca vem do nome de língua tupi da cobra, ybyboboka, que etimologicamente significa fende-terra, pois "... Elas, no rojarem, fendem a terra à maneira de toupeiras..." (conforme José de Anchieta). O nome vem, portanto, de yby, terra, e o verbo bobok, fender.
Distribuição Geográfica: Micrurus ibiboboca é um complexo de espécies, todas endêmicas do Brasil, da região nordeste do país, com registros para os estados do Piauí, Alagoas, Bahia, Paraíba, Maranhão, Ceará, Pernambuco e Sergipe.
Ameaça e Conservação: Não há informações de ameaças sofridas especificamente para essa espécie. Mas, acredita-se que populações que ocupam a Mata atlântica na região Nordeste, podem estar correndo o risco de extinção devido a fragmentação e perda de habitat, devido a expansão da pecuária, plantações de cana-de-açúcar, poluição e desenvolvimento das vias urbanas.
A espécie ocorre na área de abrangência do Plano de Ação Nacional para Conservação da Herpetofauna Ameaçada da Mata Atlântica Nordestina (Brasil 2013).
Há espécies presentes na Estação Ecológica de Uruçuí-Una, área de Proteção Ambiental de Sirinhaém e na área de Proteção Ambiental Baía de Todos os Santos.
Toxidade: As Elapidae são portadoras de uma peçonha com alta atividade neurotóxica com capacidade letal.
Fazem parte dessa família as serpentes corais americanas (gênero Micrurus) com suas peçonhas contendo cerca de 90-95% de componentes proteicos, sendo na sua maior parte neurotoxinas com baixa massa molecular.
Fonte: Wikipedia, artigo Micrurus ibiboboca.
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Acessado em 16/07/2026.