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Merganetta armata
Gould, J, 1842
Pato de los Torrentes
Torrent Duck

Família: Anatidae
Ordem: Anseriformes
Classe: Aves
Filo / Divisão: Chordata
Reino: Animalia

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Descrição: Pato de porte médio com aproximadamente 40 cm, altamente especializado em ambientes de rios de montanha. Cauda rígida e longa utilizada como apoio em correntes fortes. Bico vermelho-alaranjado, fino e flexível, adaptado para raspar superfícies rochosas. Pernas avermelhadas. Espelho alar com faixa verde iridescente visível na face dorsal da asa, evidente em voo. Esporões nas asas. Marcado dimorfismo sexual. Macho com cabeça e pescoço brancos com chamativo padrão de linhas negras, peito e flancos negros ou variáveis conforme a subespécie, dorso cinza-escuro finamente vermiculado. Fêmea muito distinta, com dorso acinzentado e partes ventrais ruivo intenso a cor de tijolo. Juvenis mais apagados, acinzentados com ventre claro barrado. Subespécies (na Argentina): berlepschi no noroeste, de menor tamanho relativo, com garganta branca e negro restrito ao peito superior, partes inferiores mais ocráceas. armata nos Andes centrais e patagônicos, macho com padrão preto e branco mais contrastado e extenso, flancos mais escuros.

Distribuição: Ao longo da cordilheira dos Andes desde a Venezuela até o sul do Chile e Argentina. Na Argentina distribui-se exclusivamente em ambientes andinos, com duas subespécies bem definidas. M. a. berlepschi habita o noroeste em Jujuy, Salta, Tucumán, Catamarca e La Rioja, em rios das Yungas, prepuna e vales altoandinos. M. a. armata habita os Andes desde San Juan e Mendoza em direção ao sul através de Neuquén, Río Negro, Chubut, Santa Cruz e Tierra del Fuego, associada a rios de montanha em floresta andino-patagônica e ecótonos.

Ambiente: Rios e riachos de montanha de corrente rápida, águas frias e bem oxigenadas, com fundo rochoso, corredeiras, cascatas e poços. Utiliza setores com grandes rochas emergentes e barrancas altas. Presente principalmente em ambientes florestais como as Yungas, desde o sopé até a floresta montana, e a floresta andino-patagônica. Também pode ocorrer em ambientes mais abertos como vales áridos em altitudes acima das Yungas e em ecótonos entre floresta e estepe patagônica. Nas Yungas compartilha habitat com o melro-d’água (Cinclus schulzii). Ocorre aproximadamente de 300 a 4.000 m conforme a região, atingindo maiores altitudes no noroeste. Residente, com movimentos locais e dispersão de juvenis ao longo dos rios antes de estabelecer territórios.

Comportamento: Geralmente em pares ou grupos familiares, fortemente territorial ao longo de trechos de rio que defende ativamente. Passa grande parte do tempo pousado sobre rochas emergentes ou se alimentando. Excelente nadador e mergulhador, desloca-se contra a corrente utilizando asas e pernas. Diante de perigo costuma mergulhar ou voar baixo seguindo o rio. Territorial durante todo o ano, com interações frequentes entre pares vizinhos. Voa baixo e rápido sempre seguindo o curso do rio. Machos emitem assobios agudos e claros de poucas notas; fêmeas com chamados mais ásperos. Também vocalizações de alarme e comunicação territorial.

Alimentação: Principalmente invertebrados aquáticos, especialmente larvas de insetos aderidas a rochas. Alimenta-se mergulhando em águas rápidas, raspando superfícies com seu bico flexível e buscando entre pedras. Dieta dominada por efemerópteros, tricópteros, dípteros e outros macroinvertebrados bentônicos.

Reprodução: Nidifica durante a primavera e verão, em fendas de rochas, cavidades em barrancas ou entre raízes e estruturas próximas à água; geralmente põe 3 a 4 ovos; a fêmea incuba e ambos os pais defendem o território e criam os filhotes.

Estado de conservação: Globalmente classificado como Pouco Preocupante, embora com tendência populacional decrescente. Na Argentina é considerado Ameaçado. Embora mantenha presença ao longo de sua distribuição, há evidências de declínio populacional, especialmente na subespécie patagônica. Entre as principais ameaças destacam-se a alteração dos rios por atividades humanas, turismo em cursos d’água, barragens, introdução de peixes exóticos como salmonídeos que competem por alimento, e predação por espécies invasoras como o vison-americano. A conservação de rios de montanha em bom estado é fundamental para sua sobrevivência, e existem populações protegidas em várias áreas naturais do país.


Autor desta compilação: Diego Carus y María Belén Dri – 03/04/2026




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Citação recomendada:

EcoRegistros. 2026. Merganetta armata - Folha de espécies. Acedido de https://www.ecoregistros.org em 05/04/2026.