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Megascops sanctaecatarinae

Corujinha-do-sul


Megascops sanctaecatarinae

(Salvin, O, 1897)
Alilicucú Orejudo
Long-tufted Screech Owl

Família: Strigidae
Ordem: Strigiformes
Classe: Aves
Filo / Divisão: Chordata
Reino: Animalia

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Sinônimos: Otus sanctaecatarinae, Scops sanctae-catarinae.





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Registros de Valle del Lunarejo

Estado de conservação de acordo BirdLife International: Preocupação menor


Descrição


É uma ave de rapina noturna de médio porte que mede entre 25 e 28 centímetros de comprimento total e apresenta uma massa corporal variando entre 155 e 210 gramas. Exibe um disco facial cinza-acastanhado bem definido, contornado por uma borda escura proeminente, e destaca-se pelos seus penachos auriculares longos e conspícuos, que se assemelham a orelhas quando o indivíduo está em estado de alerta. A plumagem apresenta um forte polimorfismo, ocorrendo em fases que vão do cinza-escuro ao ruivo-avermelhado, com o dorso densamente marcado por estrias escuras e manchas claras. O ventre é mais claro, densamente ornamentado com estrias longitudinais pretas cruzadas por finas barras horizontais, promovendo uma camuflagem perfeita contra a casca das árvores. Seus olhos variam de amarelo-mel a castanho-amarelado, contrastando com o bico cinza-oliva, e possui garras fortes e tarsos densamente penados até a base dos dedos para proteção.

Distribuição geográfica: Distribui-se pelo centro-leste da América do Sul, ocorrendo de forma contínua no sul e sudeste do Brasil (especialmente nos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), no nordeste da Argentina (com registros focados na província de Misiones) e no leste do Paraguai. Sua área de ocorrência coincide intimamente com os limites do bioma da Mata Atlântica e das florestas de planalto meridionais.

Ambiente: Ocorre predominantemente em florestas ombrófilas mistas com presença de Araucária, bordas de matas úmidas, capoeirais secundários e áreas agrícolas com árvores esparsas. Prefere altitudes que vão desde o nível do mar até cerca de 1000 metros, demonstrando grande associação ecológica com áreas florestais que preservam árvores maduras e uma estrutura de sub-bosque bem preservada para abrigo e forrageamento.

Alimentação: Apresenta uma dieta carnívora de caráter oportunista, alimentando-se de uma ampla gama de presas. Consome quantidades significativas de grandes invertebrados, como besouros, mariposas, gafanhotos e aranhas, além de caçar pequenos mamíferos (especialmente roedores e pequenos marsupiais), aves de pequeno porte surpreendidas durante o repouso noturno, e ocasionalmente anfíbios e répteis. Utiliza a estratégia de caça por espreita, lançando-se silenciosamente a partir de poleiros baixos.

Comportamento: Possui hábitos essencialmente noturnos e crepusculares, passando o período diurno camuflada em folhagens densas ou no interior de ocos de árvores para evitar a detecção por predadores e o assédio de passeriformes. É uma espécie altamente territorial que utiliza sua vocalização territorial marcante, caracterizada por uma sequência rápida e acelerada de notas curtas que se assemelha a um trinado contínuo, para demarcar espaço e atrair parceiros. Seu voo é extremamente silencioso devido às adaptações nas bordas de suas penas de voo.

Nidificação: O ciclo reprodutivo ocorre entre o final do inverno e o início da primavera. Esta espécie utiliza ocos naturais em troncos de árvores em processo de decomposição ou cavidades previamente escavadas por pica-paus de grande porte para estabelecer seu ninho, não adicionando material vegetal para a construção. A fêmea realiza a postura de 2 a 4 ovos brancos, que são incubados exclusivamente por ela durante um período de 26 a 30 dias, enquanto o macho assume a responsabilidade total de caçar e alimentar a parceira e, posteriormente, os filhotes durante as primeiras semanas de vida.

Categoria de conservação: Encontra-se classificada como Pouco Preocupante (LC) na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Apesar desse status de menor risco imediato, suas populações sofrem com a perda e fragmentação de seu habitat natural, causadas pelo desmatamento histórico da Mata Atlântica e pela remoção de árvores antigas que contêm as cavidades necessárias para sua reprodução, demandando atenção para a manutenção de corredores ecológicos.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 08/10/2026




Distribuição geográfica


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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Corujinha-do-sul (Megascops sanctaecatarinae) – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 08/10/2026.