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Manduca paphus

Manduca paphus

(Cramer, 1779)

Família: Sphingidae
Ordem: Lepidoptera
Classe: Insecta
Filo / Divisão: Arthropoda
Reino: Animalia

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Descrição


Trata-se de um grande e robusto lepidóptero noturno pertencente à família Sphingidae, que se destaca por sua impressionante envergadura alar, variando entre 110 e 140 milímetros. O padrão cromático de suas asas anteriores exibe uma complexa combinação de tons de cinza, marrom-escuro e branco, proporcionando uma camuflagem críptica perfeita que se assemelha à casca de árvores, onde o inseto descansa durante o dia. As asas posteriores são mais escuras, com faixas transversais claras e onduladas. No abdômen, este táxon apresenta uma característica diagnóstica marcante: cinco pares de manchas amarelo-alaranjadas brilhantes nas laterais, separadas por faixas pretas bem definidas. A lagarta, de tamanho considerável, possui coloração predominantemente verde com sete faixas brancas oblíquas nas laterais do corpo, apresentando também o característico corno anal ligeiramente curvado na extremidade posterior. A pupa é de coloração marrom-escura brilhante e exibe uma estrutura externa livre e curva que protege a probóscide em desenvolvimento, semelhante à alça de uma jarra.

Distribuição geográfica: Esta mariposa neotropical possui uma ampla distribuição geográfica que abrange as regiões central e meridional da América do Sul. Suas populações são encontradas de forma abundante no Brasil (com registros frequentes nos biomas da Mata Atlântica, Cerrado e Pampa), no norte e centro da Argentina (alcançando as províncias temperadas), além de ocorrer em todo o território do Paraguai e em diversas regiões de clima temperado do Uruguai.

Ambiente: Habita uma considerável diversidade de ecossistemas terrestres, demonstrando grande plasticidade ecológica. É comumente encontrada em florestas tropicais e subtropicais úmidas, matas de galeria, bem como em formações vegetais mais secas, como o Chaco e a Caatinga. Adapta-se muito bem a ambientes modificados pela ação humana, sendo avistada com frequência em áreas agrícolas, pomares, áreas verdes urbanas, praças e jardins residenciais onde existam plantas hospedeiras adequadas.

Alimentação: Na fase adulta, este inseto é um nectarívoro altamente especializado, dotado de uma longa espiritromba que possibilita a extração de néctar no interior de flores tubulares profundas, pertencentes principalmente às famílias Solanaceae, Bignoniaceae e Apocynaceae, atuando como um importante polinizador noturno. Por outro lado, as lagartas possuem hábito estritamente fitófago e são consumidoras vorazes das folhas de plantas da família Solanaceae, incluindo espécies silvestres e cultivadas de grande relevância, como as dos gêneros Solanum (gênero da batata, tomate e berinjela), Nicotiana (tabaco) e Capsicum (pimentas).

Comportamento: Apresenta hábitos predominantemente crepusculares e noturnos, iniciando suas atividades de voo e alimentação logo após o pôr do sol. Possui um voo extremamente rápido, vigoroso e manobrável, sendo capaz de realizar o voo pairado estático diante das flores enquanto se alimenta, comportamento que mimetiza o dos beija-flores. Os adultos são intensamente atraídos por fontes de luz artificial, o que frequentemente os leva a adentrar residências urbanas. Quando perturbadas, as lagartas adotam uma postura defensiva erguendo a parte anterior do corpo (postura de esfinge), além de poderem estalar as mandíbulas e regurgitar um líquido digestivo escuro para repelir predadores.

Reprodução: O ciclo reprodutivo ocorre durante a noite, período em que a fêmea virgem emite feromônios sexuais altamente voláteis para atrair os machos à distância. Após a cópula, a fêmea realiza a postura de forma isolada, depositando ovos esféricos de coloração verde-clara na face inferior das folhas das plantas hospedeiras. As lagartas passam por cinco estágios de desenvolvimento (ínstares), acumulando reservas de energia rapidamente. Ao atingir a maturidade, a lagarta desce da planta hospedeira e penetra no solo úmido, onde escava uma câmara subterrânea para se transformar em uma pupa subterrânea. A pupa pode entrar em diapausa durante as estações mais frias ou secas do ano antes da emergência do adulto.

Categoria de conservação: Atualmente, esta espécie não se encontra listada em nenhuma das categorias de ameaça da União Internacional para a Conservação da Natureza, sendo classificada como Não Avaliada (NE). De maneira geral, apresenta populações estáveis e abundantes em sua área de ocorrência, embora sofra com ameaças locais decorrentes do uso intensivo de defensivos agrícolas na agricultura e da perda de habitat nativo decorrente da expansão urbana e do desmatamento.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 25/08/2026




Distribuição geográfica


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Fotografias da espécie

Quantidade: 54

Foto
ID de Fotografia: 669784
  Adulto

Conesa
Río Negro
Argentina
27/01/2026
Miguel Angel Barberis
Foto
ID de Fotografia: 631073
  Adulto

Concordia
Entre Ríos
Argentina
08/11/2024
Pablo Bruni
Foto
ID de Fotografia: 629068
  Adulto

Piriápolis
Maldonado
Uruguai
28/03/2025
Enrico H. Vicentini
Foto
ID de Fotografia: 629036
  Adulto

Departamento de Toay
La Pampa
Argentina
29/03/2025
Hugo Alberto Valderrey
Foto
ID de Fotografia: 622023
  Adulto

Conesa
Río Negro
Argentina
14/02/2025
Miguel Angel Barberis
Foto
ID de Fotografia: 614682
  Adulto

Tafi Viejo. Cadillal
Tucumán
Argentina
14/12/2024
Viviana Fuentes
Foto
ID de Fotografia: 577971
  Larva

Bower
Córdoba
Argentina
30/03/2024
Sappia Martín
Foto
ID de Fotografia: 574649
  Adulto

Las Calles
Córdoba
Argentina
07/02/2024
Eduardo Nadal
Foto
ID de Fotografia: 568745
  Adulto

Carcarañá
Santa Fe
Argentina
03/02/2024
Adrian Braidotti
Foto
ID de Fotografia: 565240
  Adulto

Bialet Masse
Córdoba
Argentina
06/01/2024
Adrian Braidotti
Foto
ID de Fotografia: 557531
  Adulto

General Acha
La Pampa
Argentina
26/11/2023
Hugo Alberto Valderrey



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Vocalizações da espécie

Últimas vocalizações publicadas



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Vídeos da espécie

Quantidade: 1


ID Video: 578
  Adulto

Chajarí
Entre Ríos
Argentina
02/04/2014
Carlos M. Grassini


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Relatórios da espécie



 Detalhe de lugares ordenada pelo número de registros






Registros da espécie

Quantidade: 46



Página 1 de 5
ID RegistroDataHora exataPaísProvincia / DepartamentoLugarFilmadoFotografadoVocalização gravadaObservadoOidaFerido ou mortoIndivíduos quantidadeUsuário ou BibliografiaDetalhe
242286427/01/2026ArgentinaRío NegroGeneral Conesa, ConesaMiguel Angel Barberis
226866629/03/2025ArgentinaLa PampaReserva Provincial Parque Luro, Departamento de ToayHugo Alberto Valderrey
226881528/03/2025UruguaiMaldonadoPunta Negra, PiriápolisEnrico H. Vicentini
224640814/02/2025ArgentinaRío NegroGeneral Conesa, ConesaMiguel Angel Barberis
220925414/12/2024ArgentinaTucumánTafi Viejo. CadillalViviana Fuentes
227433108/11/2024ArgentinaEntre RíosLago Salto Grande, ConcordiaPablo Bruni
201609330/03/2024ArgentinaCórdobaBowerSappia Martín
200791307/02/2024ArgentinaCórdobaLas CallesEduardo Nadal
196573103/02/2024ArgentinaSanta FeZona Urbana, CarcarañáAdrian Braidotti
196613721/01/2024UruguaiMaldonadoBalneario Las Flores., MaldonadoEmilio Lessa
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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Manduca paphus – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 14/09/2026.