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Macronectes giganteus

Petrel-gigante


Macronectes giganteus

(Gmelin, JF, 1789)
Petrel Gigante Común
Southern Giant Petrel

Família: Procellariidae
Ordem: Procellariiformes
Classe: Aves
Filo / Divisão: Chordata
Reino: Animalia

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Sinônimos: Procellaria gigantea.





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Estado de conservação de acordo BirdLife International: Preocupação menor


Descrição


Consiste em um dos maiores representantes da família Procellariidae, sobressaindo-se pelo porte imponente e bico extremamente robusto. Apresenta um comprimento corporal que varia de 86 a 99 centímetros e uma envergadura alar de 185 a 205 centímetros, pesando entre 3.5 e 5.5 quilogramas. A espécie exibe duas formas distintas de coloração: o morfo escuro, que é amplamente predominante e exibe plumagem marrom-acinzentada com a cabeça e o pescoço mais claros, e o morfo claro, que constitui aproximadamente 10% dos indivíduos e se caracteriza por uma plumagem quase inteiramente branca com pequenas manchas escuras dispersas. O bico é de tom amarelado pálido com a ponta verde-clara, característica taxonômica essencial para distingui-lo de seu parente próximo Macronectes halli. Apresenta narinas tubulares fundidas na parte superior do bico, uma especialização anatômica crucial para a excreção de sal.

Distribuição geográfica: Apresenta uma ampla distribuição circumpolar que engloba todo o Oceano Austral. Suas colônias reprodutivas estão dispersas em ilhas subantárticas e temperadas frias, incluindo as ilhas Malvinas, as ilhas Geórgia do Sul, as Orcadas do Sul, as Shetland do Sul, os arquipélagos de Crozet e Kerguelen, além de zonas costeiras da Península Antártica. Durante o período não reprodutivo, indivíduos jovens realizam movimentos migratórios de longa distância para o norte, alcançando águas temperadas de regiões como a América do Sul, África do Sul, sul da Austrália e Nova Zelândia.

Ambiente: Ocupa primariamente ecossistemas marinhos pelágicos sujeitos a ventos fortes nas regiões subantárticas e antárticas. Prefere águas profundas de alta produtividade biológica, áreas de ressurgência e as bordas de gelo flutuante. Para a reprodução, seleciona terrenos costeiros abertos e livres de gelo, encostas rochosas expostas, praias de cascalho e planaltos dominados por vegetação rasteira, ambientes que facilitam a decolagem sob a ação constante das correntes de vento.

Alimentação: Atua como um predador e carniceiro oportunista de alta eficiência e agressividade. Em terra, consome preferencialmente carcaças de pinípedes (focas e elefantes-marinhos) e pinguins, competindo ferozmente por comida com outros indivíduos da mesma espécie. No mar, sua dieta é composta por pinguins jovens e adultos, outras aves marinhas menores, lulas, peixes e krill (Euphausia superba). Adicionalmente, segue com frequência embarcações pesqueiras para aproveitar os descartes de pesca e carcaças descartadas por barcos arrastões.

Comportamento: Destaca-se por sua notável capacidade de voo planado dinâmico, o que lhe permite cobrir distâncias imensas sobre o oceano utilizando as correntes de ar sem quase bater as asas. É uma espécie intensamente territorial e agressiva, demonstrando hierarquias claras de dominância durante as refeições coletivas em terra. Como estratégia de defesa eficaz, tem a capacidade de regurgitar um óleo estomacal de odor extremamente forte e repelente contra possíveis ameaças. Durante o período de reprodução, realiza exibições visuais complexas, acompanhadas de vocalizações roucas e batidas de bico.

Nidificação: O ciclo reprodutivo tem início em meados de outubro com a organização de colônias em áreas costeiras expostas. O ninho é uma estrutura rudimentar semelhante a um montículo plano, construído com pequenas pedras, terra e vegetação seca. A fêmea realiza a postura de um único ovo branco de grandes dimensões, que é incubado por ambos os progenitores em turnos que duram entre 55 e 65 dias. Após o nascimento, o filhote é protegido e alimentado por meio de regurgitação. O período de desenvolvimento e plumagem completa varia de 115 a 130 dias, momento em que o jovem inicia sua fase pelágica, que se estenderá por vários anos antes de retornar à terra firme.

Categoria de conservação: Está classificado atualmente como Pouco Preocupante (LC) na Lista Vermelha da UICN, após registrar uma expressiva recuperação demográfica nas últimas décadas. No passado, a espécie enfrentou sérios riscos devido à mortalidade incidental na pesca de espinhel e à degradação de seus habitats naturais. As ameaças contemporâneas mais relevantes englobam a ingestão de resíduos plásticos marinhos, a introdução de predadores exóticos em suas ilhas de nidificação e o impacto do turismo não regulamentado em áreas de reprodução.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 01/08/2026




Distribuição geográfica


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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Petrel-gigante (Macronectes giganteus) – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 24/09/2026.