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Lycosa pampeana

Lycosa pampeana

Araña Lobo de Pastizal

Família: Lycosidae
Ordem: Araneae
Classe: Arachnida
Filo / Divisão: Arthropoda
Reino: Animalia

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Registros de Salta (Capital)


Descrição


Pertence a uma família de aracnídeos de hábitos terrestres e estrutura corporal robusta, na qual as fêmeas adultas atingem comprimentos corporais entre 20 e 30 milímetros, enquanto os machos tendem a ser ligeiramente menores e mais delgados. Apresenta um cefalotórax de coloração marrom-escura ou acinzentada, decorado com uma faixa longitudinal central mais clara e estrias radiais discretas. O abdômen ou opistossoma exibe um padrão dorsal característico com uma marca cardíaca bem demarcada e uma sucessão de manchas escuras simétricas em formato de chevron. Suas pernas são fortes, providas de cerdas sensoriais e espinhos que viabilizam uma locomoção extremamente rápida. Um dos principais caracteres diagnósticos consiste nos quelíceras proeminentes, que exibem cerdas de cor vermelha ou alaranjada na base, além do arranjo ocular típico dos licosídeos, composto por quatro pequenos olhos anteriores e quatro olhos posteriores maiores que conferem uma excelente visão tridimensional.

Distribuição geográfica: Encontra-se distribuída principalmente na porção meridional da América do Sul, exibindo um forte endemismo na ecorregião dos Pampas. Sua ocorrência está amplamente documentada na região central e leste da Argentina, abrangendo principalmente as províncias de Buenos Aires, La Pampa, Córdoba, Santa Fe e Entre Ríos, estendendo-se marginalmente até as porções sudoeste do Uruguai.

Ambiente: Habita predominantemente os campos limpos e pastagens temporárias, planícies abertas, estepes e áreas com vegetação herbácea de baixa a média altura. Demonstra boa adaptabilidade a ambientes modificados pela ação humana, sendo frequentemente registrada em monoculturas agrícolas, margens de rodovias e gramados suburbanos. Utiliza ativamente o solo, aproveitando fendas naturais e o folhedo, ou escavando túneis verticais simples revestidos internamente com seda para evitar desmoronamentos e auxiliar na termorregulação.

Alimentação: Atua como um predador oportunista e generalista extremamente ativo, que prescinde do uso de teias aéreas para a captura de alimento. Sua dieta é composta por uma ampla gama de invertebrados terrestres, com destaque para ortópteros (grilos e gafanhotos), coleópteros (besouros), lepidópteros (mariposas) e outros pequenos aracnídeos. Localiza suas presas percebendo as vibrações do substrato captadas por tricobótrias especializadas, combinando esse sentido com sua visão aguçada para desferir botes rápidos e injetar seu veneno digestivo por meio das presas.

Comportamento: Demonstra hábitos eminentemente solitários e crepusculares ou noturnos, período no qual deixa seus abrigos para caçar ativamente. Durante as horas mais quentes do dia, permanece oculta sob rochas, troncos caídos ou no fundo de sua galeria. Diante de ameaças, sua reação inicial consiste em uma fuga rápida em direção à vegetação densa; contudo, se encurralada, assume uma postura de defesa marcante, elevando os dois primeiros pares de patas dianteiras e expondo suas quelíceras. Não possui veneno de interesse médico para humanos, resultando apenas em dor local moderada em caso de picada acidental.

Reprodução: O ciclo reprodutivo tem início com uma complexa corte nupcial realizada pelo macho, que detecta os feromônios femininos e emite sinais vibratórios rítmicos batendo seus pedipalpos e abdômen contra o solo. Após a cópula, a fêmea produz uma ooteca esférica de seda de coloração branco-acinzentada, a qual carrega presa às suas fieiras. Concluído o período de incubação, os filhotes eclodem e sobem imediatamente para o dorso materno, sendo transportados pela mãe por várias semanas até realizarem a primeira ecdise e iniciarem a dispersão.

Categoria de conservação: Atualmente não se encontra avaliada pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), constando sem classificação oficial em sua Lista Vermelha. Não obstante, as populações locais sofrem impactos crescentes decorrentes da perda e fragmentação de habitat, impulsionadas pela expansão da agricultura intensiva, sobrepastoreio e uso intensivo de defensivos agrícolas na ecorregião pampeana.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 10/08/2026




Distribuição geográfica


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ID de Fotografia: 99085
 
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22/05/2015
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28595322/05/2015ArgentinaSaltaCentro de la Ciudad de Salta, Salta (Capital)Fran Díaz
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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Lycosa pampeana – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 14/09/2026.