O
colibri-rabilongo-grande ou
beija-flor-de-longa-cauda-negra (nome científico:
Lesbia victoriae) é uma espécie de ave apodiforme pertencente à família dos troquilídeos, que inclui os beija-flores. É uma das duas espécies pertencentes ao gênero
Lesbia. Pode ser encontrada em altitudes entre 2500 e 3800 metros, desde a Colômbia até o Peru.
Os machos possuem entre 21 e 24 centímetros de comprimento, incluindo a cauda. A plumagem é de coloração verde, as penas da cauda, que tem em torno de 16,5 centímetros de comprimento, são longas e pretas, com manchas iridescentes no peito e na garganta. Enquanto isso, as fêmeas possuem de 13,5 a 14,5 centímetros. Se diferenciam dos machos pela cauda mais curta, com 8,5 centímetros, e a plumagem branca com manchas verdes na região ventral. Em comparação com
Lesbia nuna, possuem o bico mais curvado e mais longo e, nos machos, a cauda mais longa.
Lesbia victoriae victoriae é a maior subespécie do gênero
Lesbia, possuindo uma envergadura de 59,9 milímetros.
Subespécies: São reconhecidas três subespécies:
- Lesbia victoriae , beija-flor-de-longa-cauda-negra — pode ser encontrado entre a Venezuela setentrional e seu extremo-sul, Equador e centro-sul colombiano
- Lesbia victoriae victoriae — pode ser encontrado nos Andes do departamento de Nariño, e no Equador
- Lesbia victoriae juliae — pode ser encontrado nos Andes do norte e centro do Peru
- Lesbia victoriae berlepschi — pode ser encontrado nos Andes do sudeste do Peru
Distribuição e habitat: O colibri-rabilongo-grande se encontra distribuído nas regiões do norte e central da cordilheira dos Andes, na Colômbia, Equador e Peru, em altitudes que variam entre 2500 e 3800 metros acima do nível do mar.
Três subespécies são reconhecidas.
Lesbia victoriae victoriae é a subespécie mais setentrional, ocorrendo desde os Andes centrais da Colômbia até o sul do Equador.
L. v. juliae se distribui no centro de distribuição da espécie, do sul do Equador ao norte do Peru.
L. v. berlepschi é a subespécie mais ao sul, ocorrendo de Huánuco a Cusco, no Peru. Antes, as populações equatorianas de
L. v. victoriae às vezes eram tratadas como uma quarta subespécie,
L. v. aequatorialis, mas não são suficientemente diferentes das aves colombianas para justificar o tratamento como uma subespécie separada.
Possui preferência por áreas semiabertas em vez de florestas fechadas, razão pela qual apresenta capacidade de se adaptar a ecossistemas urbanos como parques e jardins.
Alimentação: De hábitos generalistas, forrageia flores de diferentes tamanhos e espécies, inclusive bebedouros dentro de seu consumo de néctar. A maioria das flores visitadas encontra-se em áreas próximas ao solo. Por outro lado, sabe-se que pequenos artrópodes voadores fazem importante parte da dieta do beija-flor e que é maior nas espécies de altitudes mais elevadas.
Reprodução: O cortejo dos machos de
L. victoriae consiste em voar alto e exibir sua cauda, depois voar de volta para baixo em alta velocidade e fazer um ruído com a cauda. Uma vez que o cortejo termina, o casal acasala e constrói um ninho em um arbusto. Também tendem a usar fibras sintéticas quando disponíveis.
O macho e a fêmea podem ser encontrados juntos cuidando do ninho, colocados nos galhos de vegetações arbustivas. Eles mostram um comportamento tímido quando há potenciais ameaças nas proximidades, comportamento mais perceptível nas fêmeas.
Estado de conservação: Devida à sua extensa área de distribuição e a estabilidade de suas populações, foi classificada na Lista Vermelha da IUCN como uma espécie "pouco preocupante". Por sua preferência a habitats abertos, possui grande capacidade de adaptação em áreas rurais e urbanas.