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Leptotila sp.

Leptotila sp.


Família: Columbidae
Ordem: Columbiformes
Classe: Aves
Filo / Divisão: Chordata
Reino: Animalia

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Não é considerado espécies


Descrição


Constitui uma linhagem de pombos silvestres de porte médio e corpo encorpado, cujo comprimento total varia geralmente entre 25 e 31 centímetros, com massa corporal compreendida entre 110 e 215 gramas, a depender da espécie analisada. Sua plumagem apresenta uma coloração predominantemente críptica, composta por matizes pardo-oliváceos, cinza-ardósia e marrons nas regiões dorsais, que contrastam suavemente com o peito e o ventre matizados em tons esbranquiçados, creme-rosados ou vináceos sutis. Um traço diagnóstico proeminente no gênero inclui as penas axilares e a face inferior das asas em tom canela-avermelhado, além da presença de pontas brancas marcantes nas retrizes caudais externas. Os membros pélvicos são relativamente compridos e fortes, apresentando coloração vermelho-coral ou rósea, contrastando com o bico afilado preto e uma região perioftálmica nua que exibe tons azuis-celestes ou vermelhos brilhantes.

Distribuição geográfica: Encontra-se amplamente disseminada por toda a região Neotropical, com limites setentrionais no extremo sul da América do Norte, no estado do Texas, prolongando-se por toda a América Central até alcançar as porções centrais da Argentina e o Uruguai, na América do Sul. Algumas espécies detêm distribuições transcontinentais vastas, como na Bacia Amazônica, no Cerrado e na Mata Atlântica, ao passo que outros representantes taxonômicos possuem distribuições hiperrestritas, limitando-se a vales secos encravados nos Andes ou a pequenas ilhas oceânicas no Mar do Caribe.

Ambiente: Mostra preferência biológica pelo estrato inferior e pelo sub-bosque de diversas formações florestais e arbustivas. Ocorre com frequência em florestas pluviais primárias, matas de galeria, restingas litorâneas, caatingas, capoeiras secundárias, pomares, bordas de fragmentos florestais e cafezais sombreados. Sua amplitude altitudinal é notável, estendendo-se desde o nível do mar em áreas costeiras até platôs andinos situados a mais de 2.600 metros de altitude.

Alimentação: Apresenta hábitos alimentares essencialmente terrícolas e onívoros, baseando-se no forrageamento sobre a serapilheira. Caminha ativamente revirando o folhiço seco em busca de sementes silvestres de gramíneas, leguminosas e arbustos, além de consumir frutos carnosos e bagas caídas no chão. Ocasionalmente ingere invertebrados terrestres, como pequenos caramujos, formigas, besouros e larvas de insetos, além de pequenas partículas de cascalho consumidas deliberadamente para atuar na quebra mecânica dos alimentos no interior do ventrículo gástrico.

Comportamento: Destaca-se pelo comportamento discreto, arisco e eminentemente caminhador. Desloca-se pelo solo da mata por meio de passos comedidos, balançando ritmicamente a cabeça e realizando movimentos verticais com a cauda ao menor indício de perturbação no entorno. Quando assustada, costuma fugir correndo rapidamente entre a vegetação rasteira ou, em situações de perigo iminente, alça um voo baixo e explosivo por curta distância, acompanhado por um zumbido acústico particular produzido pelo atrito das rêmiges. As vocalizações consistem em arrulhos graves, ressonantes e monótonos, frequentemente associados ao amanhecer e entardecer.

Nidificação: Constrói ninhos bastante rudimentares, compostos por uma plataforma plana e frouxa de gravetos, caules finos, raízes e gavinhas secas. A estrutura é posicionada preferencialmente em alturas que variam entre 1 e 4 metros acima do solo, protegida pelo emaranhado de cipós, forquilhas de arbustos ou ramos baixos de árvores densas. A postura é composta invariavelmente por 2 ovos elípticos de coloração branca ou creme-clara. O casal partilha os cuidados de incubação por um período que compreende de 13 a 15 dias, alimentando ativamente os filhotes com secreções nutritivas do trato digestivo superior, processo que se estende até o abandono definitivo do ninho.

Categoria de conservação: Evidencia cenários contrastantes quando examinada segundo os parâmetros da lista da IUCN. Táxons de ampla valência ecológica e distribuição contínua, a exemplo de Leptotila verreauxi, são classificados sob o status de Pouco Preocupante (LC) graças à densidade estável de suas populações. Em nítido contraste, formas insulares ou estenotópicas sofrem pressões intensas de conservação, sobressaindo-se Leptotila wellsi, listada como Criticamente em Perigo (CR) em decorrência da fragmentação extrema de sua área de ocupação e da predação exercida por espécies invasoras.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 27/10/2026




Distribuição geográfica


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ID RegistroDataHora exataPaísProvincia / DepartamentoLugarFilmadoFotografadoVocalização gravadaObservadoOidaFerido ou mortoIndivíduos quantidadeUsuário ou BibliografiaDetalhe
260924001/07/2022EcuadorSucumbíosSani lodge1Giselle Mangini
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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Leptotila sp. – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 30/10/2026.