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Leistes superciliaris

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Leistes superciliaris

(Bonaparte, CLJL, 1850)
Pecho Colorado
White-browed Meadowlark

Família: Icteridae
Ordem: Passeriformes
Classe: Aves
Filo / Divisão: Chordata
Reino: Animalia

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Outros nomes comuns: Pecho Colorado Chico.

Sinônimos: Trupialis superciliaris.





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Estado de conservação de acordo BirdLife International: Preocupação menor


Descrição


Apresenta um acentuado dimorfismo sexual e um tamanho corporal de aproximadamente 17 a 18 centímetros de comprimento. Esta espécie, denominada cientificamente como Leistes superciliaris, apresenta um peso corporal variando entre 33 e 40 gramas. O macho em plumagem reprodutiva exibe um corpo majoritariamente preto-tisnado ou marrom-escuro, contrastando intensamente com a garganta e o peito de coloração vermelho-escarlate brilhante. O seu traço diagnóstico mais evidente é uma longa e nítida sobrancelha branca (supercílio) que se estende desde a base do bico até a lateral da nuca. Suas coberteiras inferiores das asas são de tonalidade branca, criando um contraste visível durante o voo. Em contrapartida, a fêmea possui um padrão altamente críptico, caracterizado por uma plumagem parda estriada nas partes superiores, garganta esbranquiçada, supercílio de cor ocre-claro e uma leve coloração rosada ou alaranjada no peito. O bico é cônico, forte e de cor cinza-escura, ideal para quebrar sementes e capturar presas.

Distribuição geográfica: Encontra-se amplamente distribuído pela porção meridional da América do Sul. Sua área de reprodução compreende o norte e centro da Argentina, todo o território do Uruguai, o centro-sul do Paraguai e as regiões sul e sudeste do Brasil, com destaque para os estados do Rio Grande do Sul e Paraná. Durante o inverno austral, as populações mais meridionais realizam migrações sazonais para o norte, alcançando o leste da Bolívia, o centro do Brasil (regiões de Cerrado e Pantanal) e, ocasionalmente, áreas de planície no sudeste do Peru.

Ambiente: Ocupa preferencialmente ecossistemas abertos e semiabertos de terras baixas. É habitante comum de campos nativos, pastagens úmidas, savanas arbustivas, restingas e áreas agrícolas cultivadas, especialmente plantações de arroz e restolhos de lavouras de grãos. Demonstra uma excelente plasticidade ecológica frente às modificações humanas no ambiente, colonizando com sucesso áreas desmatadas destinadas à pecuária, desde que restem fragmentos de vegetação herbácea densa que lhe sirvam de abrigo.

Alimentação: Apresenta hábitos alimentares onívoros, com forte predileção por insetos durante o período reprodutivo. Sua dieta consiste primariamente no consumo de invertebrados como gafanhotos, besouros, lagartas, aranhas e formigas, os quais captura caminhando ativamente pelo solo. Fora do período de reprodução, incorpora uma grande proporção de sementes de gramíneas e grãos agrícolas descartados em sua dieta, utilizando a robustez do seu bico cônico para descascar e triturar o alimento eficientemente.

Comportamento: Demonstra hábitos altamente gregários fora da época de reprodução, reunindo-se em bandos numerosos que podem ultrapassar cem indivíduos, frequentemente associando-se a outras espécies da família Icteridae. No período de acasalamento, os machos tornam-se estritamente territoriais e realizam uma impressionante exibição aérea: sobem quase verticalmente no ar enquanto emitem um canto zumbido e metálico, descendo depois em um voo planado com as asas erguidas em formato de "V" até pousarem em uma cerca ou arbusto alto para vigiar seu território.

Nidificação: Constrói o seu ninho rente ao solo, ocultando-o de maneira extremamente minuciosa entre tufos de capim denso ou vegetação herbácea espessa. O ninho é uma taça profunda tecida com fibras substituídas secas e pequenas raízes, muitas vezes apresentando uma cobertura semicupular rudimentar para camuflagem contra predadores aéreos. A postura é composta por 3 a 5 ovos de coloração branco-esverdeada ou azul-claro, densamente salpicados com manchas marrom-avermelhadas. Esta espécie é frequentemente parasitada pelo vira-bosta (Molothrus bonariensis), que deposita seus ovos em seu ninho para que sejam incubados e os filhotes criados.

Categoria de conservação: Está classificado na categoria de Pouco Preocupante (LC) na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). Embora sua população global seja estável e abranja uma vasta área geográfica, o táxon sofre ameaças localizadas devido ao uso intensivo de defensivos agrícolas, à destruição de ninhos terrestres pela mecanização agrícola pesada nas colheitas e à perda contínua de habitats de pastagens naturais da América do Sul.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 24/07/2026





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EcoRegistros. 2026. Polícia-inglesa-do-sul (Leistes superciliaris) – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 26/09/2026.