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Holhymenia histrio

Holhymenia histrio

Chinche del Mburucuyá

Família: Coreidae
Ordem: Hemiptera
Classe: Insecta
Filo / Divisão: Arthropoda
Reino: Animalia

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Registros de General Rodriguez


Descrição


Apresenta uma morfologia altamente conspícua e especializada, caracterizada por um corpo alongado e uma coloração de advertência que combina o preto fosco com manchas amarelo-alaranjadas brilhantes distribuídas pelo pronoto e abdômen. Possui antenas longas e finas divididas em quatro segmentos, destacando-se uma nítida banda branca ou de tom claro próxima ao ápice, uma característica diagnóstica crucial que reforça seu surpreendente mimetismo batesiano com vespas parasitoides da família Ichneumonidae. Suas pernas são longas e delgadas, adaptadas para uma locomoção ágil sobre os ramos e folhas. O pronoto exibe margens angulosas, ocasionalmente com pequenos espinhos nos ângulos umerais, enquanto os hemicélitros cobrem totalmente o abdômen, revelando uma textura membranosa escura em sua porção apical. Este inseto hemíptero pertence à família Coreidae e confunde facilmente os predadores devido ao seu aspecto visual semelhante ao de um himenóptero.

Distribuição geográfica: Encontra-se amplamente distribuído na região neotropical, ocorrendo de forma consolidada em grande parte da América do Sul. Seus registros mais abundantes e documentados provêm do Brasil, abrangendo desde as regiões do Nordeste até o Sul do país, incluindo estados com intensa atividade agrícola. Sua presença também é registrada em biomas florestais e de transição no Paraguai, no norte da Argentina, na Bolívia e em regiões quentes da Colômbia e da Venezuela. A distribuição geográfica desta espécie está diretamente associada à ocorrência de suas plantas hospedeiras, expandindo-se com facilidade em áreas de cultivo comercial de passifloráceas.

Ambiente: Habita preferencialmente áreas de floresta úmida, clareiras, bordas de matas nativas e zonas arbustivas de transição. Demonstra grande capacidade de adaptação a agroecossistemas, colonizando plantações comerciais de maracujá e outras espécies silvestres da mesma família botânica. Prefere ambientes com umidade moderada a alta e exposição solar direta ou parcial, fatores que estimulam o crescimento vigoroso das trepadeiras das quais necessita para abrigo e alimentação. É incomum em áreas urbanas muito densas, sendo encontrado mais frequentemente em pomares suburbanos e jardins botânicos ricos em vegetação nativa.

Alimentação: É classificado como um inseto estritamente fitófago e estenófago, demonstrando uma relação de dependência quase exclusiva com plantas da família Passifloraceae. Alimenta-se principalmente de espécies do gênero Passiflora, tais como o maracujá-azedo (Passiflora edulis) e o maracujá-doce (Passiflora alata). Utiliza seu aparelho bucal do tipo sugador-picador para perfurar os tecidos moles de folhas, ramos jovens, botões florais e frutos em desenvolvimento. Ao sugar a seiva e os nutrientes, injeta enzimas salivares que provocam a necrose dos tecidos vegetais ao redor da picada, o que costuma resultar na queda prematura dos frutos e no murchamento das brotações terminais da planta.

Comportamento: Destaca-se por seus hábitos predominantemente diurnos e por um sofisticado comportamento de mimetismo comportamental. Quando se sente ameaçado ou busca evitar a aproximação de predadores, como aves e lagartos, imita o voo errático e os movimentos rápidos e vibratórios das antenas típicos das vespas. Durante as horas mais quentes do dia, mostra-se bastante ativo na copa e nas ramagens, realizando voos curtos entre as ramificações das plantas hospedeiras. Se for perturbado diretamente, pode soltar-se da planta caindo em direção ao solo ou liberar substâncias químicas voláteis de odor acre e desagradável, produzidas por suas glândulas repugnatórias, um mecanismo de defesa comum entre os coreídeos.

Reprodução: O processo reprodutivo inicia-se com o acasalamento, que ocorre geralmente nas partes mais sombreadas ou no verso das folhas da planta hospedeira. Após a fertilização, a fêmea realiza a postura de ovos de coloração escura e formato cilíndrico, dispostos em pequenas fileiras ou grupos lineares sobre os pecíolos ou ramos jovens de espécies de Passiflora. Após um período de incubação de aproximadamente uma semana, eclodem as ninfas de primeiro ínstar, que exibem coloração avermelhada intensa e comportamento fortemente gregário para desencorajar predadores. O desenvolvimento ninfal passa por cinco estádios de crescimento (ínstares), nos quais as ninfas sofrem modificações graduais de cor e tamanho, perdendo o hábito gregário e desenvolvendo as tecas alares até atingirem a fase adulta em cerca de trinta dias, dependendo da temperatura e da qualidade nutricional do alimento.

Categoria de conservação: Não se encontra avaliado pela Lista Vermelha da UICN, carecendo, portanto, de uma classificação oficial de ameaça em nível global. Por ser uma espécie comum e frequentemente classificada como uma praga secundária na agricultura devido aos prejuízos que causa à cultura do maracujazeiro, suas populações não sofrem riscos de declínio. Pelo contrário, o aumento das áreas de plantio comercial e a abundância de plantas hospedeiras em território sul-americano garantem a estabilidade e a expansão de suas populações na natureza.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 01/09/2026




Distribuição geográfica


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64900325/11/2017ArgentinaBuenos AiresKm 57,5, General RodriguezSergio Gabriel Borrillo
51998624/12/2016ArgentinaBuenos AiresKm 57,5, General RodriguezSergio Gabriel Borrillo
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Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Holhymenia histrio – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 14/09/2026.