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Heliopetes omrina

Heliopetes omrina

(Butler, 1870)
Blanca Lomo Negro
Stained White-skipper

Família: Hesperiidae
Ordem: Lepidoptera
Classe: Insecta
Filo / Divisão: Arthropoda
Reino: Animalia

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Outros nomes comuns: Saltarina Blanca.





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Registros de Parque Nacional Ciervo de los Pantanos


Descrição


Pertence a um grupo de lepidópteros da família Hesperiidae, caracterizado por sua coloração predominantemente branca com padrões escuros contrastantes. Os adultos deste táxon apresentam uma envergadura alar que varia entre 30 e 35 milímetros. A superfície dorsal das asas anteriores e posteriores exibe um fundo branco brilhante, delimitado externamente por uma borda marginal marrom-escura ou preta adornada com pequenas manchas brancas submarginais. Na face ventral das asas posteriores, destaca-se um padrão muito característico de nervuras fortemente delineadas em tons marrom-acinzentados ou amarelados, o que lhes confere uma camuflagem eficiente quando pousadas com as asas fechadas sobre a vegetação seca. Suas antenas são curtas, com uma clava antenal curva terminando em um apículo pontiagudo, típico da subfamília Pyrginae. O corpo é robusto, revestido por densas escamas de tom cinza-claro no tórax e abdômen.

Distribuição geográfica: Encontra-se distribuída principalmente na porção centro-sul da América do Sul. Sua presença está amplamente documentada em grande parte do território do Brasil, ocorrendo em estados como Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. Além disso, suas populações se estendem de forma contínua em direção ao oeste e ao sul, sendo registrada em diversas localidades do Paraguai e nas províncias do nordeste da Argentina, tais como Misiones, Corrientes, Chaco e Formosa. Essa ampla distribuição demonstra uma grande plasticidade adaptativa em ecossistemas neotropicais.

Ambiente: Habita predominantemente ecossistemas abertos e de transição, mostrando forte preferência por bordas de matas ciliares e de terra firme, áreas de savana como o Cerrado, campos limpos e zonas antropizadas, tais como jardins urbanos, terrenos baldios e clareiras florestais. Este lepidóptero evita o interior de florestas densas e sombrias, necessitando de ambientes com alta incidência de radiação solar direta para realizar a termorregulação e desempenhar suas atividades diárias com eficiência.

Alimentação: Em sua fase adulta, é um organismo estritamente nectarívoro. Utiliza sua espiroclava para sugar o néctar de uma ampla variedade de flores herbáceas e arbustivas, demonstrando preferência por espécies das famílias Asteraceae e Verbenaceae. Por outro lado, durante a fase larval, as lagartas possuem hábitos puramente fitófagos. Sua dieta é restrita ao consumo de folhas de plantas da família Malvaceae, especialmente as pertencentes ao gênero Sida (comumente conhecidas como guanxuma ou vassourinha), que fornecem os nutrientes fundamentais para o seu crescimento.

Comportamento: Caracteriza-se por apresentar um voo extremamente rápido, baixo e errático, geralmente realizado a poucos centímetros do solo, o que dificulta sua captura por predadores. Os machos exibem um comportamento fortemente territorialista e de vigília; costumam pousar em folhas expostas ao sol em alturas médias, de onde monitoram o ambiente para interceptar fêmeas receptivas ou afugentar outros machos competidores. Adicionalmente, é comum observar machos reunidos em locais de solo úmido ou poças de lama para absorver água e sais minerais, comportamento biológico conhecido como "mud-puddling".

Reprodução: O ciclo de vida deste inseto envolve uma metamorfose completa que se inicia com a cópula, geralmente realizada nas horas mais quentes do dia. Após a fertilização, a fêmea busca ativamente plantas hospedeiras da família Malvaceae para efetuar a postura. Os ovos, que possuem formato de cúpula com estrias longitudinais, são depositados individualmente na face inferior das folhas jovens. Ao eclodir, a lagarta constrói um abrigo rudimentar dobrando a borda da folha e fixando-a com fios de seda que ela mesma produz. A lagarta permanece protegida nesse local, saindo principalmente à noite para se alimentar da folhagem vizinha. Após passar por vários instares larvais, realiza a pupação dentro do próprio abrigo foliar, emergindo como adulto após algumas semanas de desenvolvimento.

Categoria de conservação: Não se encontra avaliada formalmente na Lista Vermelha da UICN devido à escassez de estudos populacionais detalhados em escala global. No entanto, regionalmente em sua área de ocorrência na América do Sul, é considerada uma espécie de Pouco Preocupante (LC). Por apresentar alta capacidade de adaptação ecológica e colonizar facilmente áreas perturbadas, pastagens e zonas agrícolas onde suas plantas hospedeiras são abundantes, a espécie não enfrenta ameaças imediatas de extinção no momento.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 10/09/2026




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Página 1
ID RegistroDataHora exataPaísProvincia / DepartamentoLugarFilmadoFotografadoVocalização gravadaObservadoOidaFerido ou mortoIndivíduos quantidadeUsuário ou BibliografiaDetalhe
243632217/02/2026ArgentinaBuenos AiresCamino de los bebederos, Parque Nacional Ciervo de los PantanosGaston Lisandro Gabinetti
195440123/01/2024ArgentinaBuenos AiresCamino de los bebederos, Parque Nacional Ciervo de los PantanosGaston Lisandro Gabinetti
157078014/04/2022ArgentinaBuenos AiresIntendencia del Parque Nacional, Parque Nacional Ciervo de los PantanosDiego Alfonso Rosa
157077914/04/2022ArgentinaBuenos AiresIntendencia del Parque Nacional, Parque Nacional Ciervo de los PantanosDiego Alfonso Rosa
63853001/11/2017ArgentinaBuenos AiresParque Nacional Ciervo de los PantanosJosé Aparicio
56561314/04/2017ArgentinaBuenos AiresParque Nacional Ciervo de los PantanosGabriel Celedón
13596018/04/2014ArgentinaBuenos AiresParque Nacional Ciervo de los PantanosEduardo Cusano
13579718/04/2014ArgentinaBuenos AiresParque Nacional Ciervo de los PantanosSergio Cusano
11881003/03/2014ArgentinaBuenos AiresCentro de interpretación, Parque Nacional Ciervo de los PantanosMauro Carballo
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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Heliopetes omrina – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 26/09/2026.