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Glaucidium nana

Glaucidium nana

(King, PP, 1827)
Caburé Grande
Austral Pygmy Owl

Família: Strigidae
Ordem: Strigiformes
Classe: Aves
Filo / Divisão: Chordata
Reino: Animalia

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Sinônimos: Glaucidium nanum, Strix nana.





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Registros de Glaciar perito Moreno

Estado de conservação de acordo BirdLife International: Preocupação menor


Descrição


Esta pequena e robusta ave de rapina destaca-se por apresentar um comprimento médio de 17 a 21 centímetros e um peso que varia entre 60 e 100 gramas, sendo as fêmeas ligeiramente maiores que os machos. Sua cabeça é arredondada e desprovida de penachos auriculares, com um disco facial pouco definido e olhos amarelos penetrantes emoldurados por sobrancelhas esbranquiçadas. A espécie exibe um marcante polimorfismo de plumagem, apresentando fases cinza-parda, marrom e ruiva. Sua coroa é finamente estriada longitudinalmente com linhas claras, ao passo que o dorso é salpicado de manchas pálidas. Uma característica diagnóstica crucial é a presença de falsos olhos ou ocelos na nuca (manchas pretas contornadas de branco) que confundem potenciais predadores. O ventre é esbranquiçado com fortes estrias verticais escuras, e sua cauda apresenta de cinco a seis faixas claras transversais bastante evidentes.

Distribuição geográfica: Distribui-se amplamente pelo cone sul da América do Sul, ocorrendo no centro e sul do Chile (desde a Região de Atacama até o Cabo de Hornos) e no oeste e sudoeste da Argentina (por toda a região da Patagônia, desde a província de Neuquén até a Terra do Fogo). Sua distribuição altitudinal é vasta, indo desde o nível do mar até cerca de 2000 metros de altitude nas encostas andinas.

Ambiente: Demonstra uma enorme plasticidade ecológica, ocupando uma grande variedade de habitats. É encontrada comumente em florestas temperadas dominadas por árvores do gênero Nothofagus, mas também se adapta com facilidade a matagais esclerófilos, estepas arbustivas patagônicas, bordas de florestas, plantações florestais, áreas agrícolas e até mesmo parques urbanos e jardins residenciais, desde que haja árvores maduras que ofereçam abrigo e locais de caça.

Alimentação: É um predador extremamente audaz e voraz, capaz de abater presas com o dobro de seu próprio tamanho. Sua dieta generalista e oportunista é composta por pequenos mamíferos (principalmente roedores), aves passeriformes (como tico-ticos, fura-barreiras e sabiás), pequenos lagartos, anfíbios e grandes insetos (como coleópteros e mariposas). Caça ativamente a partir de poleiros estratégicos, de onde se lança em um voo rápido e preciso para capturar a presa no solo ou na vegetação.

Comportamento: Ao contrário de muitas outras corujas, possui hábitos marcadamente diurnos e crepusculares, mantendo-se muito ativa durante as horas de sol. Seu voo é ondulante e rápido, assemelhando-se ao dos pica-paus. É uma espécie territorial e muito vocal; seu canto consiste em uma série rítmica e monótona de piados curtos emitidos principalmente ao amanhecer e ao entardecer. Devido ao seu perfil predador, frequentemente sofre tumultuação (mobbing) por parte de bandos de pequenas aves que vocalizam intensamente ao seu redor para denunciar sua presença.

Nidificação: O período reprodutivo ocorre durante a primavera e o início do verão austral, estendendo-se de outubro a janeiro. Utiliza cavidades preexistentes para estabelecer seu ninho, aproveitando ocos naturais em troncos envelhecidos ou ninhos abandonados de pica-paus (como Colaptes pitius ou Campephilus magellanicus), além de aceitar caixas de nidificação artificiais. A fêmea realiza a postura de 3 a 5 ovos brancos e arredondados. A incubação dura cerca de 28 a 30 dias e é realizada exclusivamente pela fêmea, enquanto o macho assume a tarefa de caçar e trazer alimento para a parceira e, posteriormente, para os filhotes recém-nascidos.

Categoria de conservação: Está classificada globalmente como Pouco Preocupante (LC) na Lista Vermelha da UICN. Embora suas populações sejam consideradas globalmente estáveis pela resiliência da espécie em ambientes modificados, localmente enfrenta pressões devido à perda de árvores maduras com cavidades naturais adequadas para sua reprodução, resultante da degradação florestal e do desmatamento.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 09/08/2026





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✍ Emmanuel Comisso
📅 19/07/2012 20:35





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ID RegistroDataHora exataPaísProvincia / DepartamentoLugarFilmadoFotografadoVocalização gravadaObservadoOidaFerido ou mortoIndivíduos quantidadeUsuário ou BibliografiaDetalhe
65643909/12/2017ArgentinaSanta CruzGlaciar perito Moreno2Rodolfo Seró
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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Glaucidium nana – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 26/09/2026.