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Geotrygon montana

Pariri


Geotrygon montana

(Linnaeus, C, 1758)
Paloma Montera Castaña
Ruddy Quail-Dove

Família: Columbidae
Ordem: Columbiformes
Classe: Aves
Filo / Divisão: Chordata
Reino: Animalia

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Sinônimos: Columba montana.

Subespécies:





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Registros de Sendero Macuco

Estado de conservação de acordo BirdLife International: Preocupação menor


Descrição


Reconhecida cientificamente como Geotrygon montana, esta ave pertencente à família Columbidae apresenta uma silhueta robusta, cauda curta e um acentuado dimorfismo sexual que facilita a distinção entre os sexos. O macho adulto exibe uma plumagem dorsal de cor marrom-avermelhada ou castanho-púrpura, com um brilho iridiscente delicado sob a luz direta, enquanto as partes inferiores são de tom canela-claro. Por outro lado, a fêmea é mais discreta, apresentando um tom marrom-oliváceo escuro nas costas e peito mais claro. Ambos os sexos compartilham uma característica linha facial pálida que cruza a bochecha abaixo dos olhos. Os indivíduos desta espécie medem entre 19 e 28 centímetros de comprimento e pesam entre 80 e 150 gramas. O bico é avermelhado com a ponta escura, as pernas e pés apresentam uma tonalidade avermelhada vibrante, e a íris varia de amarelo a laranja-claro.

Distribuição geográfica: Encontra-se amplamente distribuída pelas regiões neotropicais. Seu limite norte de ocorrência estende-se desde o sul do México, passando por toda a América Central até chegar à América do Sul, onde ocupa a bacia amazônica, os Andes setentrionais, as Guianas e estende-se até o sul do Brasil, Paraguai e extremo norte da Argentina. A espécie também está presente de forma permanente nas ilhas do Caribe, incluindo as Grandes e Pequenas Antilhas, o que demonstra uma capacidade notável de dispersão aérea entre ilhas, apesar de seu comportamento tipicamente associado ao chão da floresta.

Ambiente: Habita essencialmente o sub-bosque sombreado de florestas úmidas tropicais e subtropicais, desde as planícies costeiras até as encostas montanhosas em altitudes que podem alcançar mais de 1500 metros acima do nível do mar. Demonstra forte preferência por áreas florestais densas e primárias, caracterizadas por uma copa fechada que impede a entrada excessiva de luz solar direta, mantendo o solo úmido e rico em serapilheira. Pode ser observada também em florestas secundárias maduras, capoeiras altas e plantações agrícolas sombreadas, como cultivos tradicionais de café e cacau, evitando habitats abertos ou severamente desmatados.

Alimentação: É constituída principalmente por sementes, frutos caídos e pequenos invertebrados coletados diretamente no solo. Esta ave caminha lentamente, usando o bico para revirar as folhas secas em busca de bagas, sementes de plantas pioneiras e uma variedade de pequenos animais, incluindo larvas de insetos, besouros, caracóis e aranhas. Esta dieta onívora e generalista permite que a espécie se adapte às variações sazonais na disponibilidade de recursos alimentares, tornando-a uma importante agente na dispersão de sementes e na regeneração natural das florestas que habita.

Comportamento: Destaca-se por ser uma ave extremamente discreta, solitária e territorial. Caminha de maneira silenciosa pelo chão da floresta, realizando movimentos rítmicos com a cabeça a cada passo. Quando se sente ameaçada, prefere correr velozmente para se esconder na vegetação densa em vez de voar; contudo, se for forçada a levantar voo, realiza uma decolagem explosiva e barulhenta com as asas, voando a baixa altura por curtas distâncias antes de pousar novamente. Durante o período reprodutivo, os machos vocalizam a partir de poleiros baixos, emitindo um piado grave, curto e monótono repetido em intervalos regulares para atrair fêmeas e demarcar território.

Nidificação: Ocorre de maneira isolada e está intimamente associada ao início do período chuvoso, quando há maior oferta de recursos alimentares. O ninho é uma plataforma rasa, frágil e de aparência desordenada, construída com gravetos, folhas secas e pequenas raízes, posicionada a baixa altura (entre 1 e 3 metros do solo) em arbustos, palmeiras jovens, samambaias ou sobre troncos caídos. A fêmea realiza a postura de dois ovos de coloração creme ou camurça. Ambos os pais compartilham a incubação dos ovos, que dura de 10 a 11 dias, e o cuidado com os filhotes, que se desenvolvem rapidamente e deixam o ninho cerca de 10 dias após o nascimento.

Categoria de conservação: Está classificada como Pouco Preocupante (LC) na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Embora possua uma ampla área de distribuição geográfica e populações globais consideradas estáveis, a espécie enfrenta pressões constantes decorrentes do desmatamento, da fragmentação dos habitats florestais provocada pela expansão da pecuária e da agricultura, e da destruição do sub-bosque denso indispensável para sua sobrevivência a longo prazo.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 10/09/2026




Distribuição geográfica


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Página 1
ID RegistroDataHora exataPaísProvincia / DepartamentoLugarFilmadoFotografadoVocalização gravadaObservadoOidaFerido ou mortoIndivíduos quantidadeUsuário ou BibliografiaDetalhe
252159705/09/202611:17ArgentinaMisionesSendero Macuco, Parque Nacional Iguazú2María Alejandra Sosa
252153205/09/202611:17ArgentinaMisionesSendero Macuco, Parque Nacional Iguazú2Jorge La Grotteria
169996312/12/2022ArgentinaMisionesSendero Macuco, Parque Nacional IguazúDiego Carus
169978912/12/2022ArgentinaMisionesSendero Macuco, Parque Nacional IguazúMaria Belén Dri
112787004/11/2019ArgentinaMisionesSendero Macuco, Parque Nacional Iguazú1Pablo Meoniz
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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Pariri (Geotrygon montana) – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 14/09/2026.