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Eumorpha fasciatus

Eumorpha fasciatus

Polilla Esfinge Fajada
Banded Sphinx Moth

Família: Sphingidae
Ordem: Lepidoptera
Classe: Insecta
Filo / Divisão: Arthropoda
Reino: Animalia

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Registros de Santo Tomé


Descrição


Apresenta-se como um táxon de lepidóptero de grande porte que pertence a uma distinta família de mariposas de corpo robusto, aerodinâmico e fusiforme, perfeitamente adaptado para voos de longa distância. Os adultos desta espécie possuem uma envergadura alar notável que varia de 87 a 115 milímetros, sendo as fêmeas geralmente maiores e mais robustas que os machos. A coloração dorsal das asas anteriores exibe um padrão complexo de tons verde-oliva escuro ou marrom-claro, cortado longitudinalmente por uma distinta faixa diagonal de cor creme ou bege pálido que se estende da base ao ápice da asa, acompanhada por finas linhas prateadas. Em contraste, as asas posteriores apresentam uma coloração rosa brilhante ou avermelhada na margem interna, delimitada por bordas pretas e manchas amarelas claras, que atua como uma exibição aposemática para afastar potenciais predadores quando o inseto abre suas asas em momentos de ameaça. As lagartas deste táxon exibem um notável polimorfismo cromático, apresentando variações que vão do verde brilhante ao vermelho-púrpura ou amarelo, adornadas com listras diagonais coloridas e um chifre caudal característico nos primeiros ínstares, que se reduz a um botão brilhante no último estágio larval.

Distribuição geográfica: Encontra-se amplamente distribuída pelo continente americano, ocorrendo de forma contínua desde o norte da Argentina, Uruguai e por praticamente todo o território do Brasil, avançando em direção ao norte através da bacia amazônica, América Central e pelas ilhas do Caribe. Na América do Norte, sua ocorrência é regular nas porções sul e leste dos Estados Unidos, com populações reprodutivas estabelecidas em estados como Flórida, Texas, Louisiana e Geórgia, atuando ocasionalmente como um migrante de verão que atinge latitudes mais ao norte, como o estado de Nova York e a região dos Grandes Lagos.

Ambiente: Está estreitamente associada a ambientes úmidos e ribeirinhos onde crescem as plantas hospedeiras necessárias para o desenvolvimento das suas lagartas. É comumente encontrada em florestas tropicais e subtropicais, matas de galeria, pântanos, brejos e margens de rios ou lagoas. Adicionalmente, demonstra uma excelente capacidade de adaptação a áreas antropizadas, colonizando com sucesso jardins residenciais, parques públicos, plantações irrigadas e áreas agrícolas de transição onde existam as plantas das quais se alimenta.

Alimentação: Na fase adulta, atua como um polinizador noturno altamente eficiente, utilizando sua longa probóscide para sugar o néctar de flores profundas durante o crepúsculo e a noite, demonstrando preferência por espécies pertencentes às famílias Onagraceae, Solanaceae e Convolvulaceae, como os gêneros Petunia, Oenothera e Saponaria. Por outro lado, as lagartas são herbívoras extremamente vorazes e específicas, alimentando-se quase exclusivamente de plantas do gênero Ludwigia (conhecidas popularmente como prímulas-d´água), embora também possam consumir folhas de plantas das famílias Vitaceae (como videiras) e Onagraceae terrestres, desempenhando um papel ecológico regulador importante na dinâmica da vegetação de áreas úmidas.

Comportamento: Demonstra hábitos de atividade estritamente crepusculares e noturnos, iniciando sua atividade de voo logo após o pôr do sol. Possui uma impressionante capacidade de voo pairado, o que permite que se mantenha estável no ar enquanto se alimenta do néctar das flores, assemelhando-se ao comportamento de um beija-flor. Durante o dia, permanece em repouso absoluto sobre troncos de árvores ou sob vegetação densa, onde o padrão de suas asas oferece um excelente mimetismo criptográfico contra predadores visuais, como aves insetívoras. Os adultos são intensamente atraídos por fontes de luz artificial, sendo frequente encontrá-los próximos a postes de iluminação pública.

Reprodução: O ciclo de vida é holometábolo, sendo influenciado pelas condições climáticas e térmicas de sua área de ocorrência, apresentando múltiplas gerações anuais em regiões tropicais e reduzindo-se a uma ou duas gerações nas áreas mais frias do norte. Após o acasalamento noturno, a fêmea fecundada deposita seus pequenos ovos esféricos de cor verde-clara de maneira individual no verso das folhas das plantas hospedeiras, garantindo que as lagartas recém-nascidas tenham acesso imediato ao alimento. O período de incubação é curto, seguido por uma fase larval de crescimento rápido dividida em cinco estágios de desenvolvimento. Ao atingir a maturidade, a lagarta desce da planta e se enterra no solo macio, onde constrói uma câmara pupal para se transformar em uma pupa marrom-escura, estágio em que pode passar o inverno em estado de diapausa antes de emergir como uma mariposa adulta.

Categoria de conservação: Não foi formalmente avaliada pela Lista Vermelha da UICN (União Internacional para a Conservação da Natureza), sendo amplamente considerada uma espécie comum, com populações estáveis e sem ameaças iminentes de extinção. Contudo, em escala local, suas populações podem sofrer impactos pontuais decorrentes do uso intensivo de defensivos agrícolas e da degradação de áreas úmidas naturais que abrigam suas plantas hospedeiras.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 01/09/2026




Distribuição geográfica


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123055022/02/2020ArgentinaSanta FeSarmiento y Centenario, Santo ToméEduardo Beltrocco
53973207/02/2017ArgentinaSanta FeSarmiento y Centenario, Santo ToméEduardo Beltrocco
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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Eumorpha fasciatus – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 14/09/2026.