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Eudyptes robustus

Eudyptes robustus

Oliver, WRB, 1953
Pingüino de Snares
Snares Penguin

Família: Spheniscidae
Ordem: Sphenisciformes
Classe: Aves
Filo / Divisão: Chordata
Reino: Animalia

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Outros nomes comuns: Pingüino de Las Snares.





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Registros de Argentina

Estado de conservação de acordo BirdLife International: Vulnerável


Descrição


Trata-se de uma ave marinha não voadora de porte médio e compleição robusta, medindo entre 50 e 70 centímetros de comprimento total e apresentando uma massa corporal que oscila entre 2,5 e 4 quilogramas, variando em função das exigências energéticas do ciclo de corte, reprodução e muda. A plumagem dorsal, bem como a cabeça e a garganta, exibe uma tonalidade preto-azulada reluzente, estabelecendo um nítido contraste com o ventre e o peito inteiramente brancos imaculados. A característica morfológica mais diagnóstica reside em suas marcantes faixas superciliares de coloração amarelo-enxofre viva, que se originam próximo à comissura do bico, estendem-se por cima dos olhos de íris castanho-avermelhada e culminam em penachos descaídos na porção posterior da cabeça. O bico é forte, bulboso e de cor marrom-avermelhada, margeado proximalmente por uma orla proeminente de pele nua carnosa de cor branco-rosada, traço indispensável para distingui-lo de outras espécies semelhantes. As nadadeiras possuem superfície dorsal escura com bordo posterior branco, enquanto as patas palmadas apresentam coloração rosa-clara com solas pretas.

Distribuição geográfica: Apresenta uma área de nidificação extremamente restrita e singular, nidificando com exclusividade no arquipélago das ilhas Snares, situado aproximadamente a 200 quilômetros ao sul da Ilha Sul da Nova Zelândia. Ao término da estação reprodutiva, realiza uma migração pelágica de outono e inverno pelas águas abertas do mar da Tasmânia e setores adjacentes do oceano subantártico. Nesse ciclo errático no mar, indivíduos podem alcançar o litoral sul e leste da Tasmânia, áreas costeiras do sul da Austrália continental, bem como faixas litorâneas esporádicas da ilha Stewart e da porção continental neozelandesa.

Ambiente: Seleciona um ecossistema terrestre atípico para nidificar, instalando suas densas colônias no interior de florestas costeiras subantárticas dominadas por espécimes arbóreos de Olearia lyallii e Brachyglottis stewartiae. Os sítios coloniais ocupam o solo turfoso coberto de lama, bem como fendas entre blocos de rocha granítica sob o dossel vegetal. Em sua fase marinha e dispersiva, habita a zona pelágica fria e temperada, associando-se a convergências marinhas dinâmicas, quebras de plataforma continental e áreas de ressurgência onde a densidade de alimento marinho é abundante.

Alimentação: Sustenta sua dieta preponderantemente pelo forrageamento de crustáceos pelágicos, com ênfase expressiva no krill da espécie Nyctiphanes australis. Complementa esse aporte energético por intermédio da ingestão de cefalópodes de pequeno porte, em particular a lula costeira Nototodarus sloanii, além de uma quantidade acessória de pequenos peixes pelágicos. As presas são capturadas ativamente por meio de mergulhos propulsionados pelo batimento de suas asas rígidas, ocorrendo comumente em profundidades situadas entre 15 e 40 metros, podendo ocasionalmente submergir além dos 100 metros durante incursões de caça diurna.

Comportamento: Revela um temperamento acentuadamente gregário no período colonial, congregando milhares de pares em colônias barulhentas e ativas. O deslocamento no terreno acidentado da floresta e sobre costões íngremes é realizado por meio de saltos sucessivos com ambos os pés, demonstrando notável agilidade ao transpor raízes densas e penhascos escorregadios. O repertório social abrange saudações mútuas ruidosas, movimentos verticais da cabeça e vocalizações de trombeta direcionadas à manutenção do território conjugal. No mar aberto, descansa em pequenos bandos flutuantes à superfície, embora proceda com a captura subaquática de alimento individualmente ou em formações dispersas.

Nidificação: A dinâmica reprodutiva inicia-se entre o final de agosto e setembro, momento em que os machos desembarcam para estabelecer os territórios no solo florestal. O ninho é estruturado em uma depressão escavada no chão turfoso, sendo preenchido com gravetos soltos, restos de folhas secas, lama e pequenas pedras. A postura é composta por dois ovos heteromórficos, sendo o primeiro posto sensivelmente menor do que o segundo. A incubação estende-se por um intervalo de 31 a 37 dias, com os genitores alternando turnos ininterruptos de vários dias de duração. De maneira quase invariável, apenas o filhote emergente do segundo ovo, mais volumoso e apto, atinge a maturidade para emplumação e independência rumo ao mar ao final de janeiro.

Categoria de conservação: Encontra-se categorizado como Vulnerável (VU) segundo os parâmetros da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). Embora sua densidade populacional seja estimada como estável em torno de 30.000 pares reprodutores, a espécie enfrenta uma extrema fragilidade biogeográfica, decorrente de seu confinamento reprodutivo integral a um arquipélago minúsculo com menos de 3,5 quilômetros quadrados de terra emersa. A introdução não intencional de predadores terrestres exóticos, potenciais acidentes com derramamento de combustíveis marinhos ou anomalias térmicas oceânicas decorrentes do estresse climático representam sérios riscos existenciais à sua integridade demográfica.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 21/10/2026




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ID RegistroDataHora exataPaísProvincia / DepartamentoLugarFilmadoFotografadoVocalização gravadaObservadoOidaFerido ou mortoIndivíduos quantidadeUsuário ou BibliografiaDetalhe
173206707/03/2023ArgentinaSanta Cruzisla pingüino, Camino sin nombrar (-47,914305, -65,717737)Guillermo Enrique Rost
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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Eudyptes robustus – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 29/10/2026.