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Eudyptes moseleyi

Eudyptes moseleyi

Mathews & Iredale, 1921
Pingüino Penacho Grande
Northern Rockhopper Penguin

Família: Spheniscidae
Ordem: Sphenisciformes
Classe: Aves
Filo / Divisão: Chordata
Reino: Animalia

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Outros nomes comuns: Pingüino Saltarrocas Norteño.





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Estado de conservação de acordo BirdLife International: Ameaçadas


Descrição


Apresenta uma constituição anatômica compacta e extremamente hidrodinâmica voltada ao mergulho propulsor, medindo entre 55 e 65 cm de comprimento total e apresentando peso oscilante entre 2,0 e 4,3 kg, conforme o estágio da muda e do ciclo reprodutivo. Sua plumagem superior exibe um tom preto-ardósia lustroso ou azul-escuro profundo, criando uma separação abrupta e contrastante em relação à sua face ventral de coloração branco-pura. O detalhe morfológico mais evidente é a vasta crista cefálica adornada por tufos de penas em amarelo-vivo, que se originam acima dos loros e se projetam para trás e para os lados em franjas longas, consideravelmente mais compridas do que as de espécies congêneres. A região da cabeça e garganta é uniformemente preta, destacando os olhos com íris em tom vermelho-cúprico. Seu bico é espesso, robusto e comprimido lateralmente, ostentando um tom marrom-avermelhado vivo margeado por uma fina pele nua rosada na comissura labial. Suas nadadeiras apresentam a face superior escura e a inferior esbranquiçada com ápice enegrecido, apoiando-se em pés palmados de coloração rosa-clara com solas escuras.

Distribuição geográfica: Encontra-se restrito primordialmente às zonas marinhas temperadas e subtropicais frias dos oceanos austrais, mantendo mais de 80% de seu contingente reprodutivo concentrado no arquipélago de Tristão da Cunha e na vizinha Ilha Gough, no setor sul do Oceano Atlântico. Outras colônias reprodutivas significativas situam-se em ilhas isoladas no sul do Oceano Índico, notadamente a Ilha de São Paulo e a Ilha de Amsterdã. Fora da estação reprodutiva, realiza extensas rotas migratórias oceânicas por vastos corredores pelágicos, dispersando-se em águas abertas que podem abranger desde o Atlântico central até aproximações costeiras na África do Sul.

Ambiente: Habita as águas oceânicas abertas durante os períodos não reprodutivos, navegando através de zonas de convergência marinha ricas em nutrientes. Em terra firme, demonstra preferência por relevos costeiros extremamente acidentados e declives íngremes. Instala suas colônias reprodutivas em penhascos rochosos litorâneos, depósitos de tálus vulcânicos, praias de calhaus rolados e encostas recobertas por touceiras densas de gramíneas costeiras dominadas por Spartina arundinacea. É capaz de galgar paredões rochosos que alcançam centenas de metros de altitude a partir da linha de arrebentação das ondas.

Alimentação: Atua como um consumidor carnívoro de nível trófico intermediário, caçando ativamente em profundidades que ultrapassam habitualmente os 50 metros. O componente basilar de seu espectro trófico é formado por crustáceos pelágicos, com ênfase expressiva em espécimes de krill (Euphausia vallentini) e anfípodes planctônicos (Themisto gaudichaudii). Complementa essa dieta consumindo cefalópodes juvenis das famílias Histioteuthidae e Ommastrephidae, bem como peixes teleósteos marinhos de pequeno porte, especialmente espécies bioluminescentes da família Myctophidae (Lampanyctodes hectoris), ajustando a dinâmica de captura conforme os pulsos de produtividade marinha primária.

Comportamento: Caracteriza-se pelo forte gregarismo em terra, exibindo paralelamente uma expressiva agressividade na delimitação do microterritório reprodutivo. Sua locomoção terrestre destaca-se pelos saltos sucessivos com ambos os pés, o que lhe confere extraordinária capacidade de travessia sobre campos de blocos e fendas de rocha basáltica. Possui um complexo repertório de comunicação que engloba chamados roucos ressonantes, movimentos sincronizados de balanço de cabeça e exibições estáticas corporais para atração sexual ou repulsa a invasores. No outono e inverno austrais, dispersa-se de forma solitária pelas massas de água pelágicas, subsistindo continuamente em ambiente marinho aberto por meses ininterruptos.

Nidificação: Inicia a ocupação das colônias entre os meses de julho e agosto, momento em que machos e fêmeas reatam os laços reprodutivos. Os ninhos consistem em pequenas depressões rasas cavadas no solo ou entre as rochas, guarnecidas com pedregulhos, lascas minerais e talos secos de vegetação rasteira. A postura é composta por dois ovos dimórficos, verificando-se uma notável disparidade de tamanho em que o primeiro ovo produzido (ovo A) é substancialmente menor, alcançando entre 20% e 40% a menos de massa em comparação ao segundo ovo (ovo B). A incubação estende-se por um período de 32 a 34 dias, sendo compartilhada por ambos os genitores em turnos prolongados de jejum. Em função de um processo natural de redução de ninhada, o ovo menor raramente vinga, concentrando os esforços parentais no desenvolvimento do segundo filhote. Inicialmente, o jovem permanece guardado pelo macho enquanto a fêmea busca alimento no mar, agrupando-se mais tarde em aglomerações coletivas denominadas creches antes de completar sua muda juvenil no verão austral.

Categoria de conservação: Encontra-se categorizado oficialmente como Em Perigo (EN) pela Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). O táxon sofreu declínios populacionais alarmantes em tempos recentes, decorrentes da predação de filhotes e ovos por mamíferos invasores introduzidos, como o camundongo-doméstico Mus musculus na Ilha Gough, acidentes de poluição por óleo como o naufrágio do graneleiro MS Oliva, captura incidental em artes de pesca e as alterações ecossistêmicas geradas pelas mudanças climáticas globais sobre as teias alimentares marinhas.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 16/10/2026




Distribuição geográfica


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ID RegistroDataHora exataPaísProvincia / DepartamentoLugarFilmadoFotografadoVocalização gravadaObservadoOidaFerido ou mortoIndivíduos quantidadeUsuário ou BibliografiaDetalhe
220529912/11/2023ArgentinaRío NegroLas Grutas, Área Natural Protegida Bahía de San AntonioMariano Costa
63759909/04/2016Oceano AtlânticoAguas internacionales - international waters - águas internacionaisSitio alternativo de desembarco, Isla Nightingale, Isla NightingaleChristian Savigny
62341901/11/2004ArgentinaIslas MalvinasNew Island1Artículo Matias, R., P. Catry, M. Pearman y M. Morrison. 2009. Vagrancy of Northern Rockhopper penguins Eudyptes moseleyi to the Falkland Islands. Marine Ornithology, 37: 287–289. 
62342001/11/1994ArgentinaIslas MalvinasMacbride Head1Artículo Matias, R., P. Catry, M. Pearman y M. Morrison. 2009. Vagrancy of Northern Rockhopper penguins Eudyptes moseleyi to the Falkland Islands. Marine Ornithology, 37: 287–289. 
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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Eudyptes moseleyi – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 02/11/2026.