Não quer ver anúncios? Cadastre-se...




Eudyptes chrysolophus

Pinguim-de-testa-amarela


Eudyptes chrysolophus

(Brandt, JF, 1837)
Pingüino Frente Dorada
Macaroni Penguin

Família: Spheniscidae
Ordem: Sphenisciformes
Classe: Aves
Filo / Divisão: Chordata
Reino: Animalia

 Solicitar mudança

Sinônimos: Catarhactes chrysolophus.





Filtros


Registros de Argentina
Registros de Tierra del Fuego
Registros de Río Grande
Registros de Cabo Domingo (Tierra del Fuego)

Estado de conservação de acordo BirdLife International: Vulnerável


Descrição


Trata-se de uma ave marinha não voadora de porte médio e conformação corpórea robusta, apresentando comprimento corporal médio em torno de 70 cm e peso que oscila acentuadamente entre 3,5 e 6,5 kg, sofrendo flutuações sazonais associadas ao ciclo reprodutivo e ao jejum durante a muda de penas. A plumagem dorsal exibe uma coloração preto-azeviche com reflexos azulados logo após a muda, estabelecendo uma separação límpida e bem definida em relação às partes ventrais, que ostentam um padrão branco puro. O traço anatômico mais marcante desta espécie reside nas longas e densas cristas cefálicas filamentosas de tonalidade amarelo-dourada e alaranjada, as quais surgem na região central da fronte e se projetam lateralmente para trás acima dos olhos. Seu bico é notavelmente volumoso, bulboso e de cor vermelho-alaranjada, recoberto por placas córneas espessas e delimitado na comissura bucal por uma faixa exposta de pele rosa-clara. Os olhos ostentam uma marcante íris vermelho-carmesim, ao passo que os pés e tarsos palmados são curtos, fortes e tingidos de rosa-claro com superfícies plantares pretas. Observa-se um dimorfismo sexual discreto, no qual os machos apresentam medidas corporais sutilmente superiores e bicos mais compridos e profundos que as fêmeas.

Distribuição geográfica: Apresenta uma ampla distribuição geográfica circunpolar confinada às águas frias subantárticas e às zonas marginais do norte da Antártica. Concentrações reprodutivas colossais estão situadas no arquipélago da Geórgia do Sul, nas ilhas Sandwich do Sul, Orcadas do Sul e Shetland do Sul. Ao longo dos oceanos Atlântico e Índico meridionais, estabelece extensas colônias nas ilhas Crozet, Kerguelen, Heard, Marion e Príncipe Eduardo, além de populações satélites diminutas localizadas no extremo sul do Chile (ilhas Diego Ramírez) e nas ilhas Malvinas. No período de inverno austral, abandona integralmente o meio terrestre e dispersa-se rumo ao alto-mar nos arredores da Convergência Antártica.

Ambiente: Ocupa habitats estritamente oceânicos e pelágicos de águas frias, exibindo predileção por zonas marinhas sob influência de frentes oceanográficas polares e subpolares. Em terra firme, nidifica preferencialmente em costões rochosos escarpados, falésias litorâneas íngremes, praias de seixos, morenas glaciais e encostas pedregosas ou cobertas por tussocais da gramínea Poa flabellata. O relevo montanhoso acidentado e encostas lodosas íngremes não constituem barreiras para o estabelecimento de suas colônias, sendo comum encontrar ninhos centenas de metros acima do nível do mar.

Alimentação: Constitui um predador marinho carnívoro com espectro alimentar quase exclusivamente pelágico, dependendo predominantemente de densas concentrações de macrozooplâncton. A base de sua dieta em grande parte da sua área de ocorrência é formada pelo krill-antártico (Euphausia superba), sendo complementada nas zonas subantárticas pela espécie Euphausia vallentini e anfípodes pelágicos como Themisto gaudichaudii. Ocasionalmente, ingere de modo oportunista peixes mesopelágicos da família Myctophidae (com ênfase em Krefftichthys anderssoni) e cefalópodes juvenis. Seus mergulhos de forrageio variam habitualmente entre 15 e 70 metros de profundidade, com registros extremos que superam 100 metros, permanecendo submerso por intervalos que duram entre um e dois minutos por investida.

Comportamento: É um organismo extremamente gregário e colonial, formando imensos ajuntamentos reprodutivos que figuram entre as maiores concentrações de aves do planeta. Para se deslocar em superfícies terrestres íngremes e pedregosas, adota uma marcha bípede saltatória contínua em vez de caminhar balançando o corpo, utilizando as asas modificadas como estabilizadores para galgar encostas rochosas. A comunicação entre indivíduos engloba complexos rituais sonoros e visuais, destacando-se a exibição extática (ecstasy display), na qual estica o pescoço, balança a cabeça de um lado para o outro e emite vocalizações roucas e sonoras para demarcar o sítio de nidificação e sincronizar o casal. Fora da estação reprodutiva, torna-se completamente pelágico e solitário, passando cerca de seis meses sem pisar em terra.

Nidificação: A reprodução tem início entre outubro e novembro, caracterizada pelo retorno em massa e sincronizado dos adultos às suas colônias de origem devido a uma rígida filopatria. O ninho é uma depressão rudimentar escavada no solo lodoso ou em meio a cascalho, ocasionalmente guarnecida com pedrinhas, fragmentos de ossos ou restos de gramíneas recolhidos com o bico. A fêmea realiza a postura de dois ovos que exibem um dimorfismo de tamanho acentuado e obrigatório: o primeiro ovo (ovo A) é notavelmente menor, pesando cerca de 60% do tamanho do segundo ovo (ovo B). O ovo A é quase invariavelmente ejetado do ninho ou negligenciado pelos progenitores antes ou logo após a postura do ovo B, de modo que apenas o filhote do ovo B sobrevive. O período de incubação dura de 34 a 37 dias, distribuído em turnos alternados entre os pais. O macho assume o cuidado primário do filhote nas primeiras três semanas enquanto a fêmea busca alimento; após esse intervalo, os filhotes reúnem-se em densas creches comunitárias para proteção mútua e termorregulação até a muda completa e a partida para o mar, que ocorre entre 65 e 75 dias de vida.

Categoria de conservação: Encontra-se categorizado globalmente como Vulnerável (VU) pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). O enquadramento resulta de reduções populacionais expressivas documentadas nas últimas décadas em suas principais colônias. A principal ameaça a longo prazo decorre das mudanças climáticas globais, que promovem o aquecimento dos oceanos e a perda de gelo marinho, impactando negativamente a abundância do krill. Pressões secundárias abrangem a pesca industrial comercial de krill, potenciais derramamentos de óleo decorrentes do tráfego marítimo, introdução de patógenos virais ou bacterianos e a pressão exercida por mamíferos exóticos introduzidos em ilhas de nidificação periféricas.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 16/10/2026




Distribuição geográfica


Carregando mapa...




Fotografias da espécie

Últimas fotografias publicadas



 Adicionar uma imagem desta espécie






Vocalizações da espécie

Últimas vocalizações publicadas



 Adicionar um áudio desta espécie





Vídeos da espécie

Últimas filmagens publicadas




 Adicionar um filme desta espécie





Relatórios da espécie



 Detalhe de lugares ordenada pelo número de registros








Página 1
ID RegistroDataHora exataPaísProvincia / DepartamentoLugarFilmadoFotografadoVocalização gravadaObservadoOidaFerido ou mortoIndivíduos quantidadeUsuário ou BibliografiaDetalhe
207849618/03/2022ArgentinaTierra del FuegoCabo Domingo (Tierra del Fuego), Río Grande1Kenneth Roberts
Página 1

 Adicionar um registro desta espécie

📖
Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Pinguim-de-testa-amarela (Eudyptes chrysolophus) – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 17/10/2026.