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Epargyreus tmolis

Epargyreus tmolis

Plateada Común

Família: Hesperiidae
Ordem: Lepidoptera
Classe: Insecta
Filo / Divisão: Arthropoda
Reino: Animalia

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Registros de Saavedra - Partido de Saavedra


Descrição


Apresenta uma morfologia robusta e vigorosa, característica dos membros da família Hesperiidae, com uma envergadura alar que varia comumente entre 45 e 55 milímetros. A coloração dorsal de suas asas é predominantemente marrom-escura profunda, ornamentada nas asas anteriores por uma série de manchas hialinas de tom amarelo-dourado ou âmbar dispostas em uma banda pós-discal oblíqua bastante definida. Na superfície ventral das asas posteriores, destaca-se um caractere diagnóstico crucial, que consiste em uma chamativa faixa ou mancha de escamas prateadas brilhantes de contorno irregular, que contrasta fortemente com o fundo castanho e atua confundindo os predadores durante o repouso. O corpo é espesso, recoberto por densas cerdas de coloração marrom-olivácea, apresentando antenas que terminam em um apículo fortemente curvado para trás, típico da subfamília Eudaminae.

Distribuição geográfica: Encontra-se distribuída principalmente na região neotropical da América do Sul, com registros bem documentados que abrangem desde os vales interandinos e as encostas orientais no Equador, Peru e Bolívia, até se estender por áreas florestais do oeste do Brasil. Sua amplitude altitudinal é notavelmente ampla, localizando-se desde o nível do mar até aproximadamente 1800 metros de altitude, embora exiba maior densidade populacional nas zonas de transição pré-montana e de sopé andino, onde as condições de umidade são constantes ao longo de todo o ano.

Ambiente: Habita preferencialmente as margens de florestas úmidas tropicais, clareiras florestais, áreas de crescimento secundário e corredores ripários. Este táxon demonstra uma preferência clara pelos microclimas úmidos e sombreados proporcionados pelo dossel florestal, embora frequentemente se aventure em áreas abertas e ensolaradas adjacentes a corpos d´água para regular sua temperatura corporal. A presença de cursos d´água e solos aluviais úmidos constitui um fator determinante para a qualidade de seu habitat microclimático.

Alimentação: Em sua fase larval, este inseto exibe uma estreita especificidade alimentar, consumindo folhas de diversas plantas pertencentes à família Fabaceae, com especial preferência por gêneros como Inga, Senna e Dioclea. Os adultos, por sua vez, possuem uma espirotromba longa e adaptada para sugar o néctar de uma ampla gama de flores de famílias como Asteraceae, Verbenaceae e Rubiaceae. Além da nectarofagia, os machos adultos praticam ativamente o comportamento de "mud-puddling" (absorção de umidade no solo), pousando sobre lama úmida, areia de barrancos e matéria orgânica em decomposição para extrair sais minerais e aminoácidos essenciais para o sucesso reprodutivo.

Comportamento: Caracteriza-se por possuir um voo extremamente rápido, direto e errático, o que dificulta consideravelmente o rastreamento visual por potenciais predadores. Possui hábitos predominantemente diurnos, exibindo seu pico máximo de atividade durante as horas centrais do dia, sob condições de alta radiação solar. Os machos são altamente territoriais e estabelecem poleiros em folhas expostas a uma altura de um a três metros do solo, de onde iniciam voos rápidos de perseguição contra qualquer intruso que invada seu espaço aéreo. Ao pousar, costumam manter as asas firmemente fechadas sobre o corpo, expondo o padrão críptico e prateado da face ventral para se camuflar na vegetação.

Reprodução: O ciclo biológico inicia-se quando a fêmea deposita seus ovos de forma individual na face inferior das folhas jovens da planta hospedeira selecionada. Ao eclodir, a lagarta, que apresenta coloração verde-clara e cabeça escura, constrói um abrigo rudimentar dobrando as bordas da folha e fixando-as com fios de seda para se proteger contra predadores noturnos. O desenvolvimento larval ocorre ao longo de cinco estágios, acumulando reservas energéticas suficientes antes de se transformar em uma crisálida de cor marrom-escura, a qual permanece suspensa dentro do último abrigo foliar ou entre a serrapilheira do solo florestal até a emergência do adulto.

Categoria de conservação: Atualmente, esta espécie está classificada sob a categoria de Pouco Preocupante (LC) ou não foi formalmente avaliada pela UICN em nível global, devido à sua ampla distribuição geográfica e à relativa estabilidade de suas populações em áreas protegidas da bacia amazônica. No entanto, as populações locais sofrem pressões significativas decorrentes do desmatamento, da fragmentação do habitat pela expansão agrícola e do uso indiscriminado de pesticidas em zonas de transição ecológica, o que ressalta a importância de conservar os corredores biológicos florestais no Neotrópico.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 15/09/2026




Distribuição geográfica


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15054607/04/2007ArgentinaBuenos AiresSaavedra - Partido de SaavedraDiego Oscar
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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Epargyreus tmolis – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 19/09/2026.