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Dysschema sacrifica

Dysschema sacrifica

(Hübner, 1831)

Família: Erebidae
Ordem: Lepidoptera
Classe: Insecta
Filo / Divisão: Arthropoda
Reino: Animalia

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Descrição


Apresenta uma morfologia alar impressionante e de tamanho robusto entre os membros da subfamília Arctiinae, com indivíduos adultos exibindo uma envergadura que varia de 45 a 60 milímetros. As asas anteriores possuem uma coloração de fundo que vai do marrom-escuro ao preto-carvão, dividida por uma distinta faixa transversal oblíqua de tom branco ou creme, além de discretas manchas submarginais claras. Por outro lado, as asas posteriores exibem uma coloração vibrante em tons de amarelo brilhante ou alaranjado, emolduradas por uma larga borda preta, o que configura um padrão clássico de aposematismo destinado a desencorajar predadores visuais. O abdômen é espesso, marcado por listras transversais pretas e amarelas, enquanto as antenas apresentam-se filiformes nas fêmeas e levemente bipectinadas nos machos, especializadas na detecção de odores e feromônios. As lagartas desta espécie são cobertas por uma densa camada de cerdas urticantes escuras intercaladas com detalhes em laranja ao longo do dorso.

Distribuição geográfica: Encontra-se distribuída de forma nativa pelas regiões temperadas e subtropicais da porção meridional da América do Sul. Sua ocorrência é amplamente registrada no sul e sudeste do Brasil, no norte e centro da Argentina (especialmente nas ecorregiões dos Pampas e do Chaco), no Paraguai e em todo o território do Uruguai.

Ambiente: Habita prevalentemente ecossistemas abertos, incluindo campos nativos, savanas, bordas de fragmentos florestais, capoeiras e áreas arbustivas. Devido à sua expressiva plasticidade ecológica, adaptou-se com extrema facilidade a ambientes modificados pela ação humana, sendo frequentemente observada em jardins urbanos, pomares, pastagens degradadas e margens de rodovias ricas em vegetação pioneira.

Alimentação: Mostra hábitos alimentares estritamente diferenciados de acordo com a fase de seu ciclo biológico. Os adultos são essencialmente nectarívoros, alimentando-se do néctar de uma ampla gama de flores silvestres por meio de sua espirotromba bem desenvolvida. Já as lagartas comportam-se como herbívoras generalistas e polífagas, devorando as folhas de diversas plantas, manifestando preferência por espécies da família Asteraceae, como as do gênero Senecio e Bidens, das quais assimilam e armazenam alcaloides pirrolizidínicos que as tornam impalatáveis e tóxicas para os predadores.

Comportamento: Demonstra um padrão de atividade predominantemente crepuscular e noturno, período em que os adultos voam ativamente e são fortemente atraídos por fontes de iluminação artificial. Quando perturbada ou sob ameaça direta, utiliza uma estratégia de defesa aposemática, abrindo rapidamente as asas para revelar os tons vibrantes das asas posteriores e secretando um líquido amarelado de odor fétido e propriedades tóxicas a partir de glândulas situadas no protórax. As lagartas, em seus últimos instares, assumem comportamento solitário e utilizam suas cerdas defensivas para evitar a predação por aves e pequenos répteis.

Reprodução: Apresenta um desenvolvimento biológico do tipo holometábolo, passando pelas fases de ovo, lagarta, crisálida e adulto. O processo reprodutivo inicia-se com a atração dos machos através de feromônios sexuais específicos liberados pelas fêmeas durante a noite. Após a cópula, a fêmea realiza a postura de pequenos ovos esféricos de coloração amarelada em grupos dispostos na face inferior das folhas das plantas hospedeiras. As lagartas recém-eclodidas alimentam-se continuamente até atingirem a maturidade larval, momento em que tecem um casulo de seda ralo, misturado às suas próprias cerdas urticantes, na serrapilheira ou sob detritos no solo, onde ocorre a pupação até a emergência do adulto alado.

Categoria de conservação: Não se encontra avaliada sob os critérios da Lista Vermelha da UICN (União Internacional para a Conservação da Natureza), sendo extraoficialmente considerada uma espécie de menor preocupação devido à sua distribuição geográfica estável, abundância local e capacidade de sobrevivência em ecossistemas severamente alterados.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 19/09/2026




Distribuição geográfica


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202324220/04/2021ArgentinaBuenos AiresAscensiónJavier Villamil
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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Dysschema sacrifica – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 22/09/2026.