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Dromococcyx pavoninus

Peixe-frito-pavonino


Dromococcyx pavoninus

Pelzeln, A, 1870
Yasiyateré Chico
Pavonine Cuckoo

Família: Cuculidae
Ordem: Cuculiformes
Classe: Aves
Filo / Divisão: Chordata
Reino: Animalia

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Estado de conservação de acordo BirdLife International: Preocupação menor


Descrição


Apresenta hábitos extremamente discretos e uma silhueta alongada perfeitamente adaptada à sobrevivência nos estratos inferiores de florestas densas. Medindo cerca de 27 a 30 centímetros de comprimento, este táxon exibe uma plumagem dorsal predominantemente marrom-escura com reflexos oliváceos, proporcionando uma camuflagem ideal contra a serrapilheira e os galhos secos. Destaca-se por possuir uma crista curta de cor ferrugínea ou canela, que se torna visível quando a ave está excitada ou alarmada. A região ventral é de coloração creme a ocrácea uniforme, sem as estrias densas comuns em outras espécies aparentadas do mesmo gênero. Sua cauda é marcadamente longa, graduada e com pontas brancas nas retrizes, conferindo-lhe uma silhueta elegante que lembra um pequeno faisão. O bico é fino, levemente curvado para baixo e de coloração cinzenta, perfeitamente desenhado para capturar presas ágeis.

Distribuição geográfica: Distribui-se de forma ampla, porém fragmentada e local, pela região neotropical da América do Sul. Ocorre desde o norte da Argentina (sobretudo na província de Misiones), leste do Paraguai, até grande parte do território do Brasil, habitando tanto a bacia amazônica quanto os remanescentes da Mata Atlântica. É encontrado também em áreas florestadas da Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela e nas Guianas. Devido ao seu comportamento extremamente arredio, os registros visuais são escassos em grande parte de sua área de ocorrência, sendo a vocalização o principal meio de constatação de sua presença.

Ambiente: Habita preferencialmente o sub-bosque de florestas úmidas tropicais e subtropicais, matas de galeria, capoeiras maduras e florestas montanas de encosta até altitudes de aproximadamente 1600 metros acima do nível do mar. Demonstra predileção por ambientes de vegetação densa e dossel fechado, onde a penetração de luz solar direta é limitada, oferecendo as condições ideais de sombra e cobertura vegetal para suas atividades de caça e abrigo.

Alimentação: Possui hábitos essencialmente insetívoros, alimentando-se de uma ampla variedade de invertebrados que habitam o sub-bosque. Sua dieta inclui gafanhotos, grilos, lagartas (inclusive as que possuem cerdas urticantes), besouros e aranhas. Eventualmente, pode capturar pequenos vertebrados terrestres, como pequenos lagartos. A estratégia de forrageamento baseia-se em pousar silenciosamente em galhos baixos, examinando visualmente o solo e a vegetação circundante, para então realizar ataques rápidos e precisos diretamente no solo ou na folhagem baixa.

Comportamento: É uma ave solitária e de difícil visualização, passando facilmente despercebida no interior da floresta. Sua presença é revelada principalmente por seu canto melancólico, que consiste em uma sequência de assobios finos e trêmulos que ecoam pela mata. Ao deslocar-se, realiza voos curtos e baixos entre arbustos. Uma de suas características comportamentais mais marcantes é o hábito de erguer e abrir a cauda em leque, assemelhando-se aos movimentos de um pavão em miniatura, o que justifica o epíteto específico da espécie.

Nidificação: Caracteriza-se por apresentar um comportamento reprodutivo altamente especializado de parasitismo de ninho obrigatório, o que significa que esta espécie não constrói ninhos, não choca seus próprios ovos e não cuida de sua progênie. A fêmea deposita seus ovos nos ninhos de pequenas aves insetívoras, principalmente tiranídeos (Tyrannidae) de pequeno porte, como espécies dos gêneros Myiarchus, Todirostrum e Mionectes. O ovo do parasita apresenta coloração semelhante à do hospedeiro para evitar a rejeição. Ao nascer, o filhote desta espécie geralmente empurra para fora do ninho os ovos ou os filhotes legítimos do hospedeiro, garantindo assim exclusividade na alimentação fornecida pelos pais adotivos.

Categoria de conservação: Está classificado como Pouco Preocupante (LC) na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Contudo, devido à sua forte dependência de ecossistemas florestais primários ou secundários maduros e de densidades saudáveis de suas espécies hospedeiras, a perda progressiva de habitat provocada pelo desmatamento e pela fragmentação florestal representa uma ameaça constante a médio e longo prazo para as suas populações.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 26/08/2026





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EcoRegistros. 2026. Peixe-frito-pavonino (Dromococcyx pavoninus) – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 24/09/2026.