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Diomedea sanfordi

Albatroz-real-do-norte


Diomedea sanfordi

Murphy, RC, 1917
Albatros Real Menor
Northern Royal Albatross

Família: Diomedeidae
Ordem: Procellariiformes
Classe: Aves
Filo / Divisão: Chordata
Reino: Animalia

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Outros nomes comuns: Albatros Real del Norte.

Sinônimos: Diomedea sanfordi.





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Registros de Océano Pacífico - Aguas chilenas

Estado de conservação de acordo BirdLife International: Ameaçadas


Descrição


Trata-se de uma ave marinha pelágica de grande porte pertencente à família Diomedeidae, caracterizada por uma impressionante envergadura de asas que varia entre 270 e 305 cm e um peso corpóreo compreendido entre 6,2 e 8,2 kg. A plumagem geral é predominantemente branca pura, englobando a cabeça, o pescoço, o dorso central e todas as partes inferiores do corpo, estabelecendo um contraste pronunciado com a face dorsal das asas, que se apresenta uniformemente preta-acastanhada. Esta coloração alar superior escura permanece constante ao longo da maturidade, diferenciando-se de espécies afins cujas asas clareiam com o avanço da idade. O bico, volumoso e terminado em gancho afiado, exibe coloração rosa-claro ou córnea com uma borda cortante distintamente marcada por uma linha longitudinal preta na maxila superior. Os membros inferiores e pés palmados ostentam um tom esbranquiçado a cinza-azulado.

Distribuição geográfica: Apresenta uma área reprodutiva extremamente restrita no planeta, concentrando mais de 99% de sua população nidificante no arquipélago das Ilhas Chatham (em particular nos ilhéus de Motuhara e Irmãs), além de uma pequena colônia continental estabelecida no cabo de Taiaroa Head, localizado na Península de Otago, Nova Zelândia. Fora do período de cria, realiza amplos deslocamentos circumpolares pelas latitudes frias do Oceano Austral, dispersando-se em direção às plataformas continentais da América do Sul, com forte presença nas águas do Chile, Peru e da bacia oceânica da Argentina, alcançando ocasionalmente o sul da África.

Ambiente: Ocupa ecossistemas estritamente marinhos oceânicos de águas temperadas e subantárticas, frequentando sistemas de ressurgência e bordas de plataformas continentais com intensa turbulência e riqueza biológica. O ambiente terrestre limita-se a ilhotas rochosas inóspitas, platôs marítimos e encostas varridas por fortes rajadas de vento com cobertura vegetal escassa de tussock e turfa, elementos geográficos indispensáveis para viabilizar as decolagens e aterrissagens do animal.

Alimentação: Sustenta sua dieta essencialmente pelo consumo de cefalópodes pelágicos, com predileção marcada por lulas da família Histioteuthidae, integrando também à sua nutrição peixes mesopelágicos, tunicados pelágicos e artrópodes marinhos. Os alimentos são capturados diretamente na lâmina superficial da água ou mediante mergulhos de impulsão extremamente rasos, que raramente ultrapassam a profundidade de dois metros. Mostra-se também uma consumidora oportunista de restos orgânicos e rejeitos de pesca descartados por embarcações industriais.

Comportamento: É uma especialista notável no voo por planeio dinâmico, aproveitando as correntes ascendentes geradas pelas ondas marinhas para cruzar milhares de milhas náuticas com esforço metabólico reduzido. Mantém hábitos eminentemente solitários em alto-mar, agregando-se temporariamente em pontos de farta disponibilidade alimentar. Demonstra maior atividade durante as primeiras horas da manhã e ao crepúsculo, ajustando sua busca por alimento aos ritmos da fauna marinha vertical.

Nidificação: Adota um sistema reprodutivo bienal quando obtém êxito na criação do filhote. Caracteriza-se pela estrita monogamia, com casais mantendo laços por longos períodos da vida, consolidados mediante exibições nupciais complexas de vocalizações e movimentos sincronizados de asas e bicos. Constrói um ninho elevado em formato de cone truncado utilizando terra compactada, matéria vegetal e fezes. A fêmea realiza a postura de um único ovo esbranquiçado entre os meses de outubro e novembro. A incubação estende-se por cerca de 80 dias em regime de revezamento parental, e o cuidado ao filhote demanda um período próximo a 240 dias até que a ave esteja emplumada e apta ao primeiro voo.

Categoria de conservação: Encontra-se listada formalmente sob o status de Em Perigo (EN) pela Lista Vermelha da UICN. As principais pressões antrópicas e naturais que afetam sua sobrevivência abrangem a extrema restrição espacial das colônias insulares de reprodução, a erosão do solo dos ninhos provocada por tempestades severas associadas ao aquecimento global e a mortalidade acidental gerada por espinheis e redes de arrasto pelágico.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 14/10/2026




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ID RegistroDataHora exataPaísProvincia / DepartamentoLugarFilmadoFotografadoVocalização gravadaObservadoOidaFerido ou mortoIndivíduos quantidadeUsuário ou BibliografiaDetalhe
171292928/01/2023ChileOcéano Pacífico - Aguas chilenasCamino sin nombrar (-32,758554, -71,651851)1María Alejandra Sosa
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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Albatroz-real-do-norte (Diomedea sanfordi) – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 15/10/2026.