O
Arapaçu-galinha (nome científico:
Dendrexetastes rufigula) é uma espécie de ave da família dos furnariídeos (
Furnariidae) e subfamília dos dendrocolaptíneos (
Dendrocolaptinae). É monotípico dentro do gênero
Dendrexetastes.
Etimologia: Arapaçu deriva do tupi
guirá, "ave",
-pa-, "bater", e
-açu, "grande". O nome genérico vem do grego antigo
dendron, "árvore", e
exetastēs, "examinador". O epíteto específico
rufigula vem do latim
rufus, "vermelho", e
gula, "garganta".
Distribuição e habitat: O arapaçu-galinha pode ser encontrada na Bolívia, Brasil (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima), Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela. Seus habitats naturais são: florestas subtropicais ou tropicais húmidas de baixa altitude e pântanos subtropicais ou tropicais, onde ocorre a 500 metros de altitude.
Taxonomia: O arapaçu-galinha é geneticamente mais próximo do arapaçu-de-bico-comprido (
Nasica longirostris). Quatro subespécies são reconhecidas:
- D.r. devillei (Lafresnaye, 1850) – oeste da Amazônia
- D.r. rufigula (Lesson, RP, 1844) – leste da Venezuela, Guianas e norte do Brasil
- D.r. moniliger Zimmer, JT, 1934 – centro-oeste do Brasil
- D.r. paraensis Lorenz von Liburnau, L, 1895 (arapaçu-canela-de-belém) – nordeste do Brasil ao sul da Amazônia
Uma revisão sistemática de 2016 apontou que possivelmente
D. r. moniliger e
D. r. paraensis correspondam a uma mesma subespécie.
Conservação: Em 2018, a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN / IUCN) classificou o arapaçu-rabudo como pouco preocupante em sua Lista Vermelha, considerando sua ampla distribuição. O tamanho da população não foi quantificado, mas acredita-se que não se aproxime dos limites para vulnerável sob o critério de tamanho da população. Apesar do fato de que a tendência populacional parece estar diminuindo, acredita-se que o declínio não seja suficientemente rápido para se aproximar dos limiares para vulnerável sob o critério de tendência populacional (>30% de declínio ao longo de dez anos ou três gerações). Em 2007, a subespécie
D. r. paraensis foi classificada como em perigo na Lista de espécies de flora e fauna ameaçadas de extinção do Estado do Pará; em 2018, a espécie foi classificada como pouco preocupante na Lista Vermelha do Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).