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Danaus erippus

Monarca Do Sul


Danaus erippus

Cramer 1775
Monarca del Sur
Southern Monarch

Família: Nymphalidae
Ordem: Lepidoptera
Classe: Insecta
Filo / Divisão: Arthropoda
Reino: Animalia

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Outros nomes comuns: Galeron.





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Descrição


Apresenta uma envergadura alar que varia de 90 a 110 milímetros, caracterizando-se por um padrão cromático dominantemente laranja brilhante entrecortado por uma rede bem definida de veias pretas. As margens externas de suas asas são contornadas por uma faixa escura profunda decorada com uma fileira dupla de pequenos pontos brancos e amarelados. Diferencia-se de outras espécies semelhantes por não apresentar a mancha apical preta compacta nas asas anteriores, exibindo em seu lugar uma gradação de tons acastanhados contínuos. O dimorfismo sexual é sutil; os machos possuem uma pequena mancha glandular preta nas asas posteriores responsável pela liberação de feromônios, além de apresentarem nervuras ligeiramente mais finas que as das fêmeas. Suas lagartas exibem listras transversais em tons de preto, amarelo e branco, com filamentos carnosos flexíveis situados nas extremidades anterior e posterior do corpo. A pupa é de coloração verde-clara com detalhes em dourado e preto dispostos em forma de coroa.

Distribuição geográfica: Encontra-se amplamente distribuída na porção meridional da América do Sul, abrangendo o centro e o sul do Brasil, grande parte do território do Paraguai, a totalidade do Uruguai e as províncias centrais e setentrionais da Argentina. Também registra ocorrências sazonais no leste da Bolívia e em vales temperados do Chile, demonstrando grande capacidade de dispersão através de diferentes ecossistemas sul-americanos.

Ambiente: Ocorre principalmente em biomas abertos, como os campos sulinos, pastagens nativas e savanas, além de se adaptar facilmente a ambientes antropizados, incluindo margens de estradas, plantações, parques urbanos e jardins domésticos. Sua presença está estritamente condicionada à existência de áreas úmidas ou margens de cursos d´água onde crescem de forma abundante as plantas hospedeiras de suas larvas.

Alimentação: É uma espécie fitófaga altamente especializada durante a sua fase larval, alimentando-se de forma exclusiva de plantas que produzem látex pertencentes à família Apocynaceae, com destaque para as espécies Asclepias curassavica, Araujia hortorum e Morrenia odorata. Essas plantas fornecem cardenolídeos que são acumulados no corpo da lagarta e mantidos até a fase adulta. Os adultos são nectarívoros generalistas e utilizam sua probóscide para sugar o néctar de diversas flores, especialmente da família Asteraceae, buscando plantas dos gêneros Senecio e Solidago para obter a energia necessária para manter seu voo ativo.

Comportamento: Destaca-se por um voo planado, suave e elegante, aproveitando de forma eficiente as correntes de ar quente para alcançar altitudes consideráveis. Embora não realize movimentos migratórios de longa distância tão massivos quanto a espécie do norte, realiza deslocamentos sazonais significativos, migrando para latitudes mais quentes ao norte durante o inverno austral. O padrão visual de suas asas é um exemplo clássico de aposematismo, atuando como um aviso visual para predadores sobre a presença de toxinas cardíacas em seu organismo.

Reprodução: Ocorre por meio de um complexo ritual de acasalamento aéreo no qual o macho persegue a fêmea, utilizando estruturas abdominais conhecidas como pincéis de pelos para liberar feromônios estimulantes. Após a cópula, a fêmea deposita seus ovos individualmente na face inferior das folhas das plantas hospedeiras. O período de incubação dura de cinco a oito dias, dando origem à lagarta que passará por cinco estágios larvais até se transformar em crisálida. O ciclo total, de ovo a adulto, dura aproximadamente de três a quatro semanas, variando de acordo com as condições térmicas do ambiente.

Categoria de conservação: Não está atualmente avaliada na Lista Vermelha da UICN em nível global, sendo considerada em avaliações regionais como de Pouco preocupante (LC). Contudo, suas populações locais enfrentam declínios silenciosos provocados pela perda de habitat decorrente da monocultura agrícola, pelo uso intensivo de herbicidas que eliminam as plantas hospedeiras essenciais e pelo desenvolvimento urbano desordenado que fragmenta suas rotas de dispersão.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 06/08/2026




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189335407/10/2023ArgentinaSanta FeLa Rioja 1109, Santo Tomé1Gustavo Fernando Durán
172123212/02/2023ArgentinaSanta FeArea Natural Protegida Laguna Juan de Garay (ex Bedetti), Santo Tomé1Gustavo Fernando Durán
166331527/10/2022ArgentinaSanta FeCastelli 1176, Santo Tomé1Gustavo Fernando Durán
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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Monarca Do Sul (Danaus erippus) – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 24/09/2026.