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Cynomys parvidens

Cão-da-pradaria-de-utah


Cynomys parvidens

Perrito de las Praderas de Utah
Utah Prairie Dog

Família: Sciuridae
Ordem: Rodentia
Classe: Mammalia
Filo / Divisão: Chordata
Reino: Animalia

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Outros nomes comuns: Perro de la Pradera de Utah, Perrito Llanero de Utah.





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Estado de conservação: Ameaçadas


Descrição


É um pequeno roedor escavador, de constituição robusta e comportamento altamente social, considerado uma das espécies de cães-da-pradaria com distribuição geográfica mais restrita da América do Norte. Possui corpo compacto, pernas curtas e fortes adaptadas à escavação e uma cauda relativamente curta com a extremidade mais escura. A cabeça é arredondada, com olhos grandes posicionados lateralmente, proporcionando um amplo campo de visão para detectar predadores, orelhas pequenas e pouco evidentes e vibrissas bem desenvolvidas, que auxiliam na exploração das galerias subterrâneas. A pelagem é densa e macia, variando entre tons de castanho-claro, bege e cinza-amarelado, sendo normalmente mais clara na região ventral. Essa coloração proporciona excelente camuflagem nos solos secos e campos onde vive. Como outros roedores, possui incisivos de crescimento contínuo, adaptados ao consumo constante de vegetação. Embora apresente aparência semelhante à de outras espécies de cães-da-pradaria, diferencia-se pelo tamanho, pela coloração, pelas vocalizações e por sua distribuição extremamente limitada.

Distribuição Geográfica: Sua distribuição está restrita ao centro-sul do estado de Utah, no oeste dos Estados Unidos, sendo uma espécie endêmica dessa região. Historicamente ocupava uma área muito mais ampla nos vales e planaltos do sudoeste de Utah, porém a transformação da paisagem reduziu e fragmentou grande parte de sua distribuição original. Atualmente, suas populações sobrevivem em colônias isoladas, localizadas principalmente nos condados de Iron, Beaver, Garfield, Kane, Piute, Sevier e Wayne. A manutenção dessas populações depende da conservação de áreas contínuas de campos naturais que permitam o deslocamento dos indivíduos e o intercâmbio genético entre as colônias.

Ambiente: Habita principalmente campos naturais, pradarias montanas, estepes arbustivas e vales abertos, geralmente entre 1.500 e 2.900 metros de altitude. Prefere terrenos relativamente planos ou suavemente inclinados, com solos profundos e bem drenados que facilitam a construção de extensos sistemas de tocas. Também pode ocupar pastagens manejadas, áreas agrícolas e outros ambientes modificados pelo ser humano quando as condições do solo e a disponibilidade de vegetação permanecem favoráveis. As colônias são compostas por complexas redes de túneis com numerosas entradas e câmaras destinadas ao descanso, à reprodução e à proteção contra predadores e condições climáticas adversas. Essas estruturas subterrâneas exercem importante função ecológica, melhorando a aeração do solo e oferecendo abrigo para diversas outras espécies.

Alimentação: É um herbívoro oportunista, alimentando-se principalmente de gramíneas, ervas, folhas, brotos, flores e sementes de uma ampla variedade de plantas. A composição da dieta varia ao longo do ano conforme a disponibilidade sazonal dos recursos vegetais. Durante a primavera consome grande quantidade de brotos novos e plantas em floração, enquanto nas épocas mais secas aumenta o consumo de sementes e vegetação mais resistente. Ocasionalmente pode ingerir pequenos insetos e outros invertebrados, embora esses representem apenas uma parcela muito pequena da alimentação. Seu hábito constante de pastejo influencia a estrutura da vegetação, favorecendo o crescimento de determinadas espécies e contribuindo para a dinâmica ecológica das pradarias nativas.

Comportamento: É uma espécie altamente social e diurna, vivendo em colônias compostas por grupos familiares estáveis. Os indivíduos mantêm uma complexa organização social baseada na cooperação, no reconhecimento entre vizinhos e na defesa coletiva do território. Grande parte do dia é dedicada à alimentação, à manutenção das tocas e à vigilância do ambiente a partir de pequenos montes de terra localizados junto às entradas dos túneis. Ao detectar qualquer ameaça, emitem vocalizações agudas e características que alertam rapidamente toda a colônia, permitindo que os animais se refugiem nas galerias subterrâneas. Também realizam frequentes interações sociais por meio de contatos físicos e comportamentos de limpeza mútua. Durante o inverno reduzem significativamente a atividade na superfície e podem permanecer longos períodos dentro das tocas para economizar energia, embora não entrem em verdadeira hibernação.

Reprodução: A reprodução ocorre principalmente no início da primavera, logo após o período mais frio do ano. Após uma gestação de aproximadamente um mês, a fêmea normalmente dá à luz três a seis filhotes, que nascem cegos, sem pelos e totalmente dependentes dos cuidados maternos. O parto ocorre em câmaras subterrâneas cuidadosamente revestidas com capim seco e outros materiais vegetais. Durante as primeiras semanas de vida, os filhotes permanecem protegidos dentro da toca enquanto são amamentados e cuidados pela mãe. Quando emergem pela primeira vez à superfície, começam gradualmente a explorar o ambiente e a participar das atividades da colônia, aprendendo rapidamente os comportamentos de alimentação, vigilância e comunicação. A maturidade sexual geralmente é alcançada durante o ano seguinte ao nascimento, dependendo das condições ambientais e da disponibilidade de alimento.

Categoria de Conservação: Está classificado como Vulnerável (Vulnerable) devido à sua distribuição extremamente restrita e à contínua fragmentação de suas populações. Historicamente sofreu grandes declínios em consequência da conversão das pradarias em áreas agrícolas, campanhas de erradicação por ser considerado uma praga, expansão urbana, surtos de peste silvestre e perda de conectividade entre as colônias. Atualmente, diversos programas de conservação concentram esforços na restauração do habitat, monitoramento populacional, translocação e reintrodução de indivíduos, manejo de doenças e proteção legal das principais colônias. Por desempenhar um importante papel como engenheiro do ecossistema, promovendo a aeração do solo e fornecendo abrigo para inúmeras outras espécies, sua conservação é considerada fundamental para a manutenção dos ecossistemas campestres do oeste dos Estados Unidos.


Autor desta compilação: EcoRegistros – 30/06/2026





Distribuição geográfica


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Fotografias da espécie

Quantidade: 2

Foto
ID de Fotografia: 119555
  Adulto

Bryce National Park
Utah
Estados Unidos
29/05/2015
Pablo Eguia
Foto
ID de Fotografia: 119554
  Adulto

Bryce National Park
Utah
Estados Unidos
29/05/2015
Pablo Eguia


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Registros da espécie

Quantidade: 1



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ID RegistroDataHora exataPaísProvincia / DepartamentoLugarFilmadoFotografadoVocalização gravadaObservadoOidaFerido ou mortoIndivíduos quantidadeUsuário ou BibliografiaDetalhe
34616829/05/2015Estados UnidosUtahBryce National ParkPablo Eguia
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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Cão-da-pradaria-de-utah (Cynomys parvidens) – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 17/09/2026.