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Culicidae sp.

Culicidae sp.


Família: Culicidae
Ordem: Diptera
Classe: Insecta
Filo / Divisão: Arthropoda
Reino: Animalia

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Descrição


Culicídeos (Culicidae) é uma família de insetos habitualmente chamados de muriçocas, mosquitos ou pernilongos. As fêmeas em muitas regiões são designadas vulgarmente como melgas. Como os outros membros da ordem Diptera, os mosquitos têm um par de asas e um par de halteres. Em geral, apresentam dimorfismo sexual acentuado: as fêmeas apresentam antenas pilosas e são muito mais corpulentas que os machos, que apresentam antenas plumosas.

As fêmeas na maioria das espécies de mosquitos sugam sangue (hematófaga) de outros animais, que lhes deu a fama de ser o mais mortífero vetor de doenças conhecido pelo homem, matando milhões de pessoas ao longo de milhares de anos e que continuam a matar milhões por ano com a disseminação de doenças.

O comprimento varia, mas raramente é superior a 16 milímetros, e peso de até 2,5 mg. Um mosquito pode voar por 1 a 4 horas continuamente até 1–2 km / h viajando até 10 km em uma noite. A maioria das espécies alimenta-se no período com menos luminosidade, do entardecer ao amanhecer.

Regionalismos: Em várias partes do Brasil, faz-se distinção entre mosquito e pernilongo: o primeiro refere-se a pequenas moscas, como as drosófilas, enquanto que o segundo, além dessa denominação, é também referido como "muriçoca". Na maioria dos estados da Região Norte do Brasil, este pernilongo chama-se "carapanã". As fêmeas do pernilongo são também conhecidas como "melgas" em Portugal.

Carapanã: Carapanã (do tupi [kaɾapaˈnã]) é um nome regional brasileiro dado aos mosquitos sugadores de sangue, principalmente na Região Norte do Brasil. São conhecidos em outras unidades federativas do Brasil como muriçoca, pernilongo, sovela ou mosquito-prego. Geralmente é um nome vulgar dado a insetos da ordem Diptera, família Culicidae, mais comumente relacionados aos gêneros Culex, Anopheles e Aedes. São pequenos dípteros, medindo em geral menos de um centímetro de comprimento ou de envergadura, corpo delgado e longas pernas. Nestes gêneros estão os mosquitos vetores do dengue e da malária, por exemplo, tendo então grande importância do ponto de vista sanitário e epidemiológico. Podem ser encontrados representantes desta família de norte ao sul do Brasil. Não se pode atribuir, contudo, o nome carapanã a uma única espécie, visto que o nome popular é generalizado.

Etimologia: "Mosquito" vem do latim musca. "Pernilongo" é uma referência às longas pernas do inseto. "Mosquito-prego" é uma referência a sua picada que se assemelha à perfuração de um prego. "Muriçoca", "meruçoca" e "muruçoca" são oriundos do tupi muri´soka. "Carapanã" vem do tupi karapa´nã. "Carapanã-pinima" vem da junção dos termos tupis karapa´nã ("mosquito") e pi´nima ("pintado"). "Fincão" e "fincudo" vem de "fincar" e são uma referência a sua picada. "Sovela" é uma referência ao instrumento cortante homônimo utilizado pelos sapateiros e correeiros, numa alusão à picada dos insetos. "Perereca" vem do gerúndio do tupi pere´reg, "ir aos saltos" e é uma alusão ao hábito do inseto de pular de um lugar para outro para fugir de seus inimigos. "Bicuda" é uma alusão à sua picada.

Evolução: Acredita-se que os mosquitos tenham evoluído há cerca de 170 milhões de anos, o primeiro registro conhecido ocorreu durante o período Jurássico (há 199 a 144 milhões de anos), sendo o mais antigo fóssil conhecidos do Cretáceo (há 144 a 65 milhões de anos).
Acredita-se que tenham evoluído na América do Sul, espalhando-se inicialmente para o norte do continente Laurásia e retornando aos trópicos pelo norte.

Hábitos alimentares: Nos chamados mosquitos a probóscide (tromba) está adaptada para a sucção de líquidos como néctar, seiva ou sangue. Ambos os sexos se alimentam de néctar, mas a fêmea também é capaz de hematofagia (beber sangue). Fêmeas não precisam de sangue para sobreviver, mas precisam de substâncias suplementares (como proteínas e ferro) para o desenvolvimento e postura dos seus ovos, menos a sub família Toxorhynchitinae que é constituída de larvas predadoras.

Anatomia: O mosquito é composto por uma cabeça, tórax e abdómen, o corpo é composto de uma série de segmentos. A cabeça é, na sua maior parte, composta dos olhos e probóscide. Cada olho é constituído por muitas e minúsculas lentes que formam um olho composto. Este tipo de olho permite um grande campo de visão que facilita a deteção de movimentos. O probóscide é o aparelho perfurante usado para sugar sangue de suas presas. O tórax tem um par de asas e um par de halteres. No abdómen se encontra o intestino posterior e as gónadas.

Ciclo de vida: Em seu ciclo de vida do mosquito sofre metamorfose completa, passando por quatro fases distintas: ovo, larva, pupa, e adultos, primeiramente descrito pelo filósofo grego Aristóteles.

Ovo: A fêmea do mosquito põe seus ovos, um de cada vez ou juntos em jangadas com uma centena ou mais, numa superfície fresca ou quaisquer águas estagnadas. Os mosquitos Anopheles e Aedes não fazem ovo jangadas mas põe seus ovos separadamente. Culex, Culiseta e Anopheles põe os seus ovos na água enquanto Aedes põe seus ovos em solo húmido que é periodicamente alagado pela água. A maioria dos ovos eclodem em larvas em cerca de 48 horas.

Larval: Os ovos incubados transformam-se em larvas que vivem na água, próximo à superfície, para respirar o ar atmosférico. A primeira fase larval é conhecida como o primeiro estágio. Com o crescimento ocorrem as mudas, cerca de quatro vezes, que cresce após cada muda. Após a primeira muda ocorre o segundo estágios e, em seguida, o terceiro estágio, depois o quarto. A maioria das larvas utiliza o sifão, que é um tubo ligado à superfície da água para respirar. As larvas Anopheles não têm um sifão e por isso se mantém paralelas à superfície da água. As larvas comem microrganismos e matéria orgânica na água. Elas podem viver na água de 7 a 14 dias, dependendo da temperatura. O comprimento das três primeiras etapas (ou estágios) depende da espécie e da temperatura, com temperaturas mais baixas há o aumento da duração da fase de desenvolvimento.

Pupa: As pupas são mais leves que a água e flutuam sobre a superfície enquanto ocorre a metamorfose da larva mosquito (mudanças) em um mosquito adulto em cerca de dois dias. Não apresentam boca e durante este período o mosquito não se alimenta e utiliza as reservas de energia acumuladas durante o período larval.

Adulto: Os adultos recém emergidos do estado de pupa deve repousar sobre a superfície da água por um curto espaço de tempo para permitir que o seu exoesqueleto se seque e todos os seus componentes endureçam antes que possa voar.

Chave: Chave de identificação das subfamílias que estão contidas na família Culicidae.

Larva: A subfamília Toxorhynchitinae se diferencia das outras subfamílias por ter a larva de porte grande com listra na região cefálica. O Culicinae e Anophelinae se diferenciam pelo sifão respiratório, que no Anophelinae esta ausente, o que os obriga a nadar paralelamente à água, e em Culicinae está presente, o que os permite formar um ângulo de 45°, em média, com a lâmina de água.

Adulto: Nos adultos, Toxorhynchitinae se diferencia das outras subfamília por ter a probóscide curva, normalmente para baixo, adaptada para coletar néctar, e o Culicinae e Anophelinae se diferenciam devido ao escutelo arredondado e primeiro tergito abdominal nu no Anophelinae, enquanto em Culicinae primeiro tergito abdominal com escamas e escutelo é trilobado.

Referência bibliográfica: 
  • Corrêa RR, Ramalho GR. Revisão de Phoniomyia Theobald, 1903. Folia Clínica et Biológica, 1956,25:1-176
  • Forattini OP. Culicidologia médica: identificação, biologia, epidemiologia v.2. EDUSP São Paulo, 2002.
  • Peryassú AG. Os Culicídeos do Brasil. Trabalho do Instituto de Manguinhos. Typographia Leuzinger, Rio de Janeiro, RJ, Brasil, 1908,322-407

Fonte: Wikipedia, artigo Culicidae sp.. Conteúdo adaptado da Wikipedia, disponível sob a licença CC BY-SA 4.0. Acessado em 17/07/2026.





Distribuição geográfica


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Últimos registros de alimentação

É consumida, predada ou capturada por...
GrupoEspécieDataUsuário
AracnídeosSarinda sp.12/03/2021Eduardo Beltrocco




Fotografias da espécie

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Conesa
Río Negro
Argentina
29/11/2024
Miguel Angel Barberis
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General Pico
La Pampa
Argentina
03/01/2024
Margarita Cervio
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Santo Tomé
Santa Fe
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02/05/2021
Eduardo Beltrocco
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Santo Tomé
Santa Fe
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19/04/2021
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Mar del Plata
Buenos Aires
Argentina
29/04/2017
Jorge Iriberri
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Mar del Plata
Buenos Aires
Argentina
29/04/2017
Jorge Iriberri
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Mar del Plata
Buenos Aires
Argentina
29/04/2017
Jorge Iriberri
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Santa Fe
Santa Fe
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06/03/2021
Eduardo Beltrocco
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Santo Tomé
Santa Fe
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28/02/2021
Eduardo Beltrocco
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Santo Tomé
Santa Fe
Argentina
11/02/2021
Eduardo Beltrocco
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Buenos Aires
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17/12/2019
Mateo Cocimano



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ID RegistroDataHora exataPaísProvincia / DepartamentoLugarFilmadoFotografadoVocalização gravadaObservadoOidaFerido ou mortoIndivíduos quantidadeUsuário ou BibliografiaDetalhe
230346311/06/202513:17ArgentinaSanta FeAvenida General López 3681, Santa Fe de la Vera Cruz1Gustavo Fernando Durán
226874201/03/2025ArgentinaEntre RíosGualeguaychú al este, Departamento GualeguaychúRodolfo Julio Velazquez
220173429/11/2024ArgentinaRío NegroGeneral Conesa, ConesaMiguel Angel Barberis
194214603/01/2024ArgentinaLa PampaPatio de mi casa, General PicoMargarita Cervio
140906002/05/2021ArgentinaSanta FeHumedal lindante al Rio Salado, Santo ToméEduardo Beltrocco
139575019/04/2021ArgentinaSanta FeSarmiento y Centenario, Santo ToméEduardo Beltrocco
137721406/03/2021ArgentinaSanta FeJardín Botánico Municipal Ing. Lorenzo Parodi, Santa FeEduardo Beltrocco
137506028/02/2021ArgentinaSanta FeComplejo Residencial El Paso, Santo ToméEduardo Beltrocco
137004111/02/2021ArgentinaSanta FeSarmiento y Centenario, Santo ToméEduardo Beltrocco
129515401/10/2020ArgentinaSanta FeAvenida General López 3681, Santa Fe1Gustavo Fernando Durán
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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Culicidae sp. – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 15/09/2026.