O
gnu-de-cauda-preta (
Connochaetes taurinus) também conhecido como
gnu-azul (do inglês
blue wildebeest),
boi-cavalo,
nhu ou, ainda,
cocone em Moçambique, é uma das duas espécies intimamente relacionadas do gênero
Connochaetes. É um mamífero artiodáctilo, integrante da tribo Alcelaphini, da subfamília Antilopinae, da família dos bovídeos, encontrado no leste e sul do continente africano. É uma espécie pouco preocupante, com uma população estável que ultrapassa um milhão de indivíduos.
O gnu-de-cauda-preta é uma das maiores espécies de antílopes, podendo atingir 118 a 145 cm de altura nos ombros, comprimento de 150 a 250 cm, e a cauda, caracteristicamente preta, atingindo de 56 cm até um metro. Pesam de 120 a 275 kg e os machos são maiores que as fêmeas; o peso recorde é de 260 kg para fêmeas e 290 kg para machos. Estes animais possuem grandes chifres em forma de ganchos, entendendo-se para baixo e para o lado e, em seguida, curvando-se para cima e para dentro. São maiores nos machos, podendo medir cerca de 90 cm, enquanto nas fêmeas têm metade do tamanho. Contam com uma pelagem acinzentada, mas face e cauda negras.
Taxonomia e etimologia: O gnu-de-cauda-preta foi descrito pela primeira vez pelo naturalista inglês William John Burchell em 1823 e ele deu-lhe o nome científico
Connochaetes taurinus. Ele compartilha o gênero
Connochaetes com o gnu-de-cauda-branca (
C. gnou), e é colocado na família dos bovídeos, ruminantes com cascos fendidos. O nome genérico
Connochaetes deriva das palavras gregas
κόννος,
konnos, "barba", e
χαίτη,
khaite, "cabelos soltos", "juba". O nome específico
taurinus tem origem na palavra grega
tauros, que significa um touro ou boi. O nome comum "gnu-de-cauda-preta" deriva da cor da cauda, que o diferencia da outra espécie de gnu. O nome "gnu-azul" refere-se ao notável brilho azul-prateado da pelagem. O termo "gnu" origina do nome usado para estes animais pelo povo Khoikhoi, uma tribo de pastores nativa do sudoeste da África.
Embora o gnu-de-cauda-preta e o gnu-de-cauda-branca estejam atualmente classificados no mesmo gênero, o primeiro foi previamente colocado em um gênero separado,
Gorgon. Porém, um estudo de cromossomos mitóticos e de DNA mitocondrial, realizado para entender melhor as relações evolutivas entre as duas espécies, constatou que elas tiveram uma relação filogenética próxima e divergiram há cerca de um milhão de anos.
Subespécies: O gnu-de-cauda-preta possui cinco subespécies:
- Connochaetes taurinus albojubatus (Thomas, 1912) – encontrada no Vale Gregory Rift, estendendo-se do norte da Tanzânia até o centro do Quênia
- Connochaetes taurinus cooksoni (Blaine, 1914) – restrita ao vale do rio Luangwa na Zâmbia, podendo vagar pelas regiões de planalto no centro do Malawi
- Connochaetes taurinus johnstoni (Sclater, 1896) – ocorre de Moçambique (norte do Rio Zambezi) até o centro-leste da Tanzânia; está extinta no Malawi
- Connochaetes taurinus mearnsi (Heller, 1913) – encontrada no norte da Tanzânia e sul do Quênia, estendendo-se do oeste do Vale Gregory Rift até o Lago Vitória, no Golfo de Speke.
- Connochaetes taurinus taurinus (Burchell, 1823) – encontrada no sul da África, desde a Namíbia e África do Sul até Moçambique (norte do Rio Orange) e do sudoeste da Zâmbia (sul do rio Zambeze) até o sul de Angola.