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Colonia colonus

Viuvinha


Colonia colonus

(Vieillot, LJP, 1818)
Yetapá Negro
Long-tailed Tyrant

Família: Tyrannidae
Ordem: Passeriformes
Classe: Aves
Filo / Divisão: Chordata
Reino: Animalia

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Estado de conservação de acordo BirdLife International: Preocupação menor


Descrição


É um passeriforme de pequeno porte pertencente à família Tyrannidae que impressiona pela sua silhueta inconfundível e hábitos conspícuos nos estratos mais altos. O comprimento do seu corpo gira em torno de 12 a 14 centímetros, no entanto, o traço morfológico mais marcante da espécie são as duas retrizes centrais da cauda extremamente alongadas, que podem estender-se por adicionais 24 centímetros nos machos adultos e cerca de 10 a 12 centímetros nas fêmeas. A plumagem corporal é predominantemente preto-carvão ou cinza-escuro, contrastando de forma notável com uma coroa e testa de coloração branco-creme ou cinza-claro, além de uma faixa branca no uropígio que se destaca quando a ave está em voo. O bico e as pernas são inteiramente pretos, e os olhos possuem íris castanho-escura. O dimorfismo sexual manifesta-se no comprimento reduzido das plumas caudais das fêmeas e na sua coloração corporal ligeiramente mais pálida e cinzenta.

Distribuição geográfica: Apresenta uma ampla distribuição geográfica pelas regiões tropicais e subtropicais das Américas. Sua ocorrência estende-se desde o sul da América Central, englobando territórios em Honduras, Nicarágua, Costa Rica e Panamá, até grande parte da América do Sul. É encontrada nas bacias hidrográficas da Colômbia, Venezuela, Guianas, bem como nas porções florestais do Equador, Peru, Bolívia e em quase todo o território do Brasil, exceto nas áreas mais áridas do Nordeste. Em seu limite meridional, alcança o leste do Paraguai e o extremo nordeste da Argentina, na província de Misiones.

Ambiente: Ocupa prioritariamente as bordas de florestas úmidas de planície, capoeiras altas, clareiras florestais, plantações com árvores esparsas e matas ciliares. Evita o sub-bosque denso e o interior fechado de florestas primárias, preferindo as zonas de dossel aberto e a periferia das matas, onde árvores mortas e galhos secos expostos servem como excelentes postos de observação. Pode ser encontrada desde o nível do mar até altitudes que alcançam cerca de 1500 metros, demonstrando maior abundância em regiões de baixada tropical.

Alimentação: Trata-se de uma ave estritamente insetívora. A sua estratégia de caça baseia-se no método de voo acrobático ou "sallying", no qual o indivíduo permanece empoleirado de forma ereta em um galho alto e desprovido de folhas, monitorando o espaço aéreo ao redor. Ao avistar presas como cupins alados, formigas aladas, besouros, moscas e vespas, realiza um voo rápido e preciso para capturar o inseto em pleno ar com um estalido de bico, retornando imediatamente ao seu poleiro de origem ou a um ponto próximo.

Comportamento: Revela-se uma espécie muito ativa, territorial e de fácil observação devido ao seu hábito de empoleirar-se em locais elevados e visíveis. Enquanto aguarda a passagem de presas, costuma realizar movimentos oscilatórios verticais com as longas penas da cauda, que flutuam ao vento como fitas escuras. Vive geralmente solitária ou em casais, defendendo bravamente o seu território de caça e nidificação contra outros indivíduos de sua própria espécie ou contra aves intrusas maiores, emitindo vocalizações agudas e assobios ascendentes bem marcados.

Nidificação: A reprodução desta espécie ocorre em cavidades preexistentes, aproveitando ninhos abandonados de pica-paus da família Picidae ou fendas naturais em troncos secos de árvores mortas, geralmente localizados a alturas consideráveis que variam entre 10 e 30 metros de altura. A fêmea é responsável por forrar o interior da cavidade com um arranjo de folhas secas, fibras vegetais, musgo e pequenas raízes. A postura consiste tipicamente de 2 ovos de coloração esbranquiçada ou creme com pequenas manchas marrom-avermelhadas. A incubação é realizada essencialmente pela fêmea, contudo, ambos os membros do casal empenham-se na alimentação dos filhotes e na defesa do ninho contra predadores.

Categoria de conservação: Está classificada como Pouco Preocupante (LC) pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). Embora as taxas de desmatamento representem um impacto negativo para diversas espécies florestais da região neotropical, a capacidade deste táxon de colonizar e utilizar com sucesso as bordas de matas e áreas alteradas pela ação humana garante-lhe uma população global estável e de baixo risco de extinção.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 16/08/2026





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36943614/11/2015ColômbiaValle del CaucaAguas Claras, BuenaventuraMax Gaitán
37037511/11/2015BrasilMinas GeraisClaravalCarlos Otávio Araujo Gussoni
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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Viuvinha (Colonia colonus) – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 26/09/2026.