Cereus hildmannianus é uma espécie de planta do gênero
Cereus na família dos cactus.Sua distribuição é incerta mas incluí Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina.
Planta arborescente ou arbustiva, até 15 m de altura, com ou sem tronco bem desenvolvido; ramos cilíndricos, segmentados, verdes ou glaucos com 5 a 12 costelas muito variáveis no número, menores que 5 a 7 cm de altura e 1 a 3 cm de profundidade; aréolas circulares, lanosas marrons ou brancas, cinzas na maturidade; com 0 a 10 espinhos cada, muito semelhantes entre si.
Flores: Com 10 a 15 cm de diâmetro por 10 a 14 cm de comprimento, brancas com tépalas externas rosadas.
Frutos: Bagas de 5 a 12 cm de diâmetro e 7 a 12 cm de comprimento, globosos, amarelos, alaranjados ou vermelhos, abrem-se do ápice para a base ao longo de três linhas, polpa branca, com sementes ovadas com 3 mm de comprimento por 2.8 mm de largura, pretas, sem brilho, testas reticuladas.
Cereus hildmannianus foi nomeado pela primeira vez por Karl M. Schumann em 1890. As plantas nomeadas como
Cereus uruguayensis" por Roberto Kiesling em 1982 foram reduzidas a "C. hildmannianus subsp.
uruguayensis de Nigel P. Taylor em 1998, criando assim o pela nomenclatura padrão de autonomeação
C. hildmannianus subsp. "hildmannianus". A subespécie
hildmannianus tem o mesmo intervalo que a espécie como um todo e geralmente é sem espinhos, ao contrário do subsp.
uruguayensis.
A subespécie típica,
Cereus hildmannianus subsp. hildmannianus, no Brasil ocorre em Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, principalmente na Mata Atlântica e é caracterizada por apresentar flor com comprimento maior do que 25 cm. Já a
Cereus hildmannianus subsp. uruguayanus é de distribuição restrita ao bioma Pampa e é caracterizada pelo tamanho da flor, com 15 a 18 cm de comprimento.
Distribuição: Encontrada na Argentina, Brasil (Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo), Paraguai e no Uruguai. No Rio Grande do Sul, ocorre nos biomas Mata Atlântica e Pampa. Status de Conservação: Espécie registrada em unidade de conservação de proteção integral. Apresenta ampla área de distribuição.
| Image | Nome científico | Distribuição |
|---|
| 120px]] | C. hildmannianus subsp. hildmannianus | Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina |
| 120px]] | C. hildmannianus subsp. uruguayensis | Brasil e Uruguay. |
Ecologia: Planta encontrada em solos arenosos, rochosos, afloramentos e em paredões. Ocorre eventualmente como epífita sobre árvores e arbustos. Floresce de outubro a fevereiro. A flor é noturna e se fecha pela manhã. Todas as partes da planta são comestíveis pela fauna. No Rio Grande do Sul, é utilizada como ornamental e os frutos são apreciados pela população. Comumente é utilizada por aves para construção de ninhos.
Cereus hildmannianus está na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas a IUCN como Pouco Preocupante (LC).