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Canis latrans

Coiote


Canis latrans

Coyote
Coyote

Família: Canidae
Ordem: Carnivora
Classe: Mammalia
Filo / Divisão: Chordata
Reino: Animalia

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Outros nomes comuns: Lobo de la Pradera, Perro de la Pradera.





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Registros de Banff

Estado de conservação: Preocupação menor


Descrição


Trata-se de um dos canídeos mais bem-sucedidos e adaptáveis das Américas, reconhecido por sua extraordinária versatilidade ecológica e pela capacidade de prosperar em uma ampla variedade de ambientes. Possui corpo esguio, pernas longas, focinho estreito e orelhas grandes e eretas que garantem excelente audição. A pelagem geralmente apresenta uma combinação de tons acinzentados, castanhos, amarelados e avermelhados, proporcionando camuflagem eficiente em diferentes habitats. A cauda é longa e peluda, normalmente mantida para baixo durante o deslocamento. Seu porte é intermediário entre uma grande raposa e um pequeno lobo, embora exista significativa variação geográfica. A musculatura desenvolvida permite percorrer grandes distâncias e perseguir presas com notável resistência. Sua inteligência, capacidade de aprendizagem e flexibilidade comportamental contribuíram decisivamente para o sucesso da espécie em ambientes naturais e modificados pelo ser humano.

Distribuição geográfica: Canis latrans é nativo da América do Norte, onde originalmente ocupava principalmente regiões abertas e semiáridas. Ao longo dos últimos séculos, entretanto, expandiu sua distribuição de forma extraordinária, colonizando praticamente toda a América do Norte, grande parte da América Central e inclusive setores do norte da América do Sul. Atualmente ocorre desde o Alasca e o Canadá até o Panamá, continuando a ampliar sua área de ocorrência. O declínio de grandes predadores em alguns ecossistemas e sua elevada capacidade de adaptação favoreceram essa expansão.

Ambiente: Habita uma enorme diversidade de ambientes, incluindo pradarias, desertos, áreas arbustivas, florestas temperadas, florestas tropicais secas, zonas úmidas, áreas agrícolas, ambientes suburbanos e até grandes centros urbanos. Embora historicamente estivesse associado a áreas abertas, atualmente demonstra grande capacidade de utilização de habitats florestais e paisagens urbanizadas. Geralmente seleciona locais que oferecem abrigo, disponibilidade de alimento e áreas adequadas para instalação de tocas. Sua excepcional plasticidade ecológica permite a permanência em ambientes intensamente transformados pelas atividades humanas.

Alimentação: É um mamífero onívoro e altamente oportunista, capaz de explorar uma grande variedade de recursos alimentares. Sua dieta inclui pequenos mamíferos, aves, répteis, anfíbios, insetos, frutos, sementes e carcaças. Também pode consumir resíduos de origem humana quando vive próximo a áreas urbanas ou rurais. A composição alimentar varia consideravelmente de acordo com a região, a estação do ano e a disponibilidade de recursos. Em determinados locais exerce papel importante no controle de populações de roedores, enquanto em outros contribui para a dispersão de sementes.

Comportamento: Possui hábitos predominantemente crepusculares e noturnos, embora possa apresentar atividade diurna em áreas pouco perturbadas. É uma espécie inteligente, adaptável e socialmente flexível. Dependendo das condições ambientais, pode viver solitária, em casais reprodutivos ou em pequenos grupos familiares. Mantém territórios por meio de vocalizações e marcações odoríferas. Seus característicos uivos, latidos e chamadas complexas desempenham funções relacionadas à comunicação e à defesa territorial. Demonstra grande capacidade de ajustar estratégias de obtenção de alimento conforme as circunstâncias locais.

Reprodução: A reprodução geralmente ocorre uma vez por ano. Durante a estação reprodutiva, os laços entre os membros do casal tornam-se mais fortes, sendo comum que permaneçam juntos por vários anos. Após uma gestação de aproximadamente dois meses, a fêmea dá à luz uma ninhada cujo tamanho pode variar conforme as condições ambientais e a disponibilidade de alimento. Os filhotes nascem cegos e totalmente dependentes dos cuidados parentais. Tanto o macho quanto a fêmea participam da alimentação e proteção dos jovens. Os juvenis permanecem junto ao grupo familiar durante vários meses antes de alcançarem independência.

Categoria de conservação: Em nível global, a espécie encontra-se classificada como Pouco Preocupante (LC) devido à ampla distribuição, abundância populacional e extraordinária capacidade de adaptação. As populações são geralmente estáveis e continuam se expandindo em diversas regiões. Entretanto, ameaças locais incluem perseguição direta, atropelamentos, doenças e conflitos relacionados às atividades humanas. Apesar disso, a espécie mantém populações saudáveis em grande parte de sua área de distribuição.


Autor desta compilação: EcoRegistros – 24/06/2026





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ID RegistroDataHora exataPaísProvincia / DepartamentoLugarFilmadoFotografadoVocalização gravadaObservadoOidaFerido ou mortoIndivíduos quantidadeUsuário ou BibliografiaDetalhe
90515403/06/2011CanadáAlbertaBanffPablo Eguia
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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Coiote (Canis latrans) – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 20/09/2026.