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Calidris alpina

Calidris alpina

(Linnaeus, C, 1758)
Playerito Panza Negra
Dunlin

Família: Scolopacidae
Ordem: Charadriiformes
Classe: Aves
Filo / Divisão: Chordata
Reino: Animalia

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Registros de Estados Unidos
Registros de Florida
Registros de Fort Desoto Park (st. Petersburg)

Estado de conservação de acordo BirdLife International: Quase Ameaçado


Descrição


Apresenta porte médio entre as aves limícolas, atingindo um comprimento total de 17 a 21 cm, envergadura de 32 a 36 cm e massa corporal variando entre 40 e 85 gramas. Sua conformação anatômica é robusta e compacta, destacando-se pelo bico preto ligeiramente longo que se curva suavemente para baixo em sua porção distal. Durante a plumagem nupcial reprodutiva, ostenta um padrão dorsal finamente mesclado de ferrugem, castanho e preto, apresentando como característica diagnóstica marcante uma grande mancha abdominal preta, a qual contrasta nitidamente com o peito esbranquiçado estriado. No período não reprodutivo, essa plumagem vistosa é substituída por um padrão sóbrio de tonalidades cinzentas uniformes no dorso e ventre quase puramente branco. As pernas são moderadamente curtas e exibem coloração preto-escura. O dimorfismo sexual é muito sutil, com fêmeas exibindo bicos discretamente mais longos.

Distribuição geográfica: Possui uma distribuição circumpolar holártica bastante ampla, nidificando predominantemente no extremo norte do globo terrestre. Seus territórios reprodutivos cobrem as latitudes do Ártico e subártico, englobando o norte do Alasca, o arquipélago ártico do Canadá, as costas da Groenlândia, Islândia, o norte da Escandinávia e a tundra setentrional da Rússia ao longo de toda a Sibéria. Em sua migração outonal, desloca-se milhares de quilômetros para o sul, passando o inverno nas zonas litorâneas da América do Norte, na costa atlântica da Europa ocidental, na bacia do mar Mediterrâneo, no litoral noroeste e ocidental da África e ao longo da costa temperada e subtropical do leste da Ásia, alcançando o arquipélago do Japão e o sul da China.

Ambiente: Ocupa áreas de tundra úmida, turfeiras abertas, charnecas de musgos e marismas costeiras durante a curta estação reprodutiva no Ártico. Nos períodos de passagem migratória e nos seus quartéis de invernada, a espécie é eminentemente marinha e litorânea, habitando vastas planícies de vasa entremarés, estuários abrigados, lagunas costeiras hipersalinas, enseadas e praias arenosas de baixa declividade. Em menor escala, pequenas populações ou indivíduos em trânsito podem ser observados utilizando ambientes aquáticos interiores de água doce, tais como margens lodosas de represas, pântanos efêmeros, campos agrícolas inundados e lagoas de tratamento de efluentes.

Alimentação: Classifica-se como um carnívoro bentônico oportunista que consome uma variedade expressiva de pequenos invertebrados. Nos ambientes marinhos e estuarinos, nutre-se principalmente de anelídeos poliquetas, minúsculos moluscos bivalves, caramujos marinhos e crustáceos anfípodes. Já nos sítios de procriação árticos, altera sua preferência para presas de água doce e terrestres, consumindo vorazmente larvas e formas adultas de dípteros da família Chironomidae, tipulídeos, pequenos coleópteros e aracnídeos, ingerindo também sementes de plantas pioneiras. Para capturar as presas, introduz repetida e velozmente o bico na lama com um movimento vertical vigoroso, localizando o alimento por meio de corpúsculos táteis altamente sensíveis situados no ápice da maxila.

Comportamento: Demonstra elevado gregarismo fora do período de procriação, reunindo-se em bandos gigantescos que manobram no ar com perfeita sincronia em voos ondulantes e reluzentes, estratégia eficiente contra predadores aéreos. O ritmo de suas atividades diárias é rigidamente pautado pelas oscilações das marés: enquanto a maré alta força o descanso coletivo em poleiros seguros acima da linha da água, o refluxo da maré baixa desencadeia uma dispersão imediata pelas coroas de lama expostas para forrageamento, atividade que realizam inclusive à noite sob luar. Durante a fase nupcial, os machos estabelecem territórios bem definidos, exibindo voos ondulados com asas vibrantes associados a vocalizações triladas e territorialistas.

Nidificação: A nidificação ocorre diretamente no solo da tundra, onde a ave seleciona tufos densos de gramíneas ou elevações secas para mitigar o risco de alagamentos. O macho escava pequenas depressões superficiais e a fêmea escolhe uma para preenchê-la delicadamente com folhas secas de salgueiro-anão, líquens e fragmentos vegetais secos. A postura padrão é composta invariavelmente por quatro ovos piriformes, de coloração verde-oliva a camurça, densamente ornamentados por manchas castanho-escuras. A incubação perdura de 21 a 22 dias, sendo compartilhada por ambos os membros do casal. Os filhotes são nidífugos, nascendo revestidos por penugem críptica altamente isolante; deixam o ninho poucas horas após o nascimento para buscar alimento por conta própria, alcançando capacidade de voo entre 19 e 21 dias.

Categoria de conservação: Encontra-se classificada como Pouco Preocupante (LC) na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza. Não obstante a magnitude populacional em escala global, algumas de suas subespécies geograficamente restritas enfrentam declínios preocupantes. As principais pressões antrópicas incluem a conversão de áreas entremarés por obras de engenharia costeira e drenagem, a poluição química das zonas estuarinas, as alterações ecológicas provocadas pelas mudanças climáticas sobre a tundra ártica e a elevação progressiva do nível do mar que submerge sítios cruciais de alimentação e descanso.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 15/10/2026




Distribuição geográfica


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ID RegistroDataHora exataPaísProvincia / DepartamentoLugarFilmadoFotografadoVocalização gravadaObservadoOidaFerido ou mortoIndivíduos quantidadeUsuário ou BibliografiaDetalhe
2269208/01/2009Estados UnidosFloridaFort Desoto Park (st. Petersburg)Pablo Meoniz
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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Calidris alpina – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 16/10/2026.