Não quer ver anúncios? Cadastre-se...




C. chilensis X C. antarctica

C. chilensis X C. antarctica


Família: Stercorariidae
Ordem: Charadriiformes
Classe: Aves
Filo / Divisão: Chordata
Reino: Animalia

 Solicitar mudança



Filtros



Não é considerado espécies


Descrição


Apresenta-se como um morfotipo híbrido de porte robusto que expressa caracteres fenotípicos intermediários derivados do cruzamento entre duas linhagens de mandriões austrais, exibindo uma compleição vigorosa, tórax largo e um bico negro volumoso provido de um gancho apical aguçado e recurvado. O comprimento corporal total situa-se entre 53 e 60 cm, a sua envergadura atinge entre 130 e 145 cm, e a massa corpórea oscila entre 1200 e 1850 g, situando-se numa posição biométrica intermediária entre a estrutura volumosa da forma antártica e a silhueta mais ágil da linhagem chilena. A plumagem denota um padrão críptico castanho-escuro no manto e no píleo, permeado por evidentes nuances canela-ferrugíneas nas coberturas inferiores das asas, flancos e ventre, as quais refletem a herança genética chilena atenuada pela tonalidade pardo-fuliginosa da contraparte antártica. Durante o voo planado, sobressaem grandes manchas branco-puras na base das rêmiges primárias, formando um contraste cromático nítido contra o corpo escuro. Os membros posteriores e as patas palmadas exibem uma pigmentação cinza-ardósia ou negra, dotadas de unhas pontiagudas e curvas empregadas com firmeza na contenção de presas.

Distribuição geográfica: Encontra-se confinado às zonas de hibridação e áreas de contato reprodutivo do sul da América do Sul, abrangendo o litoral rochoso do Canal Beagle, o setor leste da Terra do Fogo, arquipélagos costeiros da província de Santa Cruz e enseadas remotas da Patagônia argentina. Registros consistentes confirmam igualmente a presença reprodutiva em simpatria nas Ilhas Malvinas (Falkland Islands). Durante os meses de dispersão pós-reprodutiva e inverno austral, realiza deslocamentos pelágicos significativos em direção ao norte através da plataforma marinha do Atlântico Sul, alcançando águas neríticas em frente à costa de Buenos Aires e ao litoral sul do Brasil, além de incursões esporádicas pelos canais patagônicos do Chile.

Ambiente: Ocupa prioritariamente zonas litorâneas escarpadas, ilhotas desérticas de substrato rochoso, promontórios expostos aos ventos oceânicos e tundras costeiras dominadas por gramíneas do gênero Poa. Prefere sítios elevados que proporcionam visibilidade desimpedida sobre o mar e proximidade estratégica de densas colônias de aves marinhas. No período não reprodutivo, adota um estilo de vida amplamente pelágico, dispersando-se sobre as águas frias e altamente produtivas moldadas pelo fluxo setentrional da Corrente das Malvinas, evitando deliberadamente formações florestais fechadas ou águas interiores calmas.

Alimentação: Sustenta um regime trófico eminentemente carnívoro e generalista, situando-se no topo da cadeia trófica como predador ativo, necrófago oportunista e cleptoparasita persistente. Alimenta-se regularmente de ovos e juvenis de pinguins-de-magalhães (Spheniscus magellanicus), corvos-marinhos (Leucocarbo atriceps) e pequenas aves procelariiformes. Ingere com facilidade peixes pelágicos como a manjerona (Sprattus fuegensis), cefalópodes, caranguejos bentônicos e carcaças de mamíferos marinhos encalhados na costa, consumindo igualmente descartes de vísceras produzidos pela pesca de arrasto industrial em alto-mar.

Comportamento: Revela uma índole marcadamente territorial, hostil e audaciosa nas imediações dos seus sítios de pouso e nidificação. Notabiliza-se pelas perseguições aéreas vigorosas empreendidas contra gaivotas, trinta-réis e pequenos albatrozes, acossando as vítimas com investidas sucessivas até forçar a regurgitação imediata dos alimentos ingeridos. No solo, movimenta-se com altivez e emite chamamentos ásperos e estridentes enquanto levanta as asas em rituais de intimidação. Quando animais terrestres ou humanos transpõem o perímetro de segurança da colônia, reage executando voos picados em alta velocidade em direção ao intruso.

Nidificação: Constrói o seu ninho no chão em terrenos desimpedidos de cascalho ou vegetação rasteira, escavando uma depressão rasa no solo que por vezes forra superficialmente com tufos de musgo, líquens secos e restos de penas. A postura desenvolve-se nos meses de novembro e dezembro, sendo constituída geralmente por um ou dois ovos manchados com tonalidades verde-oliva e salpicos pardo-escuros que asseguram camuflagem eficaz contra a predação visual. A incubação perdura por um período de 28 a 32 dias, partilhada assiduamente por ambos os progenitores. Os filhotes nascem semiprecociais cobertos por densa penugem críptica, abandonando o ninho após poucos dias para se ocultarem nas fendas rochosas adjacentes, completando o empenamento pleno entre os 40 e 50 dias de vida.

Categoria de conservação: Carece de uma classificação individual nas listas oficiais da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), por representar um produto de hibridação natural entre Catharacta chilensis e Catharacta antarctica (ambos os táxons enquadrados sob a categoria de Pouco Preocupante ou Least Concern). As suas populações locais enfrentam impactos indiretos associados ao declínio localizado de recursos pesqueiros pela exploração marinha comercial, à contaminação acidental por hidrocarbonetos e aos efeitos do aquecimento global sobre as correntes oceânicas do extremo austral.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 01/11/2026




Distribuição geográfica


Carregando mapa...




Fotografias da espécie

Quantidade: 26




 Ver todas as fotografias das espécies




 Adicionar uma imagem para esta folha






Vocalizações da espécie

Últimas vocalizações publicadas



 Adicionar um áudio para esta folha





Vídeos da espécie

Últimas filmagens publicadas




 Adicionar um filme para esta folha





Relatórios da espécie



 Detalhe de lugares ordenada pelo número de registros






Registros da espécie

Quantidade: 13



Página 1 de 2
ID RegistroDataHora exataPaísProvincia / DepartamentoLugarFilmadoFotografadoVocalização gravadaObservadoOidaFerido ou mortoIndivíduos quantidadeUsuário ou BibliografiaDetalhe
175238202/04/2023ArgentinaOcéano Atlántico - Aguas argentinasMar ArgentinoPablo Eguia
176078401/04/2023ArgentinaBuenos AiresReserva Natural Punta RasaDiego Trillo
175238301/04/2023ArgentinaBuenos AiresPunta Rasa, Reserva Natural Punta RasaGustavo Daniel González
175238101/04/2023ArgentinaBuenos AiresReserva Natural Punta RasaPablo Eguia
175238523/11/2022ArgentinaSanta CruzIsla Pinguino, Parque Interjurisdiccional Marino Isla PingüinoJose Luis Vera
175238702/02/2022ArgentinaSanta CruzIsla Pinguino, Parque Interjurisdiccional Marino Isla PingüinoHernán Tolosa
175238827/03/2021ArgentinaSanta CruzIsla Pinguino, Parque Interjurisdiccional Marino Isla PingüinoDolores Fernandez
175239208/03/2020ArgentinaSanta CruzReserva Natural Ria Deseado, Puerto DeseadoJorge Schlemmer
175239305/02/2020ArgentinaSanta CruzParque Interjurisdiccional Marino Isla PingüinoHéctor Horacio García
175239105/02/2020ArgentinaSanta CruzIsla Pinguino, Parque Interjurisdiccional Marino Isla PingüinoMaría Del Carmen Fabeiro
Página 1 de 2

 Adicionar um registro para esta folha

📖
Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. C. chilensis X C. antarctica – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 02/11/2026.