Não quer ver anúncios? Cadastre-se...





Icono de la especie
Gaviao-preto

Buteogallus urubitinga
(Gmelin, JF, 1788)
Águila Negra
Great Black Hawk

Família: Accipitridae
Ordem: Accipitriformes
Classe: Aves
Filo / Divisão: Chordata
Reino: Animalia

 Solicitar mudança
Filtros do mapa

Registros de Pantanal

Estado de Conservação de acordo BirdLife International: Preocupação menor

Outros nomes comuns: Águila Negra Grande, Águila Negra Mayor.

Sinônimos: Falco urubitinga.

Subespécies:


Descrição: Ave de rapina de grande porte e aparência robusta, facilmente reconhecida por sua plumagem predominantemente negra, que lhe confere um aspecto marcante quando observada em voo ou pousada. Possui asas largas e relativamente longas, adaptadas para planar por longos períodos utilizando correntes térmicas. A cauda é de comprimento médio e apresenta uma faixa branca larga e bem visível, especialmente durante o voo, sendo um dos principais caracteres de identificação da espécie. O bico é forte, curvado e escuro, apropriado para rasgar presas, enquanto as pernas são relativamente longas e amareladas, equipadas com garras poderosas. Os olhos geralmente escuros reforçam a expressão intensa típica das aves de rapina. Os indivíduos jovens apresentam aparência diferente da dos adultos, com plumagem marrom-escura ou enegrecida marcada por manchas claras, formando um padrão salpicado que desaparece gradualmente com a idade. À medida que amadurecem, as penas tornam-se mais uniformemente escuras, adquirindo o aspecto característico dos adultos.

Distribuição geográfica: Distribui-se amplamente desde o México e a América Central até grande parte da América do Sul, incluindo Colômbia, Venezuela, Equador, Peru, Bolívia, Paraguai, Brasil, Uruguai e Argentina. Dentro dessa vasta área ocorre principalmente em regiões tropicais e subtropicais, mas também alcança áreas temperadas do sul do continente. Na Argentina é registrada principalmente nas províncias do norte e centro, geralmente associada a ambientes úmidos. Em muitas regiões é considerada residente, embora possam ocorrer deslocamentos locais relacionados às variações no nível da água ou na disponibilidade de alimento. É frequentemente observada ao longo de grandes rios, áreas alagadas e planícies inundáveis, onde encontra boas condições para a caça.

Ambiente: Está fortemente associada a ambientes ligados à água, como rios, lagoas, pântanos, brejos, manguezais e matas ciliares. Também pode ocorrer em savanas sazonalmente inundáveis e áreas abertas próximas a cursos d’água. Nessas paisagens utiliza árvores altas, postes ou outras estruturas elevadas como poleiros para observar o ambiente à procura de presas. Embora apresente certa tolerância a áreas modificadas pelo ser humano, geralmente necessita de extensões relativamente amplas de habitats naturais ou seminaturais capazes de sustentar uma boa disponibilidade de presas. Em regiões tropicais pode ocorrer desde áreas de baixa altitude até elevações moderadas, ocupando tanto bosques abertos quanto bordas de floresta.

Alimentação: A dieta é bastante variada e composta principalmente por vertebrados de pequeno e médio porte, embora também possa consumir outros organismos de forma oportunista. Entre as presas mais comuns estão peixes, anfíbios, répteis — especialmente serpentes e lagartos —, pequenos mamíferos e aves. A estratégia de caça frequentemente envolve observar o ambiente a partir de um poleiro elevado, lançando-se rapidamente quando detecta movimento. Em ambientes aquáticos pode caminhar em águas rasas ou posicionar-se próximo à margem para capturar peixes ou anfíbios. Também são conhecidos comportamentos oportunistas, incluindo o consumo de animais debilitados ou carcaças quando disponíveis. Essa flexibilidade alimentar contribui para sua capacidade de ocupar diferentes tipos de ecossistemas.

Comportamento: Geralmente é observada sozinha ou em pares, mantendo territórios relativamente amplos dentro de seu habitat. Grande parte do dia é passada alternando períodos de vigilância em poleiros elevados com voos de patrulha sobre a área ocupada. Durante o voo apresenta batimentos firmes das asas combinados com longos planeios, o que permite deslocar-se com eficiência ao longo de rios e áreas alagadas. Embora muitas vezes seja silenciosa, pode emitir vocalizações fortes e ásperas, principalmente durante a época reprodutiva ou em disputas territoriais. Em várias regiões é comum vê-la pousada em árvores próximas à água, observando atentamente o solo ou a superfície da água em busca de presas.

Nidificação: A reprodução geralmente ocorre durante a estação seca ou no início da estação chuvosa, dependendo da região. Constrói um grande ninho de gravetos, localizado na copa de árvores altas, frequentemente próximo a corpos d’água. O interior pode ser forrado com folhas verdes ou outros materiais vegetais. A postura normalmente consiste em um ou dois ovos claros com manchas acastanhadas. Ambos os adultos participam da defesa do território e do cuidado com a prole, embora a incubação seja realizada principalmente pela fêmea. Os filhotes permanecem no ninho por várias semanas, período durante o qual recebem alimento trazido pelos pais. Após deixarem o ninho, os jovens ainda dependem dos adultos por algum tempo enquanto desenvolvem suas habilidades de voo e caça.

Categoria de conservação: Em nível global é classificada como Pouco Preocupante (Least Concern) pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Sua ampla distribuição geográfica e capacidade de adaptação a diferentes ambientes contribuem para populações relativamente estáveis em grande parte de sua área de ocorrência. Contudo, em algumas regiões pode ser afetada por degradação de áreas úmidas, desmatamento e poluição de corpos d’água, fatores que reduzem a disponibilidade de presas e locais adequados para reprodução. A conservação de ecossistemas aquáticos e de matas ciliares é fundamental para garantir a permanência dessa espécie e de outras aves de rapina associadas a ambientes úmidos.

 

Autor desta compilação: EcoRegistros – 05/03/2026




Carregando mapa...




Últimas fotografias publicadas

Foto
ID de Fotografia: 657869
  Adulto

Pantanal
Mato Grosso
Brasil
15/09/2025
Manuel Godoy
Foto
ID de Fotografia: 654420
  Adulto

Pantanal
Mato Grosso
Brasil
12/09/2025
Manuel Godoy
Foto
ID de Fotografia: 217369
  Adulto

Pantanal
Mato Grosso
Brasil
25/08/2017
Susana Gomez



 Ver todas as fotografias das espécies




 Adicionar uma imagem desta espécie





Últimas vocalizações publicadas




 Adicionar um áudio desta espécie





Últimas filmagens publicadas


ID Video: 688
  Imaturo

Pantanal
Mato Grosso
Brasil
20/07/2013
João Sérgio Barros



 Ver todos los videos de la especie




 Adicionar um filme desta espécie





 Relatórios


 Detalhe de lugares ordenada pelo número de registros







Página 1
ID RegistroDataHora exataPaísProvincia / DepartamentoLugarFilmadoFotografadoVocalização gravadaObservadoOidaFerido ou mortoIndivíduos quantidadeUsuário ou BibliografiaDetalhe
237960015/09/2025BrasilMato GrossoTranspantaneira, PantanalManuel Godoy
236913312/09/2025BrasilMato GrossoPorto Jofre, PantanalManuel Godoy
234660821/08/2025BrasilMato GrossoHotel Mato Grosso, PantanalNicolas Olejnik
234523319/08/2025BrasilMato GrossoRio São Lourenço desde Porto Jofre, PantanalNicolas Olejnik
234393518/08/2025BrasilMato GrossoRio São Lourenço desde Porto Jofre, PantanalNicolas Olejnik
234292916/08/2025BrasilMato GrossoPouso Alegre, PantanalNicolas Olejnik
230589616/06/2025BrasilMato GrossoPousada Piuval, PantanalNicolas Olejnik
230523414/06/2025BrasilMato GrossoPousada Piuval, PantanalNicolas Olejnik
230472013/06/2025BrasilMato GrossoRio São Lourenço desde Porto Jofre, PantanalNicolas Olejnik
230389811/06/2025BrasilMato GrossoPouso Alegre, PantanalNicolas Olejnik
Página 1

 Adicionar um registro desta espécie

Citação recomendada:

EcoRegistros. 2026. Gaviao-preto (Buteogallus urubitinga) - Folha de espécies. Acedido de https://www.ecoregistros.org em 09/03/2026.










Fatbirder's Top 1000 Birding Websites

EcoRegistros ® - Copyright © 2011-2026
Jorge La Grotteria
Todos os direitos reservados