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Buteogallus meridionalis

Gaviao-caboclo


Buteogallus meridionalis

(Latham, J, 1790)
Aguilucho Colorado
Savanna Hawk

Família: Accipitridae
Ordem: Accipitriformes
Classe: Aves
Filo / Divisão: Chordata
Reino: Animalia

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Outros nomes comuns: Gavilán Sabanero, Gavilán Cangrejero Colorado, Busardo Sabanero.

Sinônimos: Heterospizias meridionalis, Falco meridionalis.





Filtros



Estado de conservação de acordo BirdLife International: Preocupação menor


Descrição


Apresenta uma silhueta esguia e um porte elegante, caracterizando-se como uma ave de rapina de médio a grande porte classificada cientificamente como Buteogallus meridionalis, com comprimento corporal que varia entre 46 e 61 centímetros e envergadura de asas que pode atingir até 120 centímetros. A plumagem dos adultos exibe uma coloração chamativa ruiva ou canela-avermelhada na maior parte do corpo, ornamentada com um delicado barrado transversal cinza-escuro ou preto no peito e abdômen. As asas são largas e arredondadas, com as penas primárias pretas nas pontas, criando um forte contraste cromático em voo. A cauda é relativamente curta e preta, interrompida por uma faixa central branca muito visível e uma ponta terminal também esbranquiçada. Seus membros inferiores são notavelmente longos, desprovidos de penas e de cor amarela brilhante, adaptados para caminhar com agilidade pelo solo. Os olhos têm íris castanho-clara a amarelada, complementados por uma cera amarela e um bico preto, curvo e afiado.

Distribuição geográfica: Distribui-se amplamente pela região neotropical, cobrindo uma vasta área territorial que se inicia no extremo sul da América Central, especificamente no Panamá, e se estende continuamente por toda a América do Sul. Sua presença é extremamente comum em países como Colômbia, Venezuela (especialmente na região de Los Llanos), Trindade e Tobago, Guiana, Suriname e Guiana Francesa. Ao sul, sua área de distribuição abrange quase a totalidade do território brasileiro (exceto a Bacia Amazônica densamente florestada), estendendo-se pela Bolívia, Paraguai, norte e centro da Argentina, e alcançando as fronteiras setentrionais do Uruguai.

Ambiente: Habita preferencialmente ecossistemas abertos e semiabertos, mostrando forte predileção por savanas inundáveis, campos úmidos, planícies aluviais e margens de banhados e brejos. É uma espécie altamente adaptável que coexiste bem com as atividades humanas, sendo frequentemente avistada em áreas agrícolas, pastagens de gado e zonas com vegetação secundária baixa. Evita estritamente formações florestais densas, como florestas tropicais contínuas, necessitando da presença de árvores esparsas, postes de energia ou mourões de cerca que sirvam como poleiros indispensáveis para caça.

Alimentação: Possui uma dieta generalista e extremamente oportunista, adaptando sua estratégia de caça à disponibilidade sazonal de recursos. Alimenta-se ativamente de uma grande variedade de presas capturadas diretamente no solo, incluindo pequenos mamíferos como roedores, répteis como lagartos e serpentes de tamanho moderado, anfíbios, caranguejos de água doce e uma enorme quantidade de grandes invertebrados, como gafanhotos, besouros e lagartas. Ocasionalmente, complementa sua dieta com pequenos peixes presos em poças temporárias que estão secando, bem como com filhotes de aves que caem de seus ninhos.

Comportamento: É observado habitualmente de forma solitária ou em casais territoriais, pousando em postura ereta sobre estacas de cerca, galhos baixos ou cupinzeiros ao longo de estradas. É um excelente planador que utiliza as correntes térmicas para ganhar altura, realizando voos de patrulha lentos e majestosos. Um de seus comportamentos mais fascinantes e icônicos é a sua atração por queimadas e incêndios agrícolas; esta ave voa ativamente em direção às frentes de fogo para capturar com extrema eficiência os animais que tentam escapar das chamas. Emite uma vocalização muito característica, descrita como um grito agudo, prolongado e áspero, usado para defender o território e se comunicar com o parceiro.

Nidificação: O período reprodutivo está geralmente associado à transição entre a estação seca e o início das chuvas. Constrói um ninho volumoso em formato de plataforma, utilizando gravetos e ramos secos, cujo interior é forrado com folhas verdes e capim macio para amortecimento. Essa estrutura costuma ser posicionada a alturas variáveis, geralmente entre 5 e 15 metros, preferencialmente na copa de palmeiras ou árvores isoladas com folhagem densa para garantir proteção contra predadores. A fêmea costuma depositar um único ovo branco ou branco-azulado, ocasionalmente decorado com manchas marrons suaves. Ambos os pais participam ativamente do processo de incubação, que dura cerca de 35 a 40 dias, bem como da alimentação e defesa do filhote.

Categoria de conservação: Está classificada como uma espécie de Pouco Preocupante (LC) na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da UICN. Sua população global é considerada estável e até mesmo em expansão em certas regiões, uma vez que o desmatamento de florestas primárias para a criação de pastagens e expansão agrícola gerou novos habitats propícios para a colonização da espécie. Não enfrenta ameaças críticas em grande escala, embora a contaminação por agroquímicos em zonas de agricultura intensiva represente um risco potencial à sua saúde reprodutiva.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 19/07/2026




Distribuição geográfica


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177827427/12/2018ArgentinaFormosaSeccional Estero Poí, Parque Nacional Río PilcomayoMartín Lépez
85993827/12/2018ArgentinaSanta FeSan Jerónimo del SauceAndrés Cecconi
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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Gaviao-caboclo (Buteogallus meridionalis) – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 25/09/2026.