Buprestídeos (cientificamente denominados
Buprestidae; popularmente denominados, em inglêsː
splendour beetles,
shinning woodborers,
jewel beetles,
metallic wood-boring beetles ou
flat-head borers -pl.; em portuguêsː
bupreste,
besouro-cai-cai ou
besouro-manhoso -sing.; estas últimas denominações pelo fato de se jogarem ao solo e fingirem-se de mortos quando ameaçados, em um procedimento conhecido como tanatose) são uma família de insetos da ordem Coleoptera e superfamília Buprestoidea, proposta por William Elford Leach no ano de 1815 e apresentando mais de 15.000 espécies de distribuição cosmopolita, sendo considerada pelos estudiosos um grupo homogêneo de insetos cujo corpo alongado, estreito e mais ou menos plano, forma um só bloco, perfeitamente rígido devido à forte junção do protórax com os élitros e o abdômen, afunilados em sua porção final, de maneira abrupta ou suavemente; apenas variando um pouco de formatos mais estreitos para mais arredondados. Suas dimensões podem variar de 1 milímetro até 9.5 centímetros de comprimento.
Etimologia e significado: Segundo o
Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, o termo
buprest, provindo do grego, significa
boûs = boi +
préthô = queimar, inflamar ou inchar; definindo literalmente como "aquilo que queima os bois; inseto que os bois encontram nas forragens e que os faz inchar ou morrer". Godinho Jr. (2011) cita o termo
bous = boi +
prestes = incendiando.
Coloração e tegumento: Além das características descritas, os Buprestidae são besouros de coloração variada, em tons de verde, violeta, azul e castanho metálicos, mas também em cores não-metálicas de tonalidade vermelha, amarela, laranja ou apenas em negro homogêneo, tanto em sua face ventral quanto dorsal; podendo apresentar diversos desenhos sobre seus élitros, geralmente dotados de estrias longitudinais ou pequenas escavações, mesclando tais tonalidades. Sua função é apossemática, graças à substâncias denominadas
buprestins, que apresentam sabor desagradável (impalatabilidade) para os seus predadores. Dentre tais substâncias, citam-se
buprestin A e
buprestin B, presentes na espécie australiana
Stigmodera maculata. O tegumento de algumas espécies, de gêneros como
Julodis ou
Acmaeoderella, apresenta cerdas sobre sua superfície; enquanto outras possuem uma pulverulência (uma poeira fina) parda ou amarelada, denominada induto céreo, a lhes recobrir o corpo.
Descrição da larva: Besouros Buprestidae possuem larvas de forma alongada e subcilíndrica, de coloração branca ou em tons de creme, sem pernas ou providas de pernas extremamente pequenas, com suas extremidades anteriores dilatadas e achatadas; de acordo com ngelo Moreira da Costa Lima, lembram a forma de uma palmatória. Suas cabeças são relativamente diminutas, parcialmente introduzidas no protorax. Elas empupam e emergem, transformadas em adultos, através dos orifícios dos seus vegetais hospedeiros.
Alimentação: São besouros exclusivamente fitófagos; encontrados, antes de sua pupação, em galerias nos troncos apodrecidos, vivos ou recém-cortados ou incendiados, podendo também fazer galerias em ramos ou produzir galhas; ou seja, são brocas (também chamadas coleobrocas) de troncos e raízes de árvores sãs, doentes ou mortas, e também de caules e hastes de plantas herbáceas, com algumas espécies minadoras e galhadoras. Os adultos podem ser encontrados se alimentando de pólen e néctar de flores ou de cascas, galhos e folhas. Por tais hábitos, algumas espécies desempenham certa importância econômica quando cavam suas galerias em plantas frutíferas ou em madeiras aproveitadas industrialmente.
Subfamílias e tribos: - Subfamília Julodinae Lacordaire, 1857
- Subfamília Polycestinae Lacordaire, 1857
:Tribo
Acmaeoderini Kerremans, 1893:Tribo
Astraeini Cobos, 1980:Tribo
Bulini Bellamy, 1995:Tribo
Haplostethini LeConte, 1861:Tribo
Paratracheini Cobos, 1980:Tribo
Perucolini Cobos, 1980:Tribo
Polycestini Lacordaire, 1857:Tribo
Polyctesini Cobos, 1955:Tribo
Prospherini Cobos, 1980:Tribo
Ptosimini Kerremans, 1903:Tribo
Thrincopygini LeConte, 1861:Tribo
Tyndaridini Cobos, 1955:Tribo
Xyroscelidini Cobos, 1955- Subfamília Galbellinae Reitter, 1911
- Subfamília Chrysochroinae Laporte, 1835
:Tribo
Chrysochroini Laporte, 1835:Tribo
Dicercini Gistel, 1848:Tribo
Evidini Tôyama, 1987:Tribo
Paraleptodemini Cobos, 1975:Tribo
Paratassini Bílý and Volkovitsh, 1996:Tribo
Poecilonotini Jakobson, 1913:Tribo
Sphenopterini Lacordaire, 1857:Tribo
Vadonaxiini Descarpentries, 1970- Subfamília Buprestinae Leach, 1815
:Tribo
Actenodini Gistel, 1848:Tribo
Anthaxiini Gory and Laporte, 1839:Tribo
Bubastini Obenberger, 1920:Tribo
Buprestini Leach, 1815:Tribo
Chrysobothrini Gory and Laporte, 1836:Tribo
Coomaniellini Bílý, 1974:Tribo
Curidini Holyński, 1988:Tribo
Epistomentini Levey, 1978:Tribo
Exagistini Tôyama, 1987:Tribo
Julodimorphini Kerremans, 1903:Tribo
Kisanthobiini Richter, 1949:Tribo
Maoraxiini Holyński, 1984:Tribo
Melanophilini Bedel, 1921:Tribo
Melobaseini Bílý, 2000:Tribo
Mendizabaliini Cobos, 1968:Tribo
Nascionini Holyński, 1988:Tribo
Phrixiini Cobos, 1975:Tribo
Pterobothrini Volkovitsh, 2001:Tribo
Stigmoderini Lacordaire, 1857:Tribo
Thomassetiini Bellamy, 1987:Tribo
Trigonogeniini Cobos, 1956:Tribo
Xenorhipidini Cobos, 1986- Subfamília Agrilinae Laporte, 1835
:Tribo
Agrilini Laporte, 1835:Tribo
Aphanisticini Jacquelin du Val, 1859:Tribo
Coraebini Bedel, 1921:Tribo
Tracheini Laporte, 1835- †Subfamília Parathyreinae Alexeev, 1994