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Boa constrictor

Boa constrictor

Philippi
Boa Constrictora

Família: Boidae
Ordem: Squamata
Classe: Reptilia
Filo / Divisão: Chordata
Reino: Animalia

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Outros nomes comuns: Lampalagua, Boa De Las Vizcacheras.





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Registros de Campo Andino


Descrição


É um réptil escamado de grande porte pertencente à família Boidae, amplamente reconhecido por sua estrutura corporal robusta, musculatura vigorosa e uma cabeça triangular bem definida, que se destaca nitidamente do restante do corpo. Este táxon pode atingir comprimentos que variam comumente entre 3 e 4 metros na natureza, sendo que as fêmeas adultas superam significativamente os machos em tamanho e peso. O padrão de coloração do seu dorso é altamente críptico, composto por um fundo de tons cinzentos, pardos ou amarelados, sobreposto por manchas escuras em formato de sela que se tornam progressivamente avermelhadas ou terracota na extremidade posterior do corpo, auxiliando na camuflagem sobre a serapilheira das florestas. Suas escamas são pequenas, lisas e conferem um aspecto iridescente sob a luz solar. Apresenta estruturas vestigiais denominadas esporões pélvicos, localizados nas laterais da cloaca, que são mais desenvolvidos nos machos e utilizados ativamente como estímulo tátil durante o cortejo sexual.

Distribuição geográfica: Apresenta uma distribuição geográfica extremamente vasta no continente americano, estendendo-se desde o sul do México, passando por diversos países da América Central como Costa Rica e Panamá, até alcançar as porções central e norte da Argentina na América do Sul. É uma espécie amplamente distribuída por todo o território do Brasil, habitando as bacias hidrográficas dos rios Amazonas e Paraná, além de ocorrer em várias ilhas costeiras e caribenhas, o que evidencia sua notável capacidade de dispersão.

Ambiente: Ocupa uma ampla variedade de biomas terrestres, demonstrando preferência marcante por florestas tropicais úmidas e matas de galeria. No entanto, devido à sua grande plasticidade adaptativa, estabelece-se com facilidade em ecossistemas mais secos, como o Cerrado, a Caatinga, savanas, zonas arbustivas e áreas agrícolas ou semiurbanas alteradas pelo ser humano. Embora passe grande parte do tempo no solo, possui excelentes habilidades de escalada, utilizando a copa das árvores para termorregulação e caça, além de ser uma exímia nadadora, frequentemente associada a corpos d´água permanentes.

Alimentação: Trata-se de um predador carnívoro generalista e oportunista que abate suas presas por meio da constrição. Sua dieta é extremamente abrangente e sofre transições ontogenéticas à medida que o réptil se desenvolve. Enquanto os indivíduos juvenis predam preferencialmente lagartos, pequenos roedores e anfíbios, os adultos focam em presas de maior porte, incluindo aves, gambás, ratos de grande porte, morcegos e pequenos primatas. Ao rastrear a presa com o auxílio de receptores químicos e térmicos altamente precisos, desfere um bote rápido, prende a vítima com seus dentes recurvados e aperta o corpo do animal até cessar a circulação sanguínea deste, engolindo-o inteiro logo em seguida.

Comportamento: Exibe hábitos de vida predominantemente solitários e uma atividade concentrada nos períodos crepuscular e noturno, passando as horas mais quentes do dia abrigada em troncos caídos, tocas vazias ou entre a ramagem densa das árvores. Os espécimes mais jovens são predominantemente arborícolas como estratégia para evitar predadores, ao passo que os adultos de grande porte tendem a adotar um estilo de vida mais terrestre. Diante de ameaças, prefere fugir silenciosamente ou confiar em sua camuflagem; contudo, se encurralada, adota uma postura de defesa ativa, realizando um forte siseio e desferindo botes defensivos para afastar o perigo.

Reprodução: O processo reprodutivo deste animal é caracterizado pela ovoviviparidade, sistema no qual o desenvolvimento dos embriões ocorre dentro de ovos de casca membranosa que permanecem abrigados no oviduto da fêmea até estarem prontos para o nascimento. O período gestacional dura entre 120 e 150 dias, variando de acordo com as condições de temperatura ambiental. Ao término desse período, a fêmea dá à luz uma ninhada que varia de 10 a mais de 50 filhotes completamente formados e independentes, medindo de 30 a 45 centímetros cada, os quais já nascem aptos para caçar e sobreviver de maneira autônoma.

Categoria de conservação: Globalmente, a espécie é classificada sob o status de Pouco preocupante (LC) pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), em decorrência de sua ampla área de ocorrência. Contudo, em nível local, muitas populações sofrem declínios severos resultantes da perda e fragmentação do habitat, atropelamentos em rodovias, caça retaliatória e captura ilegal voltada para o comércio internacional de peles e o mercado de pets exóticos. Para garantir sua proteção e monitorar o comércio internacional, a espécie está listada no Apêndice II da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES).



Compilação e publicação: EcoRegistros – 21/08/2026




Distribuição geográfica


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ID RegistroDataHora exataPaísProvincia / DepartamentoLugarFilmadoFotografadoVocalização gravadaObservadoOidaFerido ou mortoIndivíduos quantidadeUsuário ou BibliografiaDetalhe
121170508/03/2020ArgentinaSanta FeLaguna Añapiré, Campo Andino1Diego Oscar
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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Boa constrictor – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 14/09/2026.