Bassia scoparia, comummente conhecida como
belverde, é uma espécie de planta com flor pertencente à família Quenopodiáceas.
Nomes comuns: Dá ainda pelos seguintes nomes comuns:
valverde e
mirabela (não confundir com a Prunus domestica susbp. syriaca, que consigo partilha este nome).
Trata-se de uma planta herbácea anual que pode ascender aos 150 centímetros de altura. É tomentosa, o que quer dizer que se reveste de penugem, pelo menos nos ramos floridos. Tem um caule erecto e ramoso.
No que toca às folhas, medem de 15 a 25 milímetros de comprimento e 3 a 4 milímetros de largura. Têm um formato linear ou linear-lanceolado, tanto podendo ser glabras como pubescentes. As folhas basais costumam ser trinervadas ao passo que as superiores já costumam ser uninervadas.
As brácteas costumam medir entre 5 a 8 milímetros de comprimento por 0,7 a 1,2 milímetros de largura. Encontra-se dotada de um variedade particular de inflorescência, chamada
glomérulo, em que as flores formam um aglomerado globoso. Os glomérulos desta espécie são formados por grupos de até 3 flores.
Distribuição: É natural da Eurásia, particularmente da Europa de Leste, da região do Cáucaso, da Ásia Central, do Nepal e do Paquistão, tendo sido introduzida mais tarde no continente americano e noutras partes Europa, onde se naturalizou.
Portugal: Trata-se de uma espécie presente no território português, nomeadamente os seguintes táxones infraespecíficos:
- Bassia scoparia subsp. scoparia - presente em Portugal Continental , mais concretamente nas zonas da Terra Fria Transmontana, do Centro-oeste calcário e do Centro-oeste olissiponense.
Em termos de naturalidade é nativa da região atrás referida. Não se encontra protegida por legislação portuguesa ou da Comunidade Europeia.
Ecologia: Trata-se de um espécie ruderal, que marca presença tanto em courelas agricultadas, como em espaços ocupados pelo homem, mesmo os urbanos.
Taxonomia: A autoridade científica da espécie é (L.) Voss, tendo sido publicada em
Deutsche Gartenrat 1(37): 289-290 (1903). Esta espécie foi transportada para o género
Bassia por Andrew J. Scott em 1978.
Etimologia: Do que toca ao nome científico desta espécie:
- O nome genérico, Bassia, trata-se de um neologismo latino, que latiniza o apelido do botânico oitocentista italiano Fernando Bassi, para o homenagear.
- O epíteto específico, scoparia, provém da palavra latina para «vassoura», por derivação do étimo latino scōpo «varrer», por alusão ao costume de se usar esta planta no fabrico de vassouras artesanais.
No que toca aos nomes comuns:
- O substantivo «belverde» provém do italiano belvedere e significa «belo de se ver».
Sinonímia: - Kochia scoparia (L.) Schrad
- Atriplex scoparia (L.) Crantz
- Bassia sicorica (O.Bolòs & Masclans) Greuter & Burdet
- Bassia sieversiana (Pall.) W.A.Weber
- Bushiola scoparia (L.) Nieuwl.
- Chenopodium scoparia L.
- Kochia densiflora Turcz. ex Aellen
- Kochia parodii Aellen
- Kochia scoparia (L.) Schrad.
- Kochia sicorica O.Bolòs & Masclans
- Kochia sieversiana (Pall.) C.A.Mey.
- Kochia trichophylla hort.
- Salsola scoparia (L.) M.Bieb.
- Salsola sieversiana Pall. ex Steud.
- Salsola songarica Siev. ex Pall.
- Suaeda cinerea Schur
- Suaeda sieversiana Pall.