Não quer ver anúncios? Cadastre-se...




Bassaricyon alleni

Olingo


Bassaricyon alleni

(Thomas, 1880)
Eastern Lowland Olingo

Família: Procyonidae
Ordem: Carnivora
Classe: Mammalia
Filo / Divisão: Chordata
Reino: Animalia

 Solicitar mudança



Filtros


Registros de Acre

Estado de conservação: Preocupação menor


Descrição


Bassaricyon alleni é uma espécie de olingo conhecida por ser um animal arborícola e pelos seus hábitos noturnos. Também chamado de olingo das terras baixas orientais, possui diferentes nomes populares, como olingo, jupará, jurupará, jupurá e gatiara. O mesmo pertence ao gênero Bassaricyon, da família Procyonidae - cujos representantes mais conhecidos são o quati e o guaxinim - e que está classificada na ordem Carnívora. Descrita por Thommas (1880), sua distribuição ocorre pelos territórios da região norte do Brasil, Venezuela, Guiana, Equador, Colômbia e ao leste da Cordilheira dos Andes, na Bolívia.

Etimologia: O termo Bassaricyon vem da junção das expressões gregas bassara (raposa) e kyôn (cachorro), devido a aparência de “cachorro-raposa” destes mamíferos, enquanto seu epípeto alleni homenageia Joel Aspah Allen, diretor americano e cientista do Museu de História Natural de Nova York.

Descrição Morfológica: O olingo é um animal de pequeno porte que apresenta pelagem de tom laranja acinzentado, com a ponta dos seus pelos tanto da parte dorsal com coloração preta., enquanto os da parte ventral são mais claros, adotando um tom acinzentado fraco. Os pelos de sua face e coroa são pequenos e esbranquiçados, também exibindo pontas pretas mais alongadas, apresentando uma coloração cinza claro e se diferenciando do resto do corpo. Ostenta uma cauda longa, com pelos compridos e crespos e de coloração semelhante ao dourado, podendo também apresentar anéis, caracterizados pela intercalação de tonalidades entre seções da cauda.

Distribuição Geográfica: O jupará-de-Allen é natural da Floresta Tropical Amazônica e da Floresta do Piemonte Oriental, assim apresentando uma ampla distribuição geográfica pela América Latina. Ele é encontrado nas encostas e florestas do leste dos Andes, além de áreas florestadas da Venezuela, Guiana, Colômbia, leste do Equador e do Peru, nordeste da Bolívia e nos estados brasileiros de Roraima, Amazonas e Acre. Apesar de sua faixa de elevação se estender até 2.000 metros acima do nível do mar, a maioria dos registros datam esse animal vivendo em planícies abaixo de 1.000 metros, com exceção das espécimes observadas no Peru e Equador, onde esta faixa varia em regiões entre 1.100 a 2.000 metros.

No Brasil, sua presença é observada no sudoeste da Amazônia, com registros ao sul do rio Amazonas e a oeste e possivelmente a leste do rio Madeira, hipótese levantada graças a um avistamento não confirmado em uma região próxima. No mais, observações indicam que o olingo possa ocorrer nos estados de Roraima e no norte do Pará, além do mesmo já ter sido registrado em reservas como a Reserva Ecológica do Rio Gregório/AM, no Parque Nacional da Serra do Divisor/AC e na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Cujubim, Uacari e Piagaçu-Purus/AM.

Ecologia e Comportamento: Os olingos são descritos como animais arborícolas, mas que atravessam espaços amplos no solo; apresentam hábitos noturnos e solitários, apesar de alguns indivíduos já terem sido observados andando em pares. São animais onívoros, consumindo predominantemente frutas, mas também se alimentando de néctar e conteúdo animal proveniente de animais invertebrados e pequenos vertebrados, como insetos, pequenos roedores e filhotes pássaros.[4]

Durante um estudo sobre seu comportamento de acasalamento, foi observado a vocalização grave da fêmea durante a cópula e, frequentemente, o macho mordia a parte traseira do pescoço e das costas da fêmea - um comportamento semelhante ao observado em outros procionídeos. Não se sabe o tempo certo de gestação da espécie, mas a hipótese é de que seja similar ao de outras espécies de Bassaricyon, com duração de dois meses e meio e havendo apenas um filhote por gestação. Sua expectativa de vida também não é datada, porém, uma fêmea em cativeiro foi capaz de viver durante vinte e cinco anos e três meses.

As espécies do gênero Bassaricyon ocorrem restritamente em florestas tropicais e subtropicais úmidas e, apesar de serem consideradas abundantes nos locais onde ocorrem, também são consideradas escassas ao longo de sua área de distribuição. No caso do Bassaricyon alleni, por ser dependente de uma área de cobertura florestal em redução, pressupõe-se que a espécie esteja enfrentando um declínio em sua população. Além disso, a disputa pelos mesmos recursos com outras espécies também pode contribuir para o quadro populacional dos olingos.

Fonte: Wikipedia, artigo Bassaricyon alleni. Conteúdo adaptado da Wikipedia, disponível sob a licença CC BY-SA 4.0. Acessado em 17/07/2026.





Distribuição geográfica


Carregando mapa...




Fotografias da espécie

Últimas fotografias publicadas

Foto
ID de Fotografia: 387124
  Adulto

Cruzeiro do Sul
Acre
Brasil
30/01/2020
Glauco Oliveira



 Ver todas as fotografias das espécies




 Adicionar uma imagem desta espécie






Vocalizações da espécie

Últimas vocalizações publicadas



 Adicionar um áudio desta espécie





Vídeos da espécie

Últimas filmagens publicadas




 Adicionar um filme desta espécie





Relatórios da espécie



 Detalhe de lugares ordenada pelo número de registros








Página 1
ID RegistroDataHora exataPaísProvincia / DepartamentoLugarFilmadoFotografadoVocalização gravadaObservadoOidaFerido ou mortoIndivíduos quantidadeUsuário ou BibliografiaDetalhe
120982130/01/2020BrasilAcreCruzeiro do SulGlauco Oliveira
Página 1

 Adicionar um registro desta espécie

📖
Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Olingo (Bassaricyon alleni) – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 30/09/2026.