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Attagis malouinus

Attagis malouinus

(Boddaert, P, 1783)
Agachona Patagónica
White-bellied Seedsnipe

Família: Thinocoridae
Ordem: Charadriiformes
Classe: Aves
Filo / Divisão: Chordata
Reino: Animalia

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Sinônimos: Tetrao malouinus.





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Registros de Argentina

Estado de conservação de acordo BirdLife International: Preocupação menor


Descrição


Apresenta-se como um dos maiores e mais robustos membros de sua família, exibindo uma silhueta compacta que lembra uma transição evolutiva entre uma ave limícola e um galiforme. Mede entre 27 e 30 centímetros de comprimento e pesa de 310 a 400 gramas. O caráter diagnóstico mais evidente é o seu abdômen de um branco puro e imaculado, que contrasta fortemente com o intrincado padrão das partes superiores, cobertas por um mosqueado denso de tons castanho-escuro, camurça e ruivo, proporcionando uma camuflagem perfeita contra solos rochosos. O peito exibe um fino estriado escuro que termina de forma abrupta em um colar peitoral estreito, definindo o limite com a região ventral branca. Em voo, revela asas longas e pontiagudas com as coberturas inferiores das asas totalmente brancas, além de um bico curto e forte adaptado para esmagar matéria vegetal.

Distribuição geográfica: É uma espécie endêmica do extremo sul da América do Sul. Suas áreas de reprodução estão restritas às cordilheiras e zonas montanhosas da Patagônia chilena e argentina, estendendo-se desde as províncias de Neuquén e Río Negro até a Ilha Grande da Terra do Fogo e as Ilhas Malvinas. Durante o inverno austral, realiza migrações sazonais em direção ao norte e leste, descendo para as planícies e estepes patagônicas de menor altitude, alcançando áreas das províncias de Mendoza, La Pampa e o sudoeste de Buenos Aires, na Argentina, além de vales centrais no Chile.

Ambiente: Ocupa predominantemente a tundra alpina, encostas rochosas com cascalho e planaltos áridos acima do limite da vegetação arbórea, ocorrendo em altitudes entre 1.500 e 3.000 metros acima do nível do mar no norte de sua distribuição. Nas latitudes mais extremas da Patagônia e Terra do Fogo, pode ser encontrada quase ao nível do mar. No período não reprodutivo, migra para a estepe patagônica semiárida, campos temperados de baixa altitude e dunas costeiras arenosas expostas a ventos fortes.

Alimentação: Desenvolve um regime estritamente herbívoro, adaptado ao consumo de partes vegetais fibrosas e de difícil digestão. Alimenta-se principalmente de sementes, brotos tenros, folhas suculentas de plantas em almofada (especialmente do gênero Azorella), líquenes e pequenas gramíneas rasteiras. Possui uma moela altamente musculosa que, auxiliada pela ingestão frequente de pequenas pedras ou gastrólitos, atua triturando eficientemente as paredes celulares da celulose das plantas consumidas.

Comportamento: Caracteriza-se por hábitos extremamente discretos e crípticos, utilizando a imobilidade e a coloração de sua plumagem para evitar predadores aéreos e terrestres. Permanece agachada e imóvel no solo até que a aproximação humana ou de um perigo seja iminente, realizando então um voo explosivo e em ziguezague, acompanhado de um pio áspero e metálico. Fora do período reprodutivo, exibe comportamento social, reunindo-se em pequenos bandos de 10 a 30 indivíduos para buscar alimento e abrigar-se das condições climáticas extremas.

Nidificação: Comporta-se como um reprodutor solitário e territorial que nidifica diretamente no solo pedregoso exposto. O ninho consiste em uma depressão rasa e circular, escavada no substrato e levemente forrada com folhas secas, líquenes ou pequenas pedras, frequentemente abrigada ao lado de uma rocha ou planta rasteira. A postura padrão é de 4 ovos com coloração camurça ou olivácea, densamente salpicados de manchas marrons e pretas. Os filhotes são nidífugos, abandonando o ninho poucas horas após o nascimento, protegidos por uma penugem altamente camuflada.

Categoria de conservação: Está classificada como Pouco preocupante (LC) na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Embora sua população global seja considerada estável e a maior parte de seu habitat permaneça intocada pela presença humana direta, as populações locais enfrentam ameaças potenciais decorrentes da degradação do solo alpino causada pelo sobrepastoreio de ovelhas e as alterações ecológicas decorrentes das mudanças climáticas globais.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 08/10/2026




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ID RegistroDataHora exataPaísProvincia / DepartamentoLugarFilmadoFotografadoVocalização gravadaObservadoOidaFerido ou mortoIndivíduos quantidadeUsuário ou BibliografiaDetalhe
71833418/03/2018ArgentinaSanta CruzEstancia Santa TeresitaNicolas Olejnik
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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Attagis malouinus – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 09/10/2026.