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Apis mellifera

Apis mellifera

Abeja Europea
Western Honey Bee

Família: Apidae
Ordem: Hymenoptera
Classe: Insecta
Filo / Divisão: Arthropoda
Reino: Animalia

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Subespécies:





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Descrição


É um inseto himenóptero social de extrema importância ecológica e agrícola, amplamente conhecido por sua complexa organização em colônias e por sua eficiência como polinizador global. Seu corpo é dividido em cabeça, tórax e abdômen, densamente recoberto por pelos sensoriais que auxiliam na retenção de grãos de pólen. A coloração geral varia entre tons de marrom-escuro, preto e listras abdominais amarelo-douradas. Apresenta um nítido dimorfismo morfológico entre as três castas da colmeia: as operárias medem de 10 a 15 mm de comprimento e possuem pernas traseiras modificadas com uma estrutura côncava chamada corbícula, usada para o transporte de pólen; os zangões, que são os machos, medem de 15 a 17 mm, possuem olhos compostos proeminentes que se unem no topo da cabeça e não têm ferrão; e a rainha, única fêmea fértil, apresenta um abdômen visivelmente alongado que mede de 18 a 20 mm, adaptado para a postura contínua de ovos.

Distribuição geográfica: É nativa originalmente da Europa, África e oeste da Ásia. Contudo, devido ao seu valor inestimável para a polinização de cultivos agrícolas e produção de mel, foi dispersada artificialmente pelo ser humano por todo o globo. Atualmente, está amplamente estabelecida em toda a América do Norte, América do Sul, Austrália e leste asiático, estando ausente de forma permanente apenas nas calotas polares da Antártida e em ilhas oceânicas extremamente isoladas.

Ambiente: Demonstra uma impressionante capacidade de adaptação ecológica, ocupando desde florestas temperadas e florestas tropicais até savanas, estepes, áreas agrícolas e grandes centros urbanos. Para o estabelecimento físico de suas colônias, necessita de abrigos protegidos contra intempéries, como fendas em rochas, ocos de troncos de árvores ou colmeias artificiais introduzidas pela apicultura, evitando apenas desertos extremos e áreas de altitude alpina com frio severo.

Alimentação: É uma espécie estritamente herbívora que consome recursos florais específicos. Coleta o néctar das flores, que é transportado no estômago melífero e transformado enzimaticamente em mel para suprir as demandas energéticas de carboidratos da colônia, e o pólen, que fornece as proteínas, lipídeos, minerais e vitaminas cruciais para a alimentação das larvas e manutenção das glândulas hipofaríngeas das operárias. Também coletam água para o controle térmico e diluição dos alimentos.

Comportamento: É caracterizada por uma organização social altamente integrada e divisão de trabalho baseada na idade das operárias, conceito denominado polietismo temporal. A colônia comunica-se por meio de complexas interações químicas de feromônios e pela famosa dança do requebrado, uma série de movimentos semicirculares que indicam com exatidão a distância, direção e qualidade das fontes florais com base no ângulo solar. Exibem também estratégias térmicas coletivas, batendo as asas para resfriar a colmeia ou agrupando-se em aglomerados para conservar calor no inverno.

Reprodução: O sistema reprodutivo baseia-se na haplodiploidia, onde os ovos fertilizados geram fêmeas diploides (operárias ou rainhas) e os ovos não fertilizados geram machos haploides (zángões) por partenogênese. O desenvolvimento de uma nova rainha ocorre exclusivamente quando uma larva fêmea é alimentada de forma contínua com geleia real. A cópula ocorre durante o voo nupcial, no qual a rainha virgem se acasala com múltiplos zangões no ar, armazenando o esperma na espermateca para o resto de sua vida. A multiplicação da colônia se dá pelo processo de enxameamento, onde a rainha antiga deixa o local de origem com uma porção de operárias para fundar uma nova colônia.

Categoria de conservação: É classificada pela União Internacional para a Conservação da Natureza na categoria de Dados Insuficientes (DD) globalmente, dada a dificuldade de monitorar as populações selvagens separadamente das domesticadas. Apesar disso, a espécie sofre sérios riscos devido ao distúrbio do colapso das colônias (CCD), associado ao uso generalizado de inseticidas neonicotinoides, degradação de habitats, mudanças climáticas e infestações pelo ácaro parasita Varroa destructor.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 13/08/2026




Distribuição geográfica


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192993707/12/2023ArgentinaBuenos AiresVilla GesellMarcos Garberoglio
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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Apis mellifera – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 14/09/2026.