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Aphis nerii

Aphis nerii

Pulgón de la Adelfa

Família: Aphididae
Ordem: Hemiptera
Classe: Insecta
Filo / Divisão: Arthropoda
Reino: Animalia

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Descrição


Apresenta um corpo mole de formato piriforme e uma coloração amarelo-brilhante a laranja-intenso altamente vistosa, que funciona como um aviso aposemático para desencorajar potenciais predadores devido à sua toxicidade. Os adultos medem tipicamente entre 1,5 e 2,6 mm de comprimento. Um dos caracteres morfológicos mais marcantes e diagnósticos deste táxon é a coloração preta contrastante dos seus sifúnculos (ou cornículos) localizados na porção posterior do abdômen, além das antenas, cauda e pernas, que também compartilham esse tom escuro. As populações são compostas por duas formas principais: os indivíduos ápteros (sem asas), que são predominantes nas colônias em crescimento, e os alados (com asas), que desenvolvem asas membranosas escuras sob pressões de superpopulação ou declínio na qualidade nutricional da planta hospedeira, facilitando a dispersão para novos ramos.

Distribuição geográfica: Originário da região mediterrânea, este inseto adaptável dispersou-se amplamente por meio do comércio internacional de plantas ornamentais, possuindo hoje uma distribuição cosmopolita. Está estabelecido em praticamente todas as regiões temperadas, tropicais e subtropicais do globo, com ocorrências abundantes na América do Norte, América do Sul (com forte presença em todo o território do Brasil), sul da Europa, África subsaariana, sul da Ásia e Austrália. A sua tolerância ambiental permite-lhe colonizar qualquer área geográfica onde as suas plantas hospedeiras sejam cultivadas ou cresçam de forma espontânea.

Ambiente: Habita predominantemente ambientes modificados pela atividade humana, tais como jardins urbanos, praças públicas, margens de rodovias com paisagismo ornamental, viveiros comerciais e áreas agrícolas alteradas. A sua ocorrência está intrinsecamente associada à presença de espécies botânicas das famílias Apocynaceae e Asclepiadaceae. Embora mostre preferência por climas quentes que aceleram o seu ciclo de vida, exibe uma notável capacidade de sobrevivência em microclimas urbanos protegidos, onde as geadas invernais não são severas o suficiente para eliminar as populações ativas.

Alimentação: Trata-se de um inseto fitófago sugador que se alimenta exclusivamente da seiva do floema de plantas hospedeiras específicas. Sua dieta restringe-se quase por completo a vegetais que produzem látex tóxico, como a espirradeira (Nerium oleander), os oficiais-de-sala (Asclepias spp.), o algodão-de-seda (Calotropis procera) e espécies de Vinca. Ao sugar a seiva, este afídeo sequestra e armazena ativamente glicosídeos cardíacos (cardenolídeos) nos seus próprios tecidos corporais. Esses compostos químicos altamente tóxicos não afetam a saúde do inseto, mas funcionam como uma barreira defensiva química extremamente eficaz contra predadores generalistas, como aves insetívoras e artrópodes carnívoros.

Comportamento: Demonstra um comportamento marcadamente gregário, estabelecendo colônias extremamente densas que cobrem brotos novos, botões florais e a face inferior das folhas jovens. Devido à ingestão massiva de seiva rica em açúcares, excreta grandes volumes de uma substância viscosa e adocicada denominada melaço (ou honeydew). Esse melaço acumula-se sobre as superfícies foliares, servindo de substrato para o desenvolvimento do fungo saprófito conhecido como fumagina, que escurece as folhas e prejudica a fotossíntese da planta. Além disso, a presença de melaço atrai formigas, estabelecendo uma relação mutualística onde as formigas oferecem proteção ativa à colônia contra predadores (como joaninhas) em troca da substância açucarada. Sob ameaça direta, os indivíduos da colônia podem realizar movimentos oscilatórios sincronizados para afastar inimigos naturais ou dispersar feromônios de alerta.

Reprodução: Na maior parte da sua distribuição global como espécie exótica, este táxon reproduz-se exclusivamente por meio de partenogênese telítoca obrigatória. Neste processo reprodutivo assexual, as fêmeas produzem diretamente ninfas ativas (viviparidade) que são clones genéticos idênticos à mãe, eliminando a necessidade de machos ou de fertilização dos ovos. Essa estratégia reprodutiva permite um crescimento populacional extremamente rápido, completando uma geração em apenas sete dias sob condições térmicas ótimas (entre 25 °C e 30 °C). As ninfas passam por quatro estádios de desenvolvimento antes de atingirem o estado adulto reprodutor. Embora em sua região nativa mediterrânea ocorra ocasionalmente reprodução sexuada (ciclo holocíclico) com postura de ovos de resistência em hospedeiros primários como Cynanchum acutum, a nível mundial a reprodução assexual e vivípara prevalece de forma absoluta, garantindo uma colonização veloz e agressiva de novas plantas.

Categoria de conservação: Não foi avaliado pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) e não possui nenhuma classificação de ameaça devido à sua ampla distribuição geográfica e abundância populacional. Sendo amplamente classificado como uma praga ornamental e agrícola, as atenções acadêmicas e os esforços de manejo estão direcionados ao desenvolvimento de métodos de controle biológico e integrado, visando conter as suas populações em áreas de cultivo e paisagismo, sem qualquer necessidade de medidas de conservação.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 30/08/2026




Distribuição geográfica


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139990907/05/2021ArgentinaSanta FeFrutos, entre 4 de enero y 1° de mayo, Santo ToméEduardo Beltrocco
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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Aphis nerii – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 22/09/2026.