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Anthus nattereri

Caminheiro-grande


Anthus nattereri

Sclater, PL, 1878
Cachirla Dorada
Ochre-breasted Pipit

Família: Motacillidae
Ordem: Passeriformes
Classe: Aves
Filo / Divisão: Chordata
Reino: Animalia

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Registros de Argentina

Estado de conservação de acordo BirdLife International: Vulnerável


Descrição


Trata-se de um passeriforme terrestre de médio porte, medindo entre 14 e 15 centímetros de comprimento total. Destaca-se visualmente de outros membros do seu gênero por apresentar uma tonalidade ocre-amarelada ou canela bastante pronunciada no peito, garganta e flancos, que contrasta sutilmente com o abdômen esbranquiçado. O dorso é densamente marcado por estrias longitudinais escuras e pretas sobre um fundo marrom-acinzentado. Apresenta uma listra superciliar clara e discreta sobre os olhos. Suas pernas são longas, de coloração pardo-clara, terminando em uma unha posterior excepcionalmente longa, uma especialização morfológica essencial para a locomoção eficiente no solo gramado. O bico é fino, pontiagudo e escuro, com a base da mandíbula inferior amarelada. Não há dimorfismo sexual evidente, sendo machos e fêmeas idênticos na plumagem.

Distribuição geográfica: Ocorre de forma fragmentada e altamente localizada no centro-sul da América do Sul. Sua área de distribuição abrange o sudeste e sul do Brasil (especialmente nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), o leste do Paraguai (nos departamentos de Misiones, Itapúa e Caazapá) e o nordeste da Argentina (com registros em Corrientes, Entre Ríos e sul de Misiones). Suas populações estão isoladas devido à perda massiva e histórica dos biomas de campo aberto onde vive.

Ambiente: Está estritamente associado a campos limpos, pastagens nativas e savanas de altitude e de terras baixas, pertencentes aos biomas da Mata Atlântica (campos de altitude), Cerrado e Pampa. Prefere áreas secas dominadas por gramíneas de médio porte dos gêneros Andropogon e Aristida. Beneficia-se de pastagens sob manejo de pecuária extensiva ou áreas que sofrem queimadas controladas periódicas, pois necessita de trechos com solo exposto para forragear, mas evita terminantemente áreas úmidas, banhados, florestas densas e plantios de silvicultura exótica.

Alimentação: Apresenta uma dieta essencialmente insetívora. Alimenta-se de uma ampla variedade de pequenos invertebrados capturados diretamente no solo. Seus itens alimentares mais comuns incluem gafanhotos, besouros, formigas, aranhas, lagartas e larvas diversas. Caminha ativamente pelo chão e, ao detectar a presa graças à sua excelente acuidade visual, utiliza seu bico fino para capturá-la rapidamente entre as bases das touceiras de capim e as frestas de terra seca.

Comportamento: É uma ave de hábitos predominantemente terrestres e comportamento bastante tímido e sorrateiro. Prefere correr rapidamente por entre a vegetação densa para escapar de predadores em vez de voar. Durante o período de reprodução, os machos realizam um impressionante voo de exibição nupcial: sobem verticalmente a grandes altitudes enquanto emitem um canto agudo e melodioso, descendo em seguida em um voo planado com as asas abertas em formato de "V" ou caindo suavemente como um paraquedas até pousarem em uma cerca, pedra ou diretamente no solo. Vive solitariamente ou em casais.

Nidificação: Constrói seu ninho no solo, perfeitamente camuflado sob a base de touceiras densas de gramíneas secas. O ninho possui o formato de uma taça rasa tecida com fibras de capim seco, raízes e, por vezes, crinas ou pelos de animais. A postura consiste geralmente em 2 a 3 ovos, que possuem coloração esbranquiçada com densas máculas marrons, avermelhadas e cinzentas. O período reprodutivo ocorre entre os meses de setembro e fevereiro, período de maior abundância de recursos alimentares. O casal divide as tarefas de incubação e alimentação dos filhotes ninhos-dependentes.

Categoria de conservação: Está classificado globalmente como Vulnerable (VU) pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). A principal ameaça à sua sobrevivência é a perda e conversão de seus habitats de campos nativos para a agricultura intensiva (cultivos de soja, milho e cana-de-açúcar) e para a silvicultura de pinus e eucalipto. O uso excessivo de pesticidas e a perda de campos limpos devido à falta de manejo adequado do fogo ou pastejo também exercem grande pressão sobre as populações remanescentes desse táxon.



Compilação e publicação: EcoRegistros – 08/10/2026




Distribuição geográfica


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ID de Fotografia: 70910
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Ituzaingó
Corrientes
Argentina
30/11/2014
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20594230/11/2014ArgentinaCorrientesItuzaingóHéctor Bernardo Fernández
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Citação recomendada
Utilize a referência abaixo para citar esta ficha da espécie.
EcoRegistros. 2026. Caminheiro-grande (Anthus nattereri) – Ficha da espécie. Acessado em www.ecoregistros.org em 08/10/2026.